segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Mentiras sobre a crise econômica

Há meses sinto a necessidade de refutar uma série de absurdos que se diz sobre a atual situação econômica do Brasil e do mundo, mas só agora consegui algumas horas.

1 – A crise mundial existe, sim! Embora não seja a raiz da nossa crise

Por vezes petistas, por vezes tucanos, alegam que a crise mundial não existe, os primeiros quando querem animar a economia, os segundos quando querem afirmar que a crise brasileira é só brasileira. Como de costume em tais espécimes, estão mentindo. A crise existe desde 2008 e não acabou. Pelo contrário, até 2015 ela tinha poupado os países que estavam sob o que chamamos de “guarda-chuva chinês”, que incluíam o Brasil, mas agora ela atingiu a China, e daí esses países.

A rota comercial China-Europa, maior do mundo, caiu 60%. O preço do petróleo e dos minérios despencou. São indicativos de crise de superprodução. Há uma superprodução mundial. Ou seja, o mundo está produzindo muitas porcarias e a população está muito pobre para comprar essas porcarias. Quando as indústrias não vendem, colocam operários nas ruas, o que diminui ainda mais as vendas. É um ciclo vicioso! Dessas crises só se sai ou depois de muito tempo de empresas falindo, ou depois de uma grande destruição de empresas e mercadorias causada, por exemplo, por uma grande guerra.

2 – A China é um fator da crise, mas não seu centro

A imprensa capitalista, que no Brasil é parte do aparelho de guerra de Washington, aproveita a crise para demonizar a China, que seria a origem da crise. Outros, não muito perspicazes, lembram que a crise começou em 2008 nos países ocidentais, e daí acham que a China não tem nada com isso. Estão ambos errados.

A superprodução é mundial, do mercado mundial, e não do mercado interno chinês. Ou seja, não é a economia nacional chinesa que está em crise. Mas a produção que gerou a crise de superprodução é obviamente a chinesa. A economia chinesa é atualmente superior à do resto do mundo, porque é mais adaptada. A China consegue ter auto controle de suas imensas forças produtivas e daí nenhum país do mundo está conseguindo concorrer com suas mercadorias. Todo o mundo está sofrendo falências causadas pela concorrência chinesa, daí desemprego, e daí já não pode comprar sequer as mercadorias chinesas na quantidade de antes. Então as empresas chinesas voltadas para exportação precisam reduzir suas importações de matéria prima, e isso atinge o Brasil diretamente.

3 – Mentiras sobre a China

Para justificar a superioridade chinesa sem confessar a inferioridade do resto do mundo apela-se para mentiras. A mais difundida é que a China consegue mercadorias baratas com trabalho escravo. Quanta ignorância há contida em uma mesma afirmação!!! Vamos por partes:

a) O Brasil foi o país que mais teve escravidão e por mais tempo, e quando a escravidão acabou o Brasil era uma roça desprezível! São João del Rei era então a primeira ou segunda economia de Minas Gerais, e só tinha 26 ruas. Não tinha calçamento, nem água encanada, nem esgotos, nem eletricidade, nem uma única fábrica! E Minas Gerais era a maior economia do Império! Em resumo, um brasileiro achar que um país pode ser uma potência com base na escravidão é muita ignorância ou muita hipocrisia.

b) Mesmo os brasileiros coxinhas, que conhecem mais dos EUA que do Brasil, se soubessem ler, saberiam que o sul dos EUA é que era escravocrata, mas o norte, sem escravos, é que virou a parte rica, motivo pelo qual venceu a guerra civil.

c) Todos sabem que diversas empresas ocidentais têm fábricas em países semi-coloniais, como o Brasil, com trabalho escravo, e nem por isso conseguem concorrer com as mercadorias chinesas.

d) Quando se estuda um pouquinho de revolução industrial aprende-se que o trabalho assalariado é muito mais barato que o trabalho escravo, pois o custo de manutenção de ambos é o mesmo, sempre reduzido ao custo de vida (daí que quem trabalha em Sampa ganha mais que quem faz o mesmo em São João del Rei, posto que o custo de vida lá é bem maior). Porém, o escravo tinha que ser comprado, vigiado etc. Ademais, o trabalhador escravo, naturalmente, trabalha com menor eficiência, pois não pode ser despedido. Castigar o escravo demais levava à morte do escravo, causando imenso prejuízo para o dono.

