quarta-feira, 13 de abril de 2016

As mentiras (petistas e coxinhas) mais insuportáveis da crise política



1 - A comparação entre o momento atual e a queda de Jango.
Os petistas têm feito essa comparação! Um desrespeito à memória de João Goulart, de Leonel Brizola e à inteligência de todo mundo. Não há semelhança quase nenhuma! Jango tinha um programa de esquerda, enquanto o PT já governou 14 anos como direita. Os bancos, companhias estrangeiras etc. estavam tendo prejuízo com Jango (mais porque queriam, é verdade), enquanto com o PT ganharam mais do que sob FHC. Os milicos estavam tentando tomar o poder na época. Tinham tentado com êxito relativo em 45, tentaram em 54, tentaram em 55, tentaram em 62 e por fim conseguiram em 64. Tinham um projeto, munições, unidade, muito respeito da nação, e como se vê, estavam treinando! Completamente o oposto de hoje.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Guerra Mundial : 18 países já estão envolvidos

Fui obrigado a interromper por algumas horas os meus estudos de jornais antigos dada a denúncia de Damasco de que a Turquia está invadindo a Síria. Bem que o Papa Francisco disse que já podemos estar em uma guerra mundial. Os fanáticos religiosos turcos jogaram a Turquia na guerra! É praticamente impossível impedir que a guerra se agrave e atinja outros países. Praticamente pode-se dizer que já está em curso uma guerra mundial. Obviamente o quadro econômico por trás dessa guerra é uma profunda crise mundial de superprodução, e o desenvolvimento desigual entre as potências, levando as potências decadentes do ocidente ao desespero e a lançarem todas as suas esperanças na guerra, uma guerra que não é capaz de vencer!

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Mentiras sobre a crise econômica

Há meses sinto a necessidade de refutar uma série de absurdos que se diz sobre a atual situação econômica do Brasil e do mundo, mas só agora consegui algumas horas.

1 – A crise mundial existe, sim! Embora não seja a raiz da nossa crise

Por vezes petistas, por vezes tucanos, alegam que a crise mundial não existe, os primeiros quando querem animar a economia, os segundos quando querem afirmar que a crise brasileira é só brasileira. Como de costume em tais espécimes, estão mentindo. A crise existe desde 2008 e não acabou. Pelo contrário, até 2015 ela tinha poupado os países que estavam sob o que chamamos de “guarda-chuva chinês”, que incluíam o Brasil, mas agora ela atingiu a China, e daí esses países.

A rota comercial China-Europa, maior do mundo, caiu 60%. O preço do petróleo e dos minérios despencou. São indicativos de crise de superprodução. Há uma superprodução mundial. Ou seja, o mundo está produzindo muitas porcarias e a população está muito pobre para comprar essas porcarias. Quando as indústrias não vendem, colocam operários nas ruas, o que diminui ainda mais as vendas. É um ciclo vicioso! Dessas crises só se sai ou depois de muito tempo de empresas falindo, ou depois de uma grande destruição de empresas e mercadorias causada, por exemplo, por uma grande guerra.

2 – A China é um fator da crise, mas não seu centro

A imprensa capitalista, que no Brasil é parte do aparelho de guerra de Washington, aproveita a crise para demonizar a China, que seria a origem da crise. Outros, não muito perspicazes, lembram que a crise começou em 2008 nos países ocidentais, e daí acham que a China não tem nada com isso. Estão ambos errados.

A superprodução é mundial, do mercado mundial, e não do mercado interno chinês. Ou seja, não é a economia nacional chinesa que está em crise. Mas a produção que gerou a crise de superprodução é obviamente a chinesa. A economia chinesa é atualmente superior à do resto do mundo, porque é mais adaptada. A China consegue ter auto controle de suas imensas forças produtivas e daí nenhum país do mundo está conseguindo concorrer com suas mercadorias. Todo o mundo está sofrendo falências causadas pela concorrência chinesa, daí desemprego, e daí já não pode comprar sequer as mercadorias chinesas na quantidade de antes. Então as empresas chinesas voltadas para exportação precisam reduzir suas importações de matéria prima, e isso atinge o Brasil diretamente.

3 – Mentiras sobre a China

Para justificar a superioridade chinesa sem confessar a inferioridade do resto do mundo apela-se para mentiras. A mais difundida é que a China consegue mercadorias baratas com trabalho escravo. Quanta ignorância há contida em uma mesma afirmação!!! Vamos por partes:

a) O Brasil foi o país que mais teve escravidão e por mais tempo, e quando a escravidão acabou o Brasil era uma roça desprezível! São João del Rei era então a primeira ou segunda economia de Minas Gerais, e só tinha 26 ruas. Não tinha calçamento, nem água encanada, nem esgotos, nem eletricidade, nem uma única fábrica! E Minas Gerais era a maior economia do Império! Em resumo, um brasileiro achar que um país pode ser uma potência com base na escravidão é muita ignorância ou muita hipocrisia.

b) Mesmo os brasileiros coxinhas, que conhecem mais dos EUA que do Brasil, se soubessem ler, saberiam que o sul dos EUA é que era escravocrata, mas o norte, sem escravos, é que virou a parte rica, motivo pelo qual venceu a guerra civil.

c) Todos sabem que diversas empresas ocidentais têm fábricas em países semi-coloniais, como o Brasil, com trabalho escravo, e nem por isso conseguem concorrer com as mercadorias chinesas.

d) Quando se estuda um pouquinho de revolução industrial aprende-se que o trabalho assalariado é muito mais barato que o trabalho escravo, pois o custo de manutenção de ambos é o mesmo, sempre reduzido ao custo de vida (daí que quem trabalha em Sampa ganha mais que quem faz o mesmo em São João del Rei, posto que o custo de vida lá é bem maior). Porém, o escravo tinha que ser comprado, vigiado etc. Ademais, o trabalhador escravo, naturalmente, trabalha com menor eficiência, pois não pode ser despedido. Castigar o escravo demais levava à morte do escravo, causando imenso prejuízo para o dono.

e) Na verdade essa mentira sobre a escravidão chinesa tem origem em outra mentira. A notícia original, simplificada pelos coxinhas como escravidão, era que, em dólares, o trabalhador chinês ganha tão pouco que isso seria similar à escravidão. Na verdade não interessa ao trabalhador chinês o que o salário dele vale em dólares, mas sim o que ele consegue comprar com ele na China (aposto que será o custo de vida). Essa “notícia” portanto era só um sofisma, uma mentira da imprensa “brasileira”, só traduzida do inglês.

f) A China tem uma economia superior porque completamente controlada e planejada. A moeda é superdesvalorizada (e olhe que ficou décadas sem se desvalorizar até esse ano), porque o governo chinês pode fazer isso! Se o Brasil, por exemplo, desvalorizasse o real daquele jeito, muitos preços subiriam muito, porque nossa economia é dependente, é fraca, é colonial, e pior, é controlada por particulares e quase todos eles estrangeiros. Já para os chineses pouca é a diferença entre a moeda ser valorizada ou não, posto que a própria China pode fornecer tudo a seus habitantes. Portanto, as mercadorias chinesas ficam muito baratas para exportação, e todas as divisas ficam sob controle do governo, que pode decidir o que precisa e o que não precisa ser importado.

4 – O Brasil não está endividado

Uma das desculpas do governo para tomar medidas incorretas como cortar gastos e aumentar taxas é um suposto déficit. Fica parecendo que o Brasil está endividado, que o governo gastou mais do que podia, e é essa mentira mesmo que os sem-vergonha das grandes TVs dizem, uma vez que, assim como o governo, querem cortar e sobretaxar, com a diferença que no caso desses é só porque o patrão gringo mandou na pauta.

