domingo, 12 de outubro de 2014

O fracasso das eleições brasileiras de 2014


As pesquisas indicam que 70% do povo brasileiro queria mudanças, e Junho não demonstrou outra coisa. Aliás, desde Junho os choques entre a população e as forças do Estado se multiplicaram, explodindo toda vez que o abuso da força policial ultrapassa a paciência popular. Contudo, nem mesmo da polarização PT-PSDB, que já dura 20 anos, os brasileiros se livraram. O Congresso Nacional, por sua vez, vem ainda mais conservador em 2015, contrariando por completo a vontade do povo. A velha conclusão de que o povo não sabe votar não passa de enganação, pois não existe saber pilotar um carro estragado. Não é o povo, são as eleições que fracassaram. Fracassaram devido ao que são, e devido à avançada degeneração de nossa sociedade. 

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Pela reforma política eleitoral que vier

A direita brasileira, ou seja, a grande mídia, os grandes capitais, e seu exército de políticos embolsados, que bem merecem o nome pouco honroso de Partido Português, aquele mesmo que desde 1820 vive de intrigas com a finalidade de recolonizar o Brasil, não conseguiu disfarçar sua posição sobre a reforma política – é contra! O partido recolonizador é contra toda e qualquer reforma política. Existem basicamente duas propostas de reforma política eleitoral com apoio de grandes bancadas do Congresso e de candidatos fortes, e que portanto estão na mesa com chances reais de serem implementadas, e uma provável terceira proposta mista. Nenhuma delas colocaria em nenhum risco o poder do capital, e as propostas de direita ainda fortaleceriam o poder financeiro nas eleições e algumas excluiriam os comunistas descaradamente. Mesmo assim, os porta vozes de Washington latem sem parar contra qualquer proposta de reforma, por mais cosmética ou atrasada que seja, como os fictícios conselhos populares que só existem na propaganda petista e na antipetista. Entre a esquerda legítima, fora do governo, uma maioria não se importa com eleições, por infantilidade esquerdista, e há entre os que se importam uma maioria que desdenha das reformas propostas, considerando-as puro show e somente eleitorais, e outros são abertamente contra, posto que seriam uma contra-reforma, e agora mais ainda se posicionam contra, uma vez que os petistas adotaram essa bandeira. Eu porém, conforme está claro no título, tenho uma opinião diferente, e acho que qualquer reforma eleitoral que vier será positiva para a nação e sobretudo para as forças comunistas.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

A Copa sem enfeites nas ruas


Chegamos à metade da Copa de 2014, e as ruas ainda não estão enfeitadas como sempre eram, Copa após Copa. Semanas, até meses antes das Copas, os brasileiros dedicavam-se a enfeitar suas casas, suas ruas, com bandeirinhas, até com pinturas enormes em muros e asfaltos. Embora a empolgação da população esteja crescendo jogo após jogo, o record de Copa mais desanimada entre os brasileiros já é dessa de 2014. As comemorações têm sido igualmente pífias, não só em comparação com as Copas passadas, mas até mesmo em comparação com campeonatos nacionais e estaduais. Quando o Brasil fazia um gol, nas Copas passadas, o país todo berrava, os foguetes pipocavam como se fosse passagem de ano. No quarto jogo dessa Copa, mesmo com a decisão no último chute da cobrança de penalts, não se chegou ao barulho de outrora. Outra novidade é o transito durante os jogos, que não existia. O país todo parava, ficava em silêncio, com os olhos grudados das TVs, mas agora não é assim. Esse ano ainda não se pode fazer a famosa reportagem em que um repórter grava no centro de uma avenida onde o trânsito é pesado 24 horas por dia. Talvez se possa fazer essa reportagem no quinto jogo da seleção, pois como já se disse, a empolgação cresce jogo a jogo.


domingo, 4 de maio de 2014

A nova utopia desejada por Domenico de Masi



Assistindo recente entrevista de Domenico de Masi eu até esperava discordâncias de opinião, mas fiquei chocado com a quantidade de besteiras que um intelectual tão famoso, elogiado até por intelectuais brasileiros de esquerda, pode falar em poucos minutos. A proposta dele, absurda desde os métodos até o final, é uma nova utopia, que ele chama de “modelo”. De Masi parte de um pressuposto correto, a frase de Sêneca segundo o qual “não existe vento bom para o navegador que não sabe onde chegar”, mas daí ele pretende voltar às utopias. Ele constata, com razão, que a grande maioria da humanidade não sabe onde quer chegar, mas daí conclui que eles precisam de um “modelo” a atingir.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

EUA e UE querem guerra econômica mundial, Putin quer guerra de verdade e a China quer paz

Milhares de analistas políticos em todo o mundo concordam em considerar que os últimos meses revelaram um novo jogo de forças mundial, mais especificamente desde Julho de 2013 quando a Rússia impediu as potências ocidentais de bombardearem a Síria, confirmando-se agora com a reanexação da Criméia à Rússia. O que esses analistas não querem ver é que esses episódios não são isolados, mas sim o choque de interesses entre os maiores poderes mundiais, e que esses choques não resolveram nada, ou seja, não terminaram. A acomodação de interesses entre potências capitalistas nunca é fácil e indolor. Acrescente-se que há vários anos o mundo vive mergulhado em uma superprodução crônica, da qual a China é só um fator, embora de muito peso.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Características comuns entre o fascismo e desvios do movimento negro


Não conheço nenhum grupo do movimento negro brasileiro que se possa afirmar que é fascista. Aliás, isso se parece enorme absurdo, enorme irracionalidade, visto que o fascismo sempre se caracterizou pela perseguição contra as pessoas de cor. Porém, o fascismo nunca é racional!