e) Na verdade essa mentira sobre a escravidão chinesa tem origem em outra mentira. A notícia original, simplificada pelos coxinhas como escravidão, era que, em dólares, o trabalhador chinês ganha tão pouco que isso seria similar à escravidão. Na verdade não interessa ao trabalhador chinês o que o salário dele vale em dólares, mas sim o que ele consegue comprar com ele na China (aposto que será o custo de vida). Essa “notícia” portanto era só um sofisma, uma mentira da imprensa “brasileira”, só traduzida do inglês.

f) A China tem uma economia superior porque completamente controlada e planejada. A moeda é superdesvalorizada (e olhe que ficou décadas sem se desvalorizar até esse ano), porque o governo chinês pode fazer isso! Se o Brasil, por exemplo, desvalorizasse o real daquele jeito, muitos preços subiriam muito, porque nossa economia é dependente, é fraca, é colonial, e pior, é controlada por particulares e quase todos eles estrangeiros. Já para os chineses pouca é a diferença entre a moeda ser valorizada ou não, posto que a própria China pode fornecer tudo a seus habitantes. Portanto, as mercadorias chinesas ficam muito baratas para exportação, e todas as divisas ficam sob controle do governo, que pode decidir o que precisa e o que não precisa ser importado.

4 – O Brasil não está endividado

Uma das desculpas do governo para tomar medidas incorretas como cortar gastos e aumentar taxas é um suposto déficit. Fica parecendo que o Brasil está endividado, que o governo gastou mais do que podia, e é essa mentira mesmo que os sem-vergonha das grandes TVs dizem, uma vez que, assim como o governo, querem cortar e sobretaxar, com a diferença que no caso desses é só porque o patrão gringo mandou na pauta.

Quando se estuda o caso a sério nota-se que:

a) Todos os países do mundo têm dívidas, e quanto mais rico o país mais endividado ele é! Até existem dívidas que inviabilizam um país, como o Japão, que sozinho deve 20% da dívida mundial. Mas os EUA, com uma economia bem maior que a japonesa, está convivendo (até agora) sem maiores problemas com uma dívida que é um terço de tudo que se deve no mundo.

b) Em comparação com a maioria dos países, o Brasil deve é pouco.

c) As famílias brasileiras também devem a metade (em comparação com suas rendas) que o normal das dívidas das famílias europeias e americanas, e note-se que essas últimas ganham muito mais. Ou seja, devem o dobro se se faz uma comparação justa, mas em dólares devem muito mais que o dobro!
Em resumo, essa não é a crise. A própria presidente, aliás, já o afirmou.

d) Quase metade do orçamento da União tem sido gasto com dívidas e juros, mas isso não é um verdadeiro problema econômico nacional, ou seja, de toda a economia nacional, mas um problema sobretudo político, ou para ser mais exato, de corrupção, visto que boa parte dessa dívida é certamente ilegal por diversos motivos. Não são medidas econômicas que resolvem esse problema, mas uma simples auditoria, com a respectiva prisão e o ressarcimento do que vem sido roubado ano a ano. Também se pode fazer leis limitando o quanto do orçamento pode ser gasto com dívidas (e derrubar leis em contrário), mas isso desvalorizaria os títulos do governo, dificultando o crédito no futuro, de forma que o melhor caminho é a auditoria mesmo. Os juros altos são em parte uma opção do governo para pagar mais a esses "credores", o que não passa de uma forma legal de roubar o povo.

5 – A Petrobrás não tem nada a ver com essa crise

A mentira mais idiota, e por isso provavelmente a mais difundida, é a que vincula a crise à Petrobrás! Difícil imaginar como pode existir tamanha ignorância sobre a realidade do mundo!

