terça-feira, 10 de março de 2026

Ensaio sobre a burrice humana

Queima de livros na Alemanha nazi

Esse ensaio não é um ataque contra outras pessoas supostamente burras, nem mesmo contra a burrice em si. É uma tentativa de preencher uma lacuna que se faz cada vez mais prejudicial às reflexões sobre as sociedades e os seres humanos que as compõem. Todos os pensadores mais importantes que refletiram sobre a humanidade destacaram a inteligência humana, e a maioria praticamente divinizou a nossa espécie. A consequência é que as instituições que temos, a começar pelos regimes políticos desde suas bases ideológicas até seus detalhes, são pensados para anjos, e não para verdadeiros humanos. Conhecer-nos melhor exige grande atenção aos nossos defeitos. Esse artigo não tem nenhuma pretensão de ser científico. São só reflexões. Ademais, incompletas, pois são um passo inicial. Não pretendo estar certo, mas gerar reflexões e debate.

sábado, 24 de janeiro de 2026

Precisamos de mais vereadores e cortar seus privilégios

 

Soviet de Petrogrado

O descaso com os municípios é absurdo, uma vez que, em comparação com eles, a União e os estados são abstrações. Todo brasileiro vive em algum dos mais de 5 mil municípios atuais. Se o povo não manda nem em seus municípios, como mandaria no país todo? Para consertar o fracasso completo que são as administrações municipais precisamos reformar o desenho do poder delas. Para o povo ter poder, precisa de mais vereadores. Para termos mais vereadores e para a qualidade deles subir, é necessário que os salários sejam menores e que não tenham uma série de privilégios.

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Reeleição parlamentar gera corrupção e cria donos de partidos

 

Digam o que disserem os defensores da reeleição de parlamentares, seus efeitos reais são completamente antidemocráticos. Os partidos são dominados pelos parlamentares eternos. Grande parte da corrupção dos políticos brasileiros é forjada na busca da reeleição. Projetos irresponsáveis, impensados, mas populares durante o período do mandato, são propostos e aprovados por parlamentares em busca de reeleição.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

“Um distrito, um deputado” é um avanço possível nas condições brasileiras atuais

 

Em primeiro lugar fique claro que esse assunto, embora importantíssimo, é de natureza conjuntural. Ou seja, mudar a forma de eleger deputados, do frankstein atual para o que se chama “distrital simples” é um avanço dado o estado cultural da população brasileira hoje, meados da década de 2020, e se a população amadurecer politicamente se tornaria ultrapassado. Quem não entende a importância do assunto não sabe o que é o poder em um país, e quem se recusa a entendê-lo se mantém como criança na política. Falar de disputar o poder, de luta de classes, e não discutir esse assunto é igualmente criancice.