Quando se estuda o caso a sério nota-se que:

a) Todos os países do mundo têm dívidas, e quanto mais rico o país mais endividado ele é! Até existem dívidas que inviabilizam um país, como o Japão, que sozinho deve 20% da dívida mundial. Mas os EUA, com uma economia bem maior que a japonesa, está convivendo (até agora) sem maiores problemas com uma dívida que é um terço de tudo que se deve no mundo.

b) Em comparação com a maioria dos países, o Brasil deve é pouco.

c) As famílias brasileiras também devem a metade (em comparação com suas rendas) que o normal das dívidas das famílias europeias e americanas, e note-se que essas últimas ganham muito mais. Ou seja, devem o dobro se se faz uma comparação justa, mas em dólares devem muito mais que o dobro!
Em resumo, essa não é a crise. A própria presidente, aliás, já o afirmou.

d) Quase metade do orçamento da União tem sido gasto com dívidas e juros, mas isso não é um verdadeiro problema econômico nacional, ou seja, de toda a economia nacional, mas um problema sobretudo político, ou para ser mais exato, de corrupção, visto que boa parte dessa dívida é certamente ilegal por diversos motivos. Não são medidas econômicas que resolvem esse problema, mas uma simples auditoria, com a respectiva prisão e o ressarcimento do que vem sido roubado ano a ano. Também se pode fazer leis limitando o quanto do orçamento pode ser gasto com dívidas (e derrubar leis em contrário), mas isso desvalorizaria os títulos do governo, dificultando o crédito no futuro, de forma que o melhor caminho é a auditoria mesmo. Os juros altos são em parte uma opção do governo para pagar mais a esses "credores", o que não passa de uma forma legal de roubar o povo.

5 – A Petrobrás não tem nada a ver com essa crise

A mentira mais idiota, e por isso provavelmente a mais difundida, é a que vincula a crise à Petrobrás! Difícil imaginar como pode existir tamanha ignorância sobre a realidade do mundo!

Primeiro que a Petrobrás não está em crise. Foi roubada. É roubada desde que foi criada, como todo o planeta sabe. Nem por isso deixa de ser importante. Nem por isso está em crise. Ela é roubada porque é controlada por políticos, que indicam seus diretores. Ela é roubada porque não é transparente. Ela é roubada porque não há punição de verdade para corruptos no Brasil.

O problema da Petrobrás, muito pelo contrário, é que está dando lucros! A Petrobrás não é mais de fato uma empresa pública, porque vende ações na bolsa, e portanto está presa à necessidade de ter lucros. Ora, a vantagem de se ter empresas públicas é exatamente estar livre dessa coleira. Precisamos de grandes empresas capazes de sustentarem prejuízos anos a fio, construindo nossa infraestrutura, escolas etc. Só estatais são capazes disso.

Mesmo que a Petrobrás estivesse endividada, em que isso geraria tal crise? Por que isso geraria inflação? Por que isso obrigaria o governo a cortar gastos e aumentar taxas? Quanta imaginação!

6 – O Brasil não se afastou dos EUA

A imprensa controlada pelo Pentágono está repetindo que o Brasil se isolou economicamente, e que teria que se reaproximar dos EUA, que seria o mercado para nossa salvação. Quanta baboseira! Primeiro que nunca deixamos de vender muito para os EUA, ainda hoje um terço de nossas exportações. Porém, os EUA, e a China (outro terço), só compram matérias primas, e querem nos socar bugigangas industriais. Os EUA não estão assim tão bem que possam comprar mais de nós do que já compram, e nós não podemos deixar eles entrarem em nossa mercado com mais facilidade do que já entram. Essas TVs sediadas no Brasil são estrangeiras, estadunidenses para ser mais claro.

Na verdade o Brasil tem tentado ampliar seus mercados estrangeiros. Contudo, só quem compra nossos industrializados em uma quantidade razoável é o Mercosul (o outro terço de nossas exportações), que portanto devemos manter como prioridade nacional. Traidores, provavelmente pagos para isso, no governo e na oposição têm se manifestado contra o Mercosul. Uma geração de velhos fracassados, vendidos, desprezados pela nação, quer arrastar o país para o túmulo junto com eles.

7 - A crise brasileira é criada em Brasília

Agora que a crise mundial atingiu a China, atingirá o Brasil, mas a crise brasileira é outra coisa.

Desde 2011 (vide artigo “Dilma está chamando a crise para o Brasil”, de 2011, no São João del Pueblo), sob a desculpa de conter déficits e combater a crise mundial que sequer tinha nos atingido, a presidente Dilma adotou uma política econômica completamente anti-nacional. Os motivos da traição não se sabe, mas é certo que Dilma hoje figura entre os grandes traidores da pátria, da laia de FHC e JK.

A “política” de Dilma consistiu em cortar gastos, aumentar impostos e aumentar taxas, desde 2011. Em 2015, logo depois que tomou posse, alegando novamente a crise, cortou mais gastos, quer criar e aumentar mais impostos e taxas. Em resumo, é o governo que está gerando a crise, envenenando o país, e como remédio ele receita mais veneno.

Se observarmos toda a inflação dos últimos anos, notaremos que não foi criada por aumento da demanda, mas pelas taxas e cortes do governo! Os aumentos de preços das mercadorias esteve abaixo do aumento das taxas, que foram as que puxaram a inflação. Por que o governo faz isso?

8 – O fantasma da inflação e a crença liberal

Sabe-se que poucas coisas tiram mais votos de um governo do que inflação. A inflação não é o maior dos perigos para uma economia, mas tanto para os investidores internacionais, quanto para os governos que precisam de votos, é o maior inimigo. Se um investidor tem lucros de 10% e a inflação é de 10%, o lucro dele é zero! Sendo assim o objetivo principal dos governos, seja para agradar seus patrões, seja para terem votos, é conter a inflação. É o que Dilma tentou, mas o tiro saiu, previsivelmente, pela culatra.

Dilma, assim como Aécio, como FHC, como Lula, como Itamar, como Collor, como Delfim Neto, como quase toda Brasília etc. não podem se desvincular de crenças que são dominantes entre nossas elites políticas. Podemos afirmar que vivemos praticamente sob um fanatismo liberal, desde a independência. Toda vez que as elites econômicas, sociais e políticas desse país podem governar coletivamente o país mergulha em uma política econômica suicida. Só quando algum setor minoritário das elites, por alguma peculiaridade livre da crendice liberal, impôs uma ditadura é que se teve políticas econômicas eficientes.

Segundo a crendice liberal, para conter a inflação é necessário não imprimir moeda (acreditam em mágica, e isso gente velha!), e para evitar a impressão de moeda seria necessário conter os gastos públicos. Trata-se do tipo mais infantil de liberalismo, que é o monetarismo. Dizem os petistas que eles não são monetaristas, que seriam uma coisa que chamam de “desenvolvimentistas”, mas é mentira, porque esse “desenvolvimentismo petista” continua se negando a cometer pecados contra o monetarismo, continua crente no mercado, e o máximo que propõe é abaixar os juros. Abaixar os juros é corretíssimo, mas está para lá de longe sequer de começar a resolver o problema. É ainda uma medida medíocre, dentro dos rígidos limites liberais.

A crença monetarista é ridícula por uma série de motivos. Primeiro, porque não é só o governo que emite moeda. Quando um banco empresta dinheiro, está emitindo moeda, porque aquele dinheiro não existia de fato em circulação, só no papel, e é de qualquer forma duplicado, pois o banco ainda pode vendê-lo como dívida. Quando uma pessoa emite um cheque sem fundos, está emitindo moeda. Quando uma pessoa compra no cartão algo que não poderia comprar a vista está emitindo moeda. Por outro lado, quando alguém entesoura dinheiro, ou seja, guarda em casa, ou manda para o exterior, ou mesmo se deposita em um banco mas o banco não consegue emprestá-lo, está retirando dinheiro do mercado. Em resumo, a economia é muito mais complexa do que sonham as crianças monetaristas.
Mas se isso é suficiente para explicar porque temos inflação apesar de 4 anos das bestas que nos governam retirando dinheiro de circulação, não é suficiente para explicar porque elas mesmas criaram inflação aumentando as taxas sem parar. Claro que por parte dos governos estaduais, excrescências inúteis, os aumentos de taxas são só roubalheira, sintomas da falência do regime de 1988. Mas por parte da União a explicação tem que ser outra.

Só existem duas, que não se excluem. A primeira, e mais forte, é que é preciso conter o consumo dado que o país chegou ao limite do consumo de energia elétrica, e do uso de sua infraestrutura. A segunda, menos provável, é que a burguesia e a pequena-burguesia estão ressentidas do que consideram salários muito altos.

9 – A crendice liberal e a carência de energia elétrica

A pressão da burguesia e da pequena burguesia para reduzir salários não deve ter sido determinante na criação da crise, visto que os capitalistas que mandam não são mais os burgueses clássicos, industriais, que se ressentem dos salários. O problema foi mesmo falta de infraestrutura. Ou seja, o governo precisou sabotar a economia para ela não crescer até gerar apagões! Em 2014, ano eleitoral, com medo de apagões dado que tínhamos vivido uma seca (não podemos mais ter secas), o governo comprou de volta cotas de energia elétrica de indústrias, gerando demissões. Só mesmo o medo de um apagão em ano eleitoral pode explicar isso!