Primeiro que a Petrobrás não está em crise. Foi roubada. É roubada desde que foi criada, como todo o planeta sabe. Nem por isso deixa de ser importante. Nem por isso está em crise. Ela é roubada porque é controlada por políticos, que indicam seus diretores. Ela é roubada porque não é transparente. Ela é roubada porque não há punição de verdade para corruptos no Brasil.

O problema da Petrobrás, muito pelo contrário, é que está dando lucros! A Petrobrás não é mais de fato uma empresa pública, porque vende ações na bolsa, e portanto está presa à necessidade de ter lucros. Ora, a vantagem de se ter empresas públicas é exatamente estar livre dessa coleira. Precisamos de grandes empresas capazes de sustentarem prejuízos anos a fio, construindo nossa infraestrutura, escolas etc. Só estatais são capazes disso.

Mesmo que a Petrobrás estivesse endividada, em que isso geraria tal crise? Por que isso geraria inflação? Por que isso obrigaria o governo a cortar gastos e aumentar taxas? Quanta imaginação!

6 – O Brasil não se afastou dos EUA

A imprensa controlada pelo Pentágono está repetindo que o Brasil se isolou economicamente, e que teria que se reaproximar dos EUA, que seria o mercado para nossa salvação. Quanta baboseira! Primeiro que nunca deixamos de vender muito para os EUA, ainda hoje um terço de nossas exportações. Porém, os EUA, e a China (outro terço), só compram matérias primas, e querem nos socar bugigangas industriais. Os EUA não estão assim tão bem que possam comprar mais de nós do que já compram, e nós não podemos deixar eles entrarem em nossa mercado com mais facilidade do que já entram. Essas TVs sediadas no Brasil são estrangeiras, estadunidenses para ser mais claro.

Na verdade o Brasil tem tentado ampliar seus mercados estrangeiros. Contudo, só quem compra nossos industrializados em uma quantidade razoável é o Mercosul (o outro terço de nossas exportações), que portanto devemos manter como prioridade nacional. Traidores, provavelmente pagos para isso, no governo e na oposição têm se manifestado contra o Mercosul. Uma geração de velhos fracassados, vendidos, desprezados pela nação, quer arrastar o país para o túmulo junto com eles.

7 - A crise brasileira é criada em Brasília

Agora que a crise mundial atingiu a China, atingirá o Brasil, mas a crise brasileira é outra coisa.

Desde 2011 (vide artigo “Dilma está chamando a crise para o Brasil”, de 2011, no São João del Pueblo), sob a desculpa de conter déficits e combater a crise mundial que sequer tinha nos atingido, a presidente Dilma adotou uma política econômica completamente anti-nacional. Os motivos da traição não se sabe, mas é certo que Dilma hoje figura entre os grandes traidores da pátria, da laia de FHC e JK.

A “política” de Dilma consistiu em cortar gastos, aumentar impostos e aumentar taxas, desde 2011. Em 2015, logo depois que tomou posse, alegando novamente a crise, cortou mais gastos, quer criar e aumentar mais impostos e taxas. Em resumo, é o governo que está gerando a crise, envenenando o país, e como remédio ele receita mais veneno.

Se observarmos toda a inflação dos últimos anos, notaremos que não foi criada por aumento da demanda, mas pelas taxas e cortes do governo! Os aumentos de preços das mercadorias esteve abaixo do aumento das taxas, que foram as que puxaram a inflação. Por que o governo faz isso?

8 – O fantasma da inflação e a crença liberal

Sabe-se que poucas coisas tiram mais votos de um governo do que inflação. A inflação não é o maior dos perigos para uma economia, mas tanto para os investidores internacionais, quanto para os governos que precisam de votos, é o maior inimigo. Se um investidor tem lucros de 10% e a inflação é de 10%, o lucro dele é zero! Sendo assim o objetivo principal dos governos, seja para agradar seus patrões, seja para terem votos, é conter a inflação. É o que Dilma tentou, mas o tiro saiu, previsivelmente, pela culatra.

