O mundo todo voltou suas atenções para as manifestações da direita de Cuba, que eram previsíveis por três fatores. Primeiro, Raul Castro se afastou da direção do Partido, e portanto é normal que a direita promovesse uma ofensiva para testar os novos dirigentes. Segundo, os EUA têm um novo presidente, que naturalmente está testando novas táticas contra Cuba. Terceiro, a crise econômica mundial, que está afetando vários países. Nos mesmos dias em que aconteceram manifestações em Cuba, sem mortes, na África do Sul aconteceram manifestações com mais de 70 mortes, e ninguém noticiou. É uma confissão do fracasso do capitalismo – em um país capitalista distúrbios, violência policial, mortes, são esperadas, não são notícia. Em Cuba meia dúzia de direitistas viram sensação.