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segunda-feira, 30 de junho de 2014

A Copa sem enfeites nas ruas


Chegamos à metade da Copa de 2014, e as ruas ainda não estão enfeitadas como sempre eram, Copa após Copa. Semanas, até meses antes das Copas, os brasileiros dedicavam-se a enfeitar suas casas, suas ruas, com bandeirinhas, até com pinturas enormes em muros e asfaltos. Embora a empolgação da população esteja crescendo jogo após jogo, o record de Copa mais desanimada entre os brasileiros