Por que o país chegou em um ponto no qual não pode mais crescer e na verdade não consegue mais enfrentar uma seca? Acontece que a construção da infraestrutura de um país é cara e demorada, e muito mais demorada ainda para dar retorno aos investidores (décadas). É por isso que nenhum país do mundo realmente se desenvolveu sem o Estado usar de sua força para construir ou impor a construção das bases da economia. Mesmo EUA, Inglaterra e França, que são os únicos que os próprios liberais alegam que se desenvolveram por conta só do mercado, na verdade se desenvolveram sobretudo quando o Estado atuou, com protecionismo, dinheiro e força. A Inglaterra se desenvolveu sobretudo depois de leis pelas quais monopolizou a navegação, e o Banco da Inglaterra, do governo, financiou as plantações de algodão dos EUA. A França se desenvolveu sobretudo quando Napoleon bloqueou os produtos ingleses e reservou o mercado europeu só para a França. Foi só depois da guerra civil, quando o norte devastou o sul e depois impôs altas taxas alfandegárias sobre produtos ingleses, que os EUA se desenvolveram. Isso para ficar nos aspectos mais visíveis.

O pior é que entre os políticos atuais mais fortes não se vê quem não seja crente liberal monetarista. Em resumo, as coisas tendem a piorar. O principal candidato da oposição em 2014, em uma confissão de incapacidade, propôs que a forma de conseguir construir a infraestrutura do país é aumentar ainda mais os lucros dos particulares dos quais se espera essas obras. Em resumo, em um mundo no qual temos que concorrer com os produtos chineses, o jumento da oposição queria aumentar nossos custos de produção!

Obviamente, como se nota na história do Brasil, só grandes empresas estatais são capazes de construir nossa infraestrutura. Precisamos reestatizar a Vale e várias outras, retirar a Petrobrás do mercado de ações e várias outras, e criar uma gigante Construtora Nacional e muitas outras empresas. Mas tudo isso é pecado! Cá estão nossos velhos políticos, cheios de sucessos, que estão deixando para nós de herança um país sem problemas, para nos ensinar que não haveria dinheiro para isso, porque dinheiro é uma coisa mágica, que não se pode imprimir sem graves consequências. E como eles precisam ficar com grande parte do que existe, pois afinal são homens de família, temos que ficar esperando os capitalistas mundiais terem a bondade de virem aqui construir nossa infraestrutura, com nossas matérias primas, com nossos trabalhadores, porque esses gringos afinal, sortudos, têm esse papel mágico que nós não podemos imprimir! Mas como eles não querem vir, pois estamos esperando desde o século XIX, teremos que oferecer ainda mais a eles, e como já oferecemos isenções totais de impostos, já oferecemos nossos braços mais baratos que escravos, e já oferecemos as brasileiras como prostitutas da indústria do turismo, acho que eles ainda vão demorar...

10 – A única forma decente de conter a inflação

Claro que as vezes se consegue conter a inflação com um puta arrocho salarial, como fez FHC no famigerado e criminoso plano Real. Mas ai é só um truque – gera-se em um dia a inflação de dois anos e se mantém o arrocho salarial. Como os preços podem crescer? Mas é óbvio que é só um truque, e que não vai funcionar todas as vezes.

A única forma eficiente de lutar contra a inflação é produzindo mais! A produção tem que aumentar, sempre, ou uma economia de mercado tem problemas. Enquanto tivermos que suportar uma economia de mercado, e como nossa incultura isso vai demorar, temos que crescer sem parar, ou teremos os mais diversos problemas econômicos e daí sociais.

Porém, como foi explicado acima estamos chegando a um limite de crescimento, porque nos faltam energia, estradas, portos, ferrovias, hidrovias, aeroportos etc. Nossas “elites”, incapazes de romperem com suas crenças e degenerações, não podem confessar o próprio fracasso, e só podem mentir e torcer para que o dilúvio só chegue depois que já estiverem mortos.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Canal no Youtube: mais uma ferramenta vermelha!

Clique na imagem para visitar o canal
Há muito tempo tenho um canal no Youtube e recentemente tem movimentado-o. Temos no momento 18 vídeos. Na maioria são traduções e dublagens de reportagens da TV Cubana. 

Convido todos a inscrever no canal e divulgar os vídeos pela rede. 

A maioria dos vídeos estão sendo postados também na “TV Comunismo”.


domingo, 26 de abril de 2015

TV Comunismo no ar!


A TV PCB online, blog exclusivo de vídeos, não existe mais. Pelo menos com este nome. Devido divergências de seus principais autores em relação à direção e a linha política do partido que dava nome ao blog, resolvemos fazer a troca de nome e de endereço. 

Agora somos a TV Comunismo – o canal da classe trabalhadora. E o caro leitor pode nos acessar no seguinte link: http://tvcomunismo.blogspot.com.br/

Também estamos com nossa página no facebook: https://www.facebook.com/tvcomunismoblog.

sábado, 18 de abril de 2015

Coxinhaço: O último bloco do carnaval 2015


A Constituição de 1988 continua dando passos para o abismo, mas o passo do dia 15 foi para mim uma surpresa, e aposto que poucos realmente entenderam seus significados. Normal, pois se a aparência e a realidade fossem a mesma coisa não haveria diferença nenhuma entre um pintor de flores e um botânico. Junho de 2013, por exemplo, só agora começa a ser compreendido por diversos “analistas” e “pensadores”, que só agora começam a notar que o regime de 88 está fazendo água, processo que se iniciou em Junho de 2013. Alguns, portanto, nunca chegarão a compreender os idos de Março de 2015, que por certo é um momento menor.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

300 páginas vermelhas em nossa lista de links


O blog Estudos Vermelhos comunica aos seus camaradas leitores que a lista de páginas vermelhas, localizada na barra lateral direita do blog, foi atualizada. 

 No momento estamos passando dos 300 links. 

Aquelas que não permitem o recurso feed, ou seja, não aparecem com data e título da última publicação estão no final das páginas atualizadas, em outra lista (“outras páginas vermelhas”). 

Se seu blog/site, ou de algum conhecido, não estiver na lista deixe o endereço do mesmo nos comentários. 

Como o Alex Lombello Amaral já tinha adiantado aqui, nosso objetivo é reunir o maior número de páginas da esquerda, principalmente aquelas que têm o recurso feed. Sejam elas socialistas, comunistas, anarquistas, trabalhistas, marxistas, etc. 

Além de páginas em português, temos várias em espanhol, sobre tudo de Cuba e do Estado Espanhol. Até por que o idioma castelhano é de fácil compressão e mesmo se o leitor tiver dificuldade pode usar os tradutores grátis que existem na internet para ajudar na leitura. 

Na barra lateral esquerda do blog temos uma lista de TVs online (embora os links das TVs também estão linkados na lista da outra coluna). Atualizaremos em breve com canais interessantes de plataformas de vídeos e de TVs online.

domingo, 12 de outubro de 2014

O fracasso das eleições brasileiras de 2014


As pesquisas indicam que 70% do povo brasileiro queria mudanças, e Junho não demonstrou outra coisa. Aliás, desde Junho os choques entre a população e as forças do Estado se multiplicaram, explodindo toda vez que o abuso da força policial ultrapassa a paciência popular. Contudo, nem mesmo da polarização PT-PSDB, que já dura 20 anos, os brasileiros se livraram. O Congresso Nacional, por sua vez, vem ainda mais conservador em 2015, contrariando por completo a vontade do povo. A velha conclusão de que o povo não sabe votar não passa de enganação, pois não existe saber pilotar um carro estragado. Não é o povo, são as eleições que fracassaram. Fracassaram devido ao que são, e devido à avançada degeneração de nossa sociedade. 