Dilma, assim como Aécio, como FHC, como Lula, como Itamar, como Collor, como Delfim Neto, como quase toda Brasília etc. não podem se desvincular de crenças que são dominantes entre nossas elites políticas. Podemos afirmar que vivemos praticamente sob um fanatismo liberal, desde a independência. Toda vez que as elites econômicas, sociais e políticas desse país podem governar coletivamente o país mergulha em uma política econômica suicida. Só quando algum setor minoritário das elites, por alguma peculiaridade livre da crendice liberal, impôs uma ditadura é que se teve políticas econômicas eficientes.

Segundo a crendice liberal, para conter a inflação é necessário não imprimir moeda (acreditam em mágica, e isso gente velha!), e para evitar a impressão de moeda seria necessário conter os gastos públicos. Trata-se do tipo mais infantil de liberalismo, que é o monetarismo. Dizem os petistas que eles não são monetaristas, que seriam uma coisa que chamam de “desenvolvimentistas”, mas é mentira, porque esse “desenvolvimentismo petista” continua se negando a cometer pecados contra o monetarismo, continua crente no mercado, e o máximo que propõe é abaixar os juros. Abaixar os juros é corretíssimo, mas está para lá de longe sequer de começar a resolver o problema. É ainda uma medida medíocre, dentro dos rígidos limites liberais.

A crença monetarista é ridícula por uma série de motivos. Primeiro, porque não é só o governo que emite moeda. Quando um banco empresta dinheiro, está emitindo moeda, porque aquele dinheiro não existia de fato em circulação, só no papel, e é de qualquer forma duplicado, pois o banco ainda pode vendê-lo como dívida. Quando uma pessoa emite um cheque sem fundos, está emitindo moeda. Quando uma pessoa compra no cartão algo que não poderia comprar a vista está emitindo moeda. Por outro lado, quando alguém entesoura dinheiro, ou seja, guarda em casa, ou manda para o exterior, ou mesmo se deposita em um banco mas o banco não consegue emprestá-lo, está retirando dinheiro do mercado. Em resumo, a economia é muito mais complexa do que sonham as crianças monetaristas.
Mas se isso é suficiente para explicar porque temos inflação apesar de 4 anos das bestas que nos governam retirando dinheiro de circulação, não é suficiente para explicar porque elas mesmas criaram inflação aumentando as taxas sem parar. Claro que por parte dos governos estaduais, excrescências inúteis, os aumentos de taxas são só roubalheira, sintomas da falência do regime de 1988. Mas por parte da União a explicação tem que ser outra.

Só existem duas, que não se excluem. A primeira, e mais forte, é que é preciso conter o consumo dado que o país chegou ao limite do consumo de energia elétrica, e do uso de sua infraestrutura. A segunda, menos provável, é que a burguesia e a pequena-burguesia estão ressentidas do que consideram salários muito altos.

9 – A crendice liberal e a carência de energia elétrica

A pressão da burguesia e da pequena burguesia para reduzir salários não deve ter sido determinante na criação da crise, visto que os capitalistas que mandam não são mais os burgueses clássicos, industriais, que se ressentem dos salários. O problema foi mesmo falta de infraestrutura. Ou seja, o governo precisou sabotar a economia para ela não crescer até gerar apagões! Em 2014, ano eleitoral, com medo de apagões dado que tínhamos vivido uma seca (não podemos mais ter secas), o governo comprou de volta cotas de energia elétrica de indústrias, gerando demissões. Só mesmo o medo de um apagão em ano eleitoral pode explicar isso!

Por que o país chegou em um ponto no qual não pode mais crescer e na verdade não consegue mais enfrentar uma seca? Acontece que a construção da infraestrutura de um país é cara e demorada, e muito mais demorada ainda para dar retorno aos investidores (décadas). É por isso que nenhum país do mundo realmente se desenvolveu sem o Estado usar de sua força para construir ou impor a construção das bases da economia. Mesmo EUA, Inglaterra e França, que são os únicos que os próprios liberais alegam que se desenvolveram por conta só do mercado, na verdade se desenvolveram sobretudo quando o Estado atuou, com protecionismo, dinheiro e força. A Inglaterra se desenvolveu sobretudo depois de leis pelas quais monopolizou a navegação, e o Banco da Inglaterra, do governo, financiou as plantações de algodão dos EUA. A França se desenvolveu sobretudo quando Napoleon bloqueou os produtos ingleses e reservou o mercado europeu só para a França. Foi só depois da guerra civil, quando o norte devastou o sul e depois impôs altas taxas alfandegárias sobre produtos ingleses, que os EUA se desenvolveram. Isso para ficar nos aspectos mais visíveis.