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

A divisão da Ucrânia em dois países, o crescimento da tensão mundial e a imprensa “brasileira”


A imprensa ocidental é uma máquina de guerra, pautada não pela Casa Branca, mas pelo Pentágono. É necessário recorrer à imprensa russa, cubana e de outros países para se ter uma idéia real do que acontece no mundo. Os mídia “brasileiros” (não, não são brasileiros de verdade, só atuam aqui, como uma tropa estrangeira) atuam em conjunto com toda a imprensa ocidental, uníssona, atuando em conjunto com os serviços de inteligência da OTAN que dirigem os fascistas da Ucrânia ocidental. O que acontece na Ucrânia, guardadas as devidas proporções, é semelhante ao que acontece na Síria, com a diferença que os grupos instigados pelos ocidentais são fanáticos religiosos na Síria e fascistas na Ucrânia. Nos dois casos as potências ocidentais tentam retirar países importantes da órbita de influencia russa.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

A hora e a vez da esquerda verdadeira ressuscitar das cinzas


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Não é a toa que a imprensa capitalista tenta ligar a morte do cinegrafista durante a guerra campal entre a polícia e os Black Bloc aos partidos de esquerda. Para se tentar uma mágica dessas, quando todos sabem que as relações entre os partidos da frente de esquerda e os Black Bloc têm sido o tempo todo de mútua desconfiança (embora de solidariedade contra a repressão), é porque se deseja muito bater nesses partidos!

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Livro: Obamicídio


Dia 1 de Fevereiro de 2014, lançamos, em Belo Horizonte, o livro de poesias Obamicídio! Com o título claramente inspirado em Nixonicídio, de Pablo Neruda, é uma coletânea de versos socialistas e anti-imperialistas.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

O fracasso da Primavera Árabe: Argelinização e envolvimento mundial


É notório que o processo revolucionário inicialmente conhecido como Primavera Árabe reduziu-se a guerras civis e contrarrevolução. Será que ainda se pode falar de uma guerra civil especificamente síria? A mesma guerra, opondo grupos radicais sunas (que a imprensa brasileira chama de sunitas, acrescentando um “ita” que lembra “ista”, que significa “tudo”, “total”, portanto “exagerado”) a governos laicos, ou seja, onde existe liberdade religiosa ou de não ter religião e nos quais regras religiosas não são impostas como leis anacrônicas, e a governos chias (que a imprensa “brasileira” inventou de chamar de chiitas, acrescentando o mesmo “ita” certamente depreciativo), já acontece no Líbano e no Iraque. Aliás, um dos grupos sunas denomina-se Estado Islâmico do Iraque e Levante, o que inclui toda a região desde a fronteira com os persas (iranianos) até o mar Mediterrâneo, fazendo fronteira no sul com o deserto e no norte com os turcos, ou seja, engolindo até Israel! Na Líbia a guerra civil continua, embora agora invertida, com as forças republicanas ao sul e os fanáticos no litoral, brigando entre si, inclusive. O Egito se argelinizou e a Argélia continua na mesma guerra civil de baixa intensidade há duas décadas. A Arábia Saudita e os emirados mais ricos têm escapado da onda gastando muito dinheiro dentro e fora de seus países, e enviar jovens para lutarem na Líbia e na Síria não deixa de ser também uma forma de afastar jovens possivelmente turbulentos, uma válvula de escape social e econômica. Já os satélites pobres da Arábia Saudita têm tido problemas, chegando à guerra civil. O Irã tem escapado de problemas maiores em seu território. Pode-se alegar que o Irã não é árabe, mas os paquistaneses também não são, são indianos, e os afegãos também não são árabes, e no entanto são palco do conflito. A diferença é que no Irã a hegemonia chia é bem maior, e o Irã está, assim como a Argélia, treinado por décadas de enfrentamentos com as maiores potências da Terra, além de ser uma potência econômica regional. O envolvimento do Irã é apoiando seus aliados no campo de batalha, destacadamente o governo da Síria, os chias no Iraque e no Líbano, pois para sua própria segurança não pode perder esses aliados. Fora do mundo islâmico os EUA, a Europa, a China e a Rússia estão também cada dia mais envolvidas nos conflitos. EUA e seus rabos europeus financiando e armando os grupos fundamentalistas sunas, China e Rússia sendo elas próprias, com destaque para a Rússia, atacadas pelos fundamentalistas! A Rússia já ameaçou reagir atacando a Arábia Saudita, a quem acusa de financiar o terrorismo. Só essa informação basta para entender a dimensão que a coisa está tomando. O objetivo desse artigo é compreender porque fracassou a Primavera Árabe.