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Pela reforma política eleitoral que vier

A direita brasileira, ou seja, a grande mídia, os grandes capitais, e seu exército de políticos embolsados, que bem merecem o nome pouco honroso de Partido Português, aquele mesmo que desde 1820 vive de intrigas com a finalidade de recolonizar o Brasil, não conseguiu disfarçar sua posição sobre a reforma política – é contra! O partido recolonizador é contra toda e qualquer reforma política. Existem basicamente duas propostas de reforma política eleitoral com apoio de grandes bancadas do Congresso e de candidatos fortes, e que portanto estão na mesa com chances reais de serem implementadas, e uma provável terceira proposta mista. Nenhuma delas colocaria em nenhum risco o poder do capital, e as propostas de direita ainda fortaleceriam o poder financeiro nas eleições e algumas excluiriam os comunistas descaradamente. Mesmo assim, os porta vozes de Washington latem sem parar contra qualquer proposta de reforma, por mais cosmética ou atrasada que seja, como os fictícios conselhos populares que só existem na propaganda petista e na antipetista. Entre a esquerda legítima, fora do governo, uma maioria não se importa com eleições, por infantilidade esquerdista, e há entre os que se importam uma maioria que desdenha das reformas propostas, considerando-as puro show e somente eleitorais, e outros são abertamente contra, posto que seriam uma contra-reforma, e agora mais ainda se posicionam contra, uma vez que os petistas adotaram essa bandeira. Eu porém, conforme está claro no título, tenho uma opinião diferente, e acho que qualquer reforma eleitoral que vier será positiva para a nação e sobretudo para as forças comunistas.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

A Copa sem enfeites nas ruas


Chegamos à metade da Copa de 2014, e as ruas ainda não estão enfeitadas como sempre eram, Copa após Copa. Semanas, até meses antes das Copas, os brasileiros dedicavam-se a enfeitar suas casas, suas ruas, com bandeirinhas, até com pinturas enormes em muros e asfaltos. Embora a empolgação da população esteja crescendo jogo após jogo, o record de Copa mais desanimada entre os brasileiros já é dessa de 2014. As comemorações têm sido igualmente pífias, não só em comparação com as Copas passadas, mas até mesmo em comparação com campeonatos nacionais e estaduais. Quando o Brasil fazia um gol, nas Copas passadas, o país todo berrava, os foguetes pipocavam como se fosse passagem de ano. No quarto jogo dessa Copa, mesmo com a decisão no último chute da cobrança de penalts, não se chegou ao barulho de outrora. Outra novidade é o transito durante os jogos, que não existia. O país todo parava, ficava em silêncio, com os olhos grudados das TVs, mas agora não é assim. Esse ano ainda não se pode fazer a famosa reportagem em que um repórter grava no centro de uma avenida onde o trânsito é pesado 24 horas por dia. Talvez se possa fazer essa reportagem no quinto jogo da seleção, pois como já se disse, a empolgação cresce jogo a jogo.


domingo, 4 de maio de 2014

A nova utopia desejada por Domenico de Masi



Assistindo recente entrevista de Domenico de Masi eu até esperava discordâncias de opinião, mas fiquei chocado com a quantidade de besteiras que um intelectual tão famoso, elogiado até por intelectuais brasileiros de esquerda, pode falar em poucos minutos. A proposta dele, absurda desde os métodos até o final, é uma nova utopia, que ele chama de “modelo”. De Masi parte de um pressuposto correto, a frase de Sêneca segundo o qual “não existe vento bom para o navegador que não sabe onde chegar”, mas daí ele pretende voltar às utopias. Ele constata, com razão, que a grande maioria da humanidade não sabe onde quer chegar, mas daí conclui que eles precisam de um “modelo” a atingir.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

EUA e UE querem guerra econômica mundial, Putin quer guerra de verdade e a China quer paz



Milhares de analistas políticos em todo o mundo concordam em considerar que os últimos meses revelaram um novo jogo de forças mundial, mais especificamente desde Julho de 2013 quando a Rússia impediu as potências ocidentais de bombardearem a Síria, confirmando-se agora com a reanexação da Criméia à Rússia. O que esses analistas não querem ver é que esses episódios não são isolados, mas sim o choque de interesses entre os maiores poderes mundiais, e que esses choques não resolveram nada, ou seja, não terminaram. A acomodação de interesses entre potências capitalistas nunca é fácil e indolor. Acrescente-se que há vários anos o mundo vive mergulhado em uma superprodução crônica, da qual a China é só um fator, embora de muito peso.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Características comuns entre o fascismo e desvios do movimento negro


Não conheço nenhum grupo do movimento negro brasileiro que se possa afirmar que é fascista. Aliás, isso se parece enorme absurdo, enorme irracionalidade, visto que o fascismo sempre se caracterizou pela perseguição contra as pessoas de cor. Porém, o fascismo nunca é racional!

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

A divisão da Ucrânia em dois países, o crescimento da tensão mundial e a imprensa “brasileira”


A imprensa ocidental é uma máquina de guerra, pautada não pela Casa Branca, mas pelo Pentágono. É necessário recorrer à imprensa russa, cubana e de outros países para se ter uma idéia real do que acontece no mundo. Os mídia “brasileiros” (não, não são brasileiros de verdade, só atuam aqui, como uma tropa estrangeira) atuam em conjunto com toda a imprensa ocidental, uníssona, atuando em conjunto com os serviços de inteligência da OTAN que dirigem os fascistas da Ucrânia ocidental. O que acontece na Ucrânia, guardadas as devidas proporções, é semelhante ao que acontece na Síria, com a diferença que os grupos instigados pelos ocidentais são fanáticos religiosos na Síria e fascistas na Ucrânia. Nos dois casos as potências ocidentais tentam retirar países importantes da órbita de influencia russa.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

A hora e a vez da esquerda verdadeira ressuscitar das cinzas


http://psolriodasostras.files.wordpress.com/2011/10/luta1.jpg 


Não é a toa que a imprensa capitalista tenta ligar a morte do cinegrafista durante a guerra campal entre a polícia e os Black Bloc aos partidos de esquerda. Para se tentar uma mágica dessas, quando todos sabem que as relações entre os partidos da frente de esquerda e os Black Bloc têm sido o tempo todo de mútua desconfiança (embora de solidariedade contra a repressão), é porque se deseja muito bater nesses partidos!

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Livro: Obamicídio


Dia 1 de Fevereiro de 2014, lançamos, em Belo Horizonte, o livro de poesias Obamicídio! Com o título claramente inspirado em Nixonicídio, de Pablo Neruda, é uma coletânea de versos socialistas e anti-imperialistas.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

O fracasso da Primavera Árabe: Argelinização e envolvimento mundial


É notório que o processo revolucionário inicialmente conhecido como Primavera Árabe reduziu-se a guerras civis e contrarrevolução. Será que ainda se pode falar de uma guerra civil especificamente síria? A mesma guerra, opondo grupos radicais sunas (que a imprensa brasileira chama de sunitas, acrescentando um “ita” que lembra “ista”, que significa “tudo”, “total”, portanto “exagerado”) a governos laicos, ou seja, onde existe liberdade religiosa ou de não ter religião e nos quais regras religiosas não são impostas como leis anacrônicas, e a governos chias (que a imprensa “brasileira” inventou de chamar de chiitas, acrescentando o mesmo “ita” certamente depreciativo), já acontece no Líbano e no Iraque. Aliás, um dos grupos sunas denomina-se Estado Islâmico do Iraque e Levante, o que inclui toda a região desde a fronteira com os persas (iranianos) até o mar Mediterrâneo, fazendo fronteira no sul com o deserto e no norte com os turcos, ou seja, engolindo até Israel! Na Líbia a guerra civil continua, embora agora invertida, com as forças republicanas ao sul e os fanáticos no litoral, brigando entre si, inclusive. O Egito se argelinizou e a Argélia continua na mesma guerra civil de baixa intensidade há duas décadas. A Arábia Saudita e os emirados mais ricos têm escapado da onda gastando muito dinheiro dentro e fora de seus países, e enviar jovens para lutarem na Líbia e na Síria não deixa de ser também uma forma de afastar jovens possivelmente turbulentos, uma válvula de escape social e econômica. Já os satélites pobres da Arábia Saudita têm tido problemas, chegando à guerra civil. O Irã tem escapado de problemas maiores em seu território. Pode-se alegar que o Irã não é árabe, mas os paquistaneses também não são, são indianos, e os afegãos também não são árabes, e no entanto são palco do conflito. A diferença é que no Irã a hegemonia chia é bem maior, e o Irã está, assim como a Argélia, treinado por décadas de enfrentamentos com as maiores potências da Terra, além de ser uma potência econômica regional. O envolvimento do Irã é apoiando seus aliados no campo de batalha, destacadamente o governo da Síria, os chias no Iraque e no Líbano, pois para sua própria segurança não pode perder esses aliados. Fora do mundo islâmico os EUA, a Europa, a China e a Rússia estão também cada dia mais envolvidas nos conflitos. EUA e seus rabos europeus financiando e armando os grupos fundamentalistas sunas, China e Rússia sendo elas próprias, com destaque para a Rússia, atacadas pelos fundamentalistas! A Rússia já ameaçou reagir atacando a Arábia Saudita, a quem acusa de financiar o terrorismo. Só essa informação basta para entender a dimensão que a coisa está tomando. O objetivo desse artigo é compreender porque fracassou a Primavera Árabe.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Memórias do Cais: Cartas de um bagrinho


A Estudos Vermelhos está lançando o livro de Lênin Braga, "Memórias do Cais: Cartas de um bagrinho", indispensável para quem quiser conhecer um pouco da realidade dos lendários trabalhadores do porto de Santos o maior do país.

R$ 15,00 e R$ 4,00 de frete:


Para livrarias:
10 exemplares por R$ 70,00 e R$ 22,00 de frete:

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Todos os presidenciáveis para 2014 são "socialistas" - a hegemonia do socialismo no campo simbólico


Todos os presidenciáveis filiados até o prazo legal, 5 de Outubro de 2013, são de partidos ditos socialistas ou socialdemocratas. Parece e é uma piada, pois todos sabemos que são todos capitalistas e alguns são anticomunistas mais ou menos confessos, mas é um fato real. Não é uma coincidência, existem outros exemplos de que os políticos brasileiros sentem cada vez mais que é mais fácil obter votos dessa forma. Trata-se de inusitada força do socialismo no campo simbólico, que não pode ser explicada por uma só variável.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Um mês ruim para o império

Setembro de 2013 talvez seja um mês mais marcante para a decadência dos EUA que Setembro de 2001. Acontece que 2001, traumático para o povo dos EUA, certamente foi agradável aos governantes, que puderam multiplicar suas guerras. Setembro de 2013 está sendo bem diferente. O povo está certamente sofrendo outra vez, como sempre, mas dessa vez o governo também está!

Primeiro, os EUA tiveram que recuar diante do veto russo à guerra na Síria. O São João del Pueblo publicou um artigo em que demonstrava a impossibilidade de vitória da OTAN contra a Rússia e como seria a Rússia a beneficiada, que emergiria como grande potência mundial vitoriosa em caso de conflito. O russos tirariam os europeus da guerra fechando torneiras de gás e depois acabariam com a centralidade econômica do dóllar e com a economia dos EUA irremediavelmente bombardeando a Arábia Saudita.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Publicamos seu livro sem custos

A Estudos Vermelhos está modificando sua política editorial. Agora não exigimos mais que o autor faça uma compra mínima de livros, nem que contribua financeiramente de maneira nenhuma.

Quer publicar? Entre em contato.

Livro A Comuna de Paris


A Estudos Vermelhos publicou A Comuna de Paris em 2011, mas ainda temos exemplares. Trata-se da última obra de Karl Marx, a obra de sua maturidade, publicada antes com o indecifrável título de Guerra Civil em França, e no Brasil traduzido errado por muitos anos.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Novo episódio do choque entre os poderes da Constituição de 1988 - O orçamento impositivo



Em recente artigo no São João del Pueblo, Wlamir Silva explicou como as emendas parlamentares servem aos deputados de moeda política com a qual compram as bases. "Compram" é exatamente a palavra, são 10 milhões de reais por deputado, todo ano. Nesse artigo e em outros precedentes o camarada explicou suficientemente o funcionamento desse comércio.

Existe, contudo, outra parte desse mercado, igualmente nociva à República, que se dá entre os deputados federais e a presidência da República, que é a liberação dessas emendas. Ou seja, os deputados podem indicar 10 milhões em gastos públicos, mas quem libera ou não esse dinheiro, quando quiser liberar, é a presidência da República. Obviamente, o poder executivo usa esse poder para forçar os deputados a votarem de acordo com sua vontade. Sim, o deputado que oferece "serviços" para as bases, ou seja, verbas públicas materializadas em obras e serviços públicos, tem por sua vez que vender seu voto à presidência da República.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Brasil - Hora de lutar pelo socialismo !

Soviet de Leningrado
O fracasso do regime da Constituição de 1988, que acabou de ficar patente com as manifestações de Junho e 2013, coloca o povo brasileiro diante de um desafio jamais vencido por nenhuma outra nação! O regime de 88 fracassou, não por conta das manifestações, que só revelaram às pessoas umas às outras, que bem ao contrário da propaganda dos meios de desinformação de massas o regime é detestado. O regime fracassou porque nasceu mal feito, mal organizado, corrompido. Uma carta escrita por ladrões, para os ladrões governarem em benefício da ladroagem. Por isso mesmo, apesar do refluxo das manifestações, o regime continuará não funcionando, como nunca funcionou desde 88, continuará não resolvendo nenhum dos problemas que herdou da ditadura, nem os novos que criou ou que lhe caíram sobre a cabeça. Fracassando sem cessar, esse regime político cairá, como aliás é normal, vide a história de qualquer país, em que raras formas de poder duram mais que um século, e o record no Brasil independente são 49 anos.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Sobre a nova fase da Primavera Árabe - A necessidade de uma nova democracia


Os últimos acontecimentos no Egito e na Líbia, assim como a situação na Síria e no Iraque, e a recente revolta do povo turco, que não é árabe mas acabou envolvido, são sinais claros de que os árabes precisam desenvolver um novo desenho de democracia. As revoluções têm fases, algumas mais curtas, outras mais longas, têm vais e vens, pois são momentos em que todas as forças políticas entram na arena de combate, disputando um poder que não está com ninguém.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Balanço dos movimentos de massas que aconteceram no Brasil em Junho de 2013


Já é claro que as manifestações refluíram. Ainda não terminaram e talvez não terminem tão cedo, mas estão menores e divididas, resultado da falta de projetos que unifiquem o movimento e de todo o trabalho das forças conservadoras para esvaziar as manifestações, assim como do próprio desenvolvimento do movimento, quando alguns setores resolvem tomar medidas específicas para pautas específicas. Já é possível iniciar um balanço geral sobre o que aconteceu. As manifestações deixaram nítida a desmoralização do regime de 1988, e sabemos que esse tipo de crise não costuma ter volta, mas vamos ao poucos.

Livro 18 Brumário de Louis Bonaparte



R$ 21,00 com frete incluído




Livrarias
10 exemplares por R$ 110,00 com frete incluído

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Dilma anuncia plebiscito para autorizar reforma política

As manifestações acabam de atingir uma conquista que não se podia imaginar. A presidenta anunciou a disposição de convocar um plebiscito em que a população possa autorizar a convocação de uma constituinte limitada para realizar uma reforma política que altere a Constituição.

Não precisamos ter nenhuma dúvida de que venha o que vier dessa constituinte de políticos, não será o poder popular, ainda, mas será mais um passo necessário até lá. O povo não se disporá a uma Revolução enquanto não experimentar os caminhos "fáceis". Aliás, seja o que vier dessa reforma, não poderá nos excluir e isolar mais do que atualmente, nem poderá ser pior para os eleitores. Nossas leis eleitorais atuais são as piores que se pode imaginar na situação dada. Os eleitores nem entendem em quem estão votando.

O momento é de levantar pautas, defender nossas propostas mais ousadas. Com ou sem essa reforma política, o regime de 88 está condenado, vai durar somente mais dez ou quinze anos. Se essa reforma for avançada, pode aumentar a longevidade do regime, se for uma contrarreforma apressará sua derrocada!

Nunca como agora foi maior a necessidade de que as forças socialistas se fortaleçam a cresçam.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

É a TV que está disputando a direção das manifestações - Vamos pedir AMPLA REFORMA POLÍTICA JÁ


As coisas estão se desenvolvendo muito rápido! Quem está realmente disputando a direção das manifestações às organização estudantis que organizam o Movimento pelo Passe Livre em cada cidade não são partidos nem de direita nem de esquerda, não são os fascistas, nem os governos, é a grande imprensa. Chegou a hora de criar uma bandeira com potencial maior, e que tome das grandes TVs a iniciativa - Ampla Reforma Política Já!


Os prefeitos e governadores abaixaram as taxas de ônibus, coisa antes nunca conquistada, mas o povo está achando pouco! Então as manifestações, como que por mágica, revelaram suas essências, que não são só por centavos, mas ao mesmo tempo, oficialmente não podem se desligar das passagens. As manifestações levantam todas as bandeiras. Elas querem mudar tudo! E por isso mesmo, para todos os efeitos, o mundo todo está vendo, não há mais uma bandeira.