O pior é que entre os políticos atuais mais fortes não se vê quem não seja crente liberal monetarista. Em resumo, as coisas tendem a piorar. O principal candidato da oposição em 2014, em uma confissão de incapacidade, propôs que a forma de conseguir construir a infraestrutura do país é aumentar ainda mais os lucros dos particulares dos quais se espera essas obras. Em resumo, em um mundo no qual temos que concorrer com os produtos chineses, o jumento da oposição queria aumentar nossos custos de produção!

Obviamente, como se nota na história do Brasil, só grandes empresas estatais são capazes de construir nossa infraestrutura. Precisamos reestatizar a Vale e várias outras, retirar a Petrobrás do mercado de ações e várias outras, e criar uma gigante Construtora Nacional e muitas outras empresas. Mas tudo isso é pecado! Cá estão nossos velhos políticos, cheios de sucessos, que estão deixando para nós de herança um país sem problemas, para nos ensinar que não haveria dinheiro para isso, porque dinheiro é uma coisa mágica, que não se pode imprimir sem graves consequências. E como eles precisam ficar com grande parte do que existe, pois afinal são homens de família, temos que ficar esperando os capitalistas mundiais terem a bondade de virem aqui construir nossa infraestrutura, com nossas matérias primas, com nossos trabalhadores, porque esses gringos afinal, sortudos, têm esse papel mágico que nós não podemos imprimir! Mas como eles não querem vir, pois estamos esperando desde o século XIX, teremos que oferecer ainda mais a eles, e como já oferecemos isenções totais de impostos, já oferecemos nossos braços mais baratos que escravos, e já oferecemos as brasileiras como prostitutas da indústria do turismo, acho que eles ainda vão demorar...

10 – A única forma decente de conter a inflação

Claro que as vezes se consegue conter a inflação com um puta arrocho salarial, como fez FHC no famigerado e criminoso plano Real. Mas ai é só um truque – gera-se em um dia a inflação de dois anos e se mantém o arrocho salarial. Como os preços podem crescer? Mas é óbvio que é só um truque, e que não vai funcionar todas as vezes.

A única forma eficiente de lutar contra a inflação é produzindo mais! A produção tem que aumentar, sempre, ou uma economia de mercado tem problemas. Enquanto tivermos que suportar uma economia de mercado, e como nossa incultura isso vai demorar, temos que crescer sem parar, ou teremos os mais diversos problemas econômicos e daí sociais.

Porém, como foi explicado acima estamos chegando a um limite de crescimento, porque nos faltam energia, estradas, portos, ferrovias, hidrovias, aeroportos etc. Nossas “elites”, incapazes de romperem com suas crenças e degenerações, não podem confessar o próprio fracasso, e só podem mentir e torcer para que o dilúvio só chegue depois que já estiverem mortos.

4 comentários:

AF Sturt Silva disse...

Camarada, essa sua sugestão de crescer sem parar não vai gerar uma crise de super produção daqui alguns anos?

Emiliana Esteves disse...

Acredito que na atual conjuntura política, o país não suportaria tal crescimento.

Alex Lombello Amaral disse...

As duas questões estão respondidas já no texto.
1 - Não é sugestão, é o capitalismo, só se pode crescer... O capitalismo não é racional... Sim, sempre, enquanto tivermos capitalismo, teremos crises de superprodução. E daí? Nem por isso existe alternativa.
2 - O problema inicial (leia o artigo) é que o país não suporta crescimento nenhum, visto que não tem infraestrutura... Mas se não cresce, surgem problemas sociais, crises, e tudo vai para o buraco!
Querem racionalidade? Façam uma revolução socialista!

Bira disse...

Sim, pode compartilhar minhas charges! Fique a vontade, AF Sturt!