As TVs, ainda maior arma da direita, seu verdadeiro grande partido, estão tentando dirigir a opinião pública, como sempre fizeram. É por isso que estão pregando o dia inteiro contra a participação dos partidos de esquerda ao governo, porque sabem que revolucionários não vão lhes obedecer e vão apontar outro caminho. Estão estimulando, o dia todo, as expulsão dos "partidos políticos", ou seja, dos comunistas, porque os partidos políticos mesmo, que governam o país e são as quadrilhas que geraram esse sentimento no povo, estão escondidos atrás do apartidarismo e esperando as TVs e a polícia fazerem o trabalho sujo.

Não temos condições de criar um sistema de informações do dia para noite a ponto de responder às TVs, mas temos nosso velho estilo de trabalho, testado e aprimorado durante décadas. Podemos levantar uma bandeira que corresponda aos anseios expressos nas manifestações! Esse anseio pode ser sintetizado como "Ampla Reforma Politica Já", mas temos que vencer também na luta por definir as características dessa Reforma Política, pois se não teremos uma contra reforma política.

Precisamos de itens simples, claros, que possam ser expressos em poucas palavras, como o fim do Senado, das Assembleias Legislativas e dos governos estaduais, a revogabilidade de todos os mandatos, a democratização da imprensa e da justiça, parlamentarismo completo, fim das doações empresariais de campanha, governo plebiscitário, transparência de verdade etc. Em resumo, temos que aproveitar o momento e divulgar nossa proposta de sistema político.

Obviamente, seja qual for o resultado dessas manifestações, ainda não será a Revolução. Portanto, se vier uma reforma política será com letras minúsculas, realizando somente as reivindicações mais inofensivas dos manifestantes, e aproveitando para retroceder em outros sentidos. Mas isso não é nosso problema, simplesmente nos adaptaremos ao que vier. Nosso interesse é divulgar nossas posições, começar a construir na cabeça do povo a República socialista que queremos no futuro.

Lembremos de nossa história. Quando a monarquia foi derrubada e implantada a República, a ideia de República tinha sido amplamente divulgada durante muitos anos. Também a Revolução de 30 se fez sobre bandeiras que há muitos anos eram defendidas por vários movimentos. Nenhum regime político dura para sempre, e esse nosso angariou forte antipatia popular, de forma que não vai poder durar muito mais. O divórcio entre o povo e os políticos é total! O povo odeia abertamente os políticos e estes pioram as coisas ousando tentar aprovar as leis mais absurda e atrasadas. Quando um regime político cai, as características do regime político que surge são as que ganharam a simpatia popular nos anos anteriores à queda!

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Sobre vários aspectos das manifestações de massas que se espalharam pelo Brasil

Manifestação em São João del-Rei, interior de Minas Gerais
1 – As manifestações começaram pequenas ou de tamanho normal, como todo ano, contra os aumentos das passagens de ônibus. O que as fez explodir como manifestações gigantescas e se espalharem pelo país todo foi a repressão policial.  Não é caso único, nem no mundo, nem na história do Brasil. Temos o caso atual da Turquia, e o caso histórico brasileiro da Revolta do Vintém como exemplos similares. Obviamente, uma revolta contra a repressão policial é uma revolta contra os governantes que mandam nas tropas, e quando é contra diversos governantes, de variados partidos políticas, a revolta começa a ser contra o regime político.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Livro O Estado e a Revolução

A Estudos Vermelhos oferece ao público exemplares do famoso O Estado e a Revolução, escrito por Lênin em 1917.



O Estado e a Revolução
 



Livrarias:
10 exemplares por R$ 100,00 com frete incluído

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Novo endereço da Estudos vermelhos!

Mudamos nosso sebo para a Rua Dario Bassi, 89, Fábricas. É a mesma rua da ASAP, Associação dos Aposentados e Pensionistas. Por enquanto só estamos abrindo das 14 às 19 horas.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Alemanha e União Européia, Brasil e Mercosul

Há dias atrás, a imprensa "brasileira" (estrangeira instalada no Brasil) fez sua costumeira sabotagem dos interesses nacionais, tentando jogar os brasileiros contra a Bolívia. Essa imprensa é de fato parte das máquinas de guerra e de contra-inteligência das potências do norte, e seu "trabalho" é manter a América Latina dividida e submissa. Um dos principais patrões dessa imprensa de ocupação é a Alemanha, maior economia da União Européia. Comparemos então, com base nos resultados, a atuação da Alemanha para consolidar a União Europeia e do Brasil para consolidar o Mercosul.

terça-feira, 16 de abril de 2013

A Revolução Bolivariana está correndo sérios riscos

Em artigo publicado semanas antes da morte de Hugo Chávez, a Estudos Vermelhos explicou que em caso de eleições diretas para presidência da Venezuela sem Chávez, a Revolução estaria correndo riscos enormes. Vamos aos fatos.

Apesar dos grandes sucessos da Revolução Bolivariana, os meios de comunicação de massas e o capital ainda estão nas mãos dos capitalistas, as mesmas elites reacionárias que mandavam antes de Chávez. Essa classe não desistirá de retomar o poder, mesmo porque controla quase o mundo inteiro. O proletariado venezuelano, por sua vez, não é dos mais fortes, precisa desesperadamente do apoio dos militares chavistas,  vanguarda da Revolução Bolivariana desde o início.

O fato de Hugo Chávez ter indicado seu sucessor e as eleições se realizarem um mês depois de sua morte foi o que impediu que a direita vencesse e acabasse com a Revolução Bolivariana da forma mais fácil possível. Não se pense que seria sem sangue, não, a direita, se retomar o poder na Venezuela, ou massacrará os inimigos na hora ou os massacrará depois, um a um, em uma guerra suja.

Os capitalistas, orquestrados no mundo todo pelo comando unificado das "redes de notícias", simularam que tinha desistido, que a vitória já era de Maduro mas, conforme salientou o São João del Pueblo, a direita não desistiria de seu próprio jogo, com suas próprias regras. Não desistiu! Obteve 49% dos votos, um percentual que em qualquer situação normal seria o de um primeiro lugar com dez pontos de frente, mas durante um revolução não é mais que um segundo lugar.

A diferença de 1 ponto e meio permite à direita tentar novamente seus planos golpistas, que é o que está fazendo agora, com cobertura favorável da imprensa imperial. Um teatro em que o derrotado não reconhece a derrota, os EUA também não reconhecem, e assim se busca desestabilizar o regime. Uma guerra civil ou uma repressão inábil por parte do governo satisfaria o império! A direita está mandando seus capangas cometerem violências, esperando que ou isso anime setores oposicionistas a pegarem em armas e iniciar uma guerra civil, ou que chavistas revidem e causem uma escalada de violência em que o governo seria envolvido pelos meios de comunicação.

Nesse momento o governo e o povo precisam de firmeza. As eleições acabaram, a oposição deve aceitar, os grupos de direita que cometerem violências devem ser desmantelados com eficiência e presos para valer, penas exemplares. Os governos estrangeiros que apoiam a oposição estão tentando criar na Venezuela uma guerra civil, e portanto devem ser tratados como inimigos. Destaca-se ao lado dos EUA a Espanha, um reino cujo rei foi coroado por um ditador sanguinário, e que parece não ter percebido que os países latinoamericanos não são mais suas colônias. Se a Espanha se dá ao direito de dar palpites nos assuntos internos de países latinoamericanos então nós latinoamericanos devemos dar palpites também na vida política espanhola, e o meu é simples: Cadeia para o rei fascista, Viva a República!

Passada essa crise, deve-se avançar na Revolução, não somente no aspecto econômico, mas também no político. Esse desenho de poder, concentrado nas mãos do presidente, com eleições de formato capitalista, se for mantido levará a Revolução à derrota. Essas eleições, repetimos, foram ganhas graças à sabedoria de Chávez, mas não há nenhuma garantia de que se poderá vencer as próximas eleições, e o mais provável é que não, porque é sempre o capital que ganha as eleições onde pode atuar no mundo todo. Ademais, derrubar um homem é muito mais fácil que derrubar milhões, e mesmo que em retórica os milhões sustentem esse um, na prática mesmo Chávez, no auge de sua popularidade, e sendo ele militar, sofreu um golpe. Aliás, presidentes derrubados mesmo tendo apoio de massas contam-se aos montes.

Os se modifica o desenho do poder na República Bolivariana da Venezuela, estabelecendo o poder direto na mais larga escala que a humanidade já viu, ou mais uma Revolução fracassará.

sexta-feira, 22 de março de 2013

TVs "brasileiras" fazem coro à preparação da guerra na Ásia

As TVs e toda a grande imprensa instalada no Brasil estão reproduzindo, como sempre, o que lhes mandam as agências de notícias dos EUA e da Europa, incluindo a propaganda de guerra. Antes de uma guerra prepara-se o povo emocionalmente, exatamente como se tem feito contra a Síria, o Irã e a Coréia.

No primeiro caso acontece uma guerra civil há dois anos, armada e financiada pelos países europeus e os EUA, com "rebeldes" recrutados em diversos países árabes. O objetivo desses "rebeldes" é instalar governos religiosos, aplicar a sharia, colocar as mulheres dentro de burcas, fuzilar os comunistas, socialistas e socialdemocratas, arrastas a Síria de volta ao século XIX. Os europeus, sobretudo, animados por sua vitória militar sobre a Líbia, estão animados para a guerra e tentam plantar todo dia um escândalo que leve a opinião pública a pedir a guerra. Lembra o golpe de Bismark, mas aplicado sobre o próprio povo.

As TVs e grandes jornais e revistas retratam a guerra civil como uma rebelião contra uma ditadura. Essa "ditadura" é que permite o mínimo de liberdade para as mulheres e todos os que por quaisquer motivo não pretendem aceitar o governo dos fanáticos religiosos. Em outras palavras, é uma ditadura, sim, contra os fanáticos religiosos que de outra forma se imporiam pela força. Não existe regime político que não seja, contra alguém, uma ditadura. Aliás, das ditaduras árabes a Síria é uma das mais brandas.

O Irã, no mundo islâmico, é o país onde moram mais judeus. É uma República, a potência industrial e militar do Islã. O regime político iraniano tem características religiosas, pois existe um conselho de Aiatolás, que soma poderes judiciários e legislativos, porém também existe um presidente eleito diretamente e uma câmara de deputados eleita igualmente por padrões capitalistas ocidentais. As mulheres são obrigadas a se cobrirem, mas podem estudar e trabalhar.

Israel ameaça constantemente o Irã. O argumento de Israel, dos EUA e dos europeus é que o Irã poderia estar desenvolvendo a bomba atômica. Soma-se à propaganda de guerra uma série de denúncias sobre o desrespeito aos direitos humanos no Irã, algumas delas verdadeiras. Porém, como são feitas exclusivamente contra os países alvo, essas denúncias são só uma preparação para a guerra.

A Coréia é um estranho regime socialista. Embora oficialmente uma república, optou por fazer a sucessão ao estilo monárquico. Trata-se de um minúsculo país árido, mas é uma potência militar. Mais que isso, é uma potência científica, apesar de ser minúscula, pois é capaz de colocar satélites em órbita, coisa que o Brasil ainda não conseguiu fazer.

As acusações contra a Coréia são as mais infantis, até porque direcionadas ao público estadunidense. A minúscula Coréia estaria ameaçando os EUA, e, claro, são comunistas, estão comendo criancinhas! Para conseguir a atenção do público estadunidense só assim!

Esse lixo midiático acaba chegando ao Brasil e ao mundo todo. O que realmente significa é que o remédio escolhido pelos EUA, Europa e Israel para saírem da crise é uma grande guerra na Ásia, e eles já dividiram os alvos prioritários de cada um.

O que se lamenta é o silêncio e a inação da Rússia e da China diante dessa invasão da Ásia. Que falta faz a União Soviética!

segunda-feira, 18 de março de 2013

Estudos Vermelhos com livraria aberta

A editora Estudos Vermelhos está abrindo uma pequena livraria na rodoviária de São João del Rei, Minas Gerais. O objetivo é que seja também um espaço de convivência, onde as pessoas possam tomar um café, jogar um xadrez, e conversar. Todas as forças políticas socialistas estão convidadas a levarem seus materiais de divulgação, seus livros, suas agendas, jornais, camisas e bandeiras.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Corte dos impostos federais sobre cesta básica deve ser apoiado

Como resposta à crise que se agravou, a presidenta enfim cumpriu sua promessa de campanha, cortou os impostos federais sobre a cesta básica e mais uma lista de produtos que considerou de primeira necessidade, como sabão e outros produtos de limpeza. O PT precisou de dez anos para fazer isso! Talvez seja a melhor medida tomada até agora pela presidenta, que a anunciou no dia das mulheres. A mídia capitalista fez a maioria de seu coro de "comentaristas" dizer que a medida terá impacto pequeno, esperando que a crise camufle o efeito que a medida teria se não tivesse sido adiada.

Claro que ao apoiarmos essa medida não esquecemos nenhum dos erros desse governo, defeitos na verdade oriundos do regime político, no qual o PT não tocou, talvez se autoenganando com economicismo, que nesse caso é esperar que leves redistribuições de renda gerem espontaneamente melhorias no sistema político. Que ilusão besta! Modifica-se um regime político, desculpem-nos a redundância, aqui necessária, somente no campo político, único espaço onde se pode modificar a organização do poder de um país, pois é de onde nascem as Constituições e outras leis. Ou seja, se tiverem agradarem o povo de um tanto que possam escrever uma nova Constituição, então, sim, terão modificado alguma coisa.

A medida em si tem que ser defendida porque é simplesmente absurdo que existam impostos sobre os itens que receberam isenção assim como muitos outros. Não se trata de nenhuma medida revolucionária, tanto que é realidade nos EUA e em diversos países capitalistas. É só bom senso. Terá efeito imediato, reduzindo o preço de alguns produtos mais do que eles subiram em um ano. Terá efeito inclusive de abrandar a crise econômica que se agravou sobre o Brasil.

O fato da presidenta ter feito o anúncio no dia das mulheres, assim como fez ano passado, é revelador. Lembra Getúlio Vargas que fazia suas reformas mais populares no dia dos trabalhadores. Ser a primeira presidenta da República é certamente uma força eleitoral muito grande.

A grande imprensa concentra seu fogo em afirmar que a medida não terá grande efeito sobre a inflação. Uma verdade técnica. A medida reduz os preços de uma só vez, e se a inflação for medida mês a mês, em um só mês. A inflação é a taxa de crescimento dos preços em relação à moeda em um determinado período de tempo. Sendo assim, no mês seguinte ao da extinção dos impostos a taxa de inflação pode ser a mesma do mês anterior ao da redução, ou mesmo maior, embora os preços ainda estejam menores do que um ano atrás. 

Se o país vai reagir à crise ou não depende exclusivamente do governo da presidenta petista. Ela atraiu a crise para o Brasil, quando fechou as torneiras de dinheiro, caindo na ilusão monetarista, de que geraria inflação se não parasse de fazer dinheiro. Eis a ai a inflação apesar do remédio venenoso! Agora o país não cresce, porque 0,9% é não crescer em um país cuja população cresceu mais que isso no mesmo ano, e ainda tem inflação, o que aliás é natural! Se a população cresce mais do que a produção, cada membro dessa população terá a sua disposição uma quantidade menor de produtos, que é exatamente o que acontece com a inflação, ou seja, os preços sobem e as pessoas podem comprar menos que no mês anterior.

Naturalmente, a melhor maneira de se combater a inflação é produzir mais de tudo. Cortar impostos, no caso brasileiro, é sim uma boa maneira de estimular a produção, e aliás, a melhor forma de cobrar impostos não é sobre a produção. Contudo, o problema dos impostos irracionais brasileiros esbarra no "pacto federativo". Uma multidão de políticos nos governos estaduais e nas assembleias legislativas alimentam-se de impostos estaduais para governarem o mesmo território que já é governado pelo governo central e pelos municípios! Ou seja, cada palmo de terra do país, com exceção de Brasília, é governando por três governos e o povo tem que sustentar os três. Ressaltamos acima que não se pode melhorar de fato esse país sem reorganizar os poderes em uma nova Constituição, e eis ai um exemplo.  

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Problemas reais do socialismo: A democracia socialista

Em primeiro lugar é necessário lembrarmos que existe uma grande divisão oculta entre os comunistas (trata-se aqui de um debate entre comunistas, portanto já partimos da premissa de que só os comunistas são realmente socialistas), oculta no sentido de que não gerou correntes, não gerou rachas, nem linhas, mas existe no seio de cada partido comunista, de cada agrupamento comunista, como mais um dos muitos reflexos da luta de classes no seio mesmo dos partidos mais revolucionários e proletários. Essa divisão se dá entre simpatizantes da mais avançada democracia, a democracia de estilo soviética, ou comunard, e simpatizantes de regimes autoritários sob comando comunista.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Israel movimenta tropas em direção à Sìria

Há meses atrás denunciamos que a Turquia fazia declarações que indicavam guerra contra a Síria e previmos que Israel poderia se aproveitar para entrar na guerra, estendendo-a contra o Irã. Parece, no entanto, que os israelenses não estão com paciência de esperar a Turquia. Estão anunciando que podem atacar a Síria para evitar que armas químicas e biológicas caiam em mãos de grupos que eles consideram terroristas, e já estão movimentando tropas, dias depois da chegada à Turquia de mísseis capazes de defender esse país da aviação síria.

Financiando grupos fundamentalistas islâmicos, os inimigos da Síria criaram uma guerra civil árabe, pois os guerrilheiros e terroristas são oriundos de diversos países árabes e não só da Síria, que já dura quase dois anos. Ao mesmo tempo fizeram uma campanha internacional contra o governo sírio, o regime laico da família Asad. A preparação da uma intervenção estrangeira é clara, e Damasco fica muito perto de Israel.

A inatividade por parte de iranianos, russos e chineses, que se limitam a defender, não sem vacilações, a Síria no terreno diplomático e fornecendo armas, encoraja a nova cruzada, dessa vez talvez feita por judeus. Um ultimato conjunto de Rússia e China bastaria para impedir uma guerra de Israel e Turquia contra a Síria. Mas os dois gigantes da Ásia, outrora de pé, embora sejam o alvo final, os verdadeiro perdedores no caso da queda da Síria em mãos de Israel, parecem vacilar, hesitar, tremer.

Porém, as explicações sobre a inatividade dos gigantes se ligam a questões internas de ambos, que caíram em mãos de governantes capitalistas, portanto corrompidos e manipuláveis. A luta pela liberdade da Ásia se confunde com a luta pelo socialismo.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Eleições diretas e presidencialismo colocam revolução venezuelana em perigo mortal

A doença do presidente Hugo Chavéz Frias nos remete novamente ao ponto fraco da Revolução Bolivariana, sua insistência em manter um regime político capitalista (eleições diretas), e do pior tipo, o presidencialista. Porém, sem o Coronel não será fácil para a esquerda venezuelana nem sequer se manter unida, quanto mais vencer as eleições. A situação venezuelana não tem nada haver com a brasileira. No Brasil, temos um governo de direita com eleitorado de esquerda, que faz uma poucas concessões a esses eleitores, sobretudo no terreno internacional, onde as posições da esquerda coincidem com os interesses capitalistas brasileiros. Na Venezuela existe um governo socialista, que ao contrário do brasileiro, não é sustentado mas repudiado pelos capitalistas, que são obcecados em retomar o poder.

Como se nota, a possibilidade da vitória, mas sobretudo manutenção no poder, de Hugo Chavéz esteve ligada ao fato de se tratar de um militar de alta patente. Somaram-se então duas grandes forças, no que era no momento o elo mais fraco do sistema capitalista mundial. Com a tentativa de levante militar comandada pelo Coronel, ficou claro que amplos setores das forças armadas queriam uma revolução, então a união de toda a esquerda em torno de Chavéz foi natural. Foi também um acaso com o qual não se pode contar nem em um quinto das vezes, que o Coronel é realmente revolucionário e socialista, e corajoso e honrado. Mas isso não se pode garantir de nenhum outro até que ele atinja o poder...

No caso de uma eleição direta presidencial sem Chavéz, é certo que diferentes candidatos se apresentarão como seus legítimos herdeiros políticos, mesmo que ele indique um sucessor de sua preferência, e naturalmente o dinheiro fluirá para aqueles que em reuniões secretas prometerem acabar com a Revolução. Liquidar a Revolução com um presidente dito chavista seria mais fácil do que tentar fazê-lo com um anti-chavista que poderia resultar em uma guerra civil. A direita disputaria o próprio PSUV e já se viu na história recente que o capital tem força para tomar um partido desses, como o fez com o PCUS e muitos outros.

As diversas vitórias eleitorais do Coronel seriam todas jogadas no lixo por uma única vitória de um contrarrevolucionário à presidência de Venezuela! Seria como o disse Napoleão, quando perguntado sobre suas diversas vitórias, que respondeu que elas não valiam nada, pois as últimas batalhas, nas quais fora derrotado, anulava elas todas.

A Revolução Bolivariana precisa se livrar do presidencialismo, que pelo contrário está fortalecido em excesso, e das eleições capitalistas, o quanto antes! Não precisa imitar nem a Comuna, nem os Soviets, nem o regime cubano, nem o chinês. Pode inventar um novo regime político, pode tentar um desenho mais eficiente de poder proletário. Contudo, precisa ser uma forma de democracia em que o capital não tenha vez, em que os grandes meios de comunicação não possam enganar as massas, portanto não pode ser governado por presidentes eleitos em imensas e espetaculares eleições.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Democracia liberal não serve para o mundo árabe

O golpe palaciano do presidente egípcio, recém eleito, membro da Irmandade Muçulmana, com a finalidade de concentrar poderes, é um bom exemplo das dificuldades que o mundo árabe terá que superar para se livrar de ditaduras. Se reiniciaram os choques de rua, agora não mais entre civis e militares, contra uma ditadura militar, mas entre um partido religioso e forças democráticas, tentando evitar uma ditadura religiosa. Os egípcios temem ter derrubado uma ditadura militar para dar lugar a uma ditadura religiosa.

O tipo de "democracia" adotado, o mesmo que não funciona em lugar nenhum, piorou as coisas, pois é naturalmente concentrador e personificador de poderes. Mursi foi extremamente fortalecido por vencer eleições nacionais, e acabou de tomar posse, de forma que se for derrubado os partidos religiosos dirão que sofreram um golpe, e se os militares apoiarem a oposição, se dirá que aconteceu um golpe militar. O conflito continuaria, com o perigo de se tornar mais sangrento.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Voltam a explodir bombas dentro de Israel e a culpa é do governo israelense

Há vários anos não se explodia um ônibus em Israel. Os palestinos, em uma conjuntura internacional desfavorável e tendo seu povo massacrado, tinham optado por negociações. Os israelenses fizeram todo o possível para estragar as negociações, mas os palestinos insistiram além até do que era digno. Mas Israel é um projeto já fracassado, que não pode viver em paz com os vizinhos porque quer dominá-los, os despreza, os considera inferiores, uma vez que Israel é fruto da crença de parte dos judeus na superioridade judia. Então, Israel, mais uma vez, abandonou o caminho da paz e da convivência, e optou pela guerra total.

Nem é preciso dizer o quanto o comportamento de Israel lembra o comportamento dos alemães que massacraram judeus, e o quanto isso é freudiano... Mas na realidade atual Israel não tem um ditador, é um parlamentarismo, mas não só a maioria absoluta, mas mesmo mais de 70% do eleitorado, vota em partidos religiosos e belicistas. Israel não é um estado laico, tem leis religiosas e é governado por partidos de fanáticos religiosos!

Ora, a saída política para o conflito exigiria a vitória de partidos laicos (não-religiosos) dos dois lados, esmagando os partidos muçulmanos e judeus, na Palestina e em Israel, e fundindo ambos em um só país também laico, ou seja, em que o estado não tem relação com religião, mas com o território. Seria israelense ou palestino, tanto faz o nome, pode até ser outro, quem nascesse dentro daquelas fronteiras. Israel não é assim, qualquer judeu, nascido em qualquer lugar do mundo, falando qualquer língua, se for da religião judia pode ser aceito como cidadão judeu, mas um palestino ou qualquer outro árabe muçulmano ou cristão, nascido dentro de Israel, nem por isso recebe cidadania... Obviamente esse critério é medieval.

Governos de ideologias medievais não podem resolver os problemas atuais. O resultado é a volta do clima de terror do qual os israelenses podiam ter se livrado. Tel Aviv voltou a ser um alvo. O ódio por Israel voltou a crescer entre todos os seus vizinhos. A loucura de Israel é tanta que já não quer obedecer a seus chefes, os EUA, que são na verdade sua única segurança. É possível que Israel não sobreviva ao século XXI. A esperança reside nos comunistas palestinos e israelenses, que no entanto ainda não têm poder para resolver nada.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Crise mundial prova que China não é capitalista, embora não seja socialista

Nem o Partido Comunista da China afirma que a China é socialista. Só o PCdoB, que no passado via a perfeição na Albânia (de grata memória) e hoje vê revolução nos governos petistas é que, no mundo, contrariando inclusive o Partido Comunista Chinês, que diz que a China ainda "caminha para o socialismo", é que vê socialismo na China. Talvez a formulação contrária, de que a China caminha para o capitalismo, fosse mais correta, mas o exemplo de fracasso do mundo capitalista não deve animar os chineses nesse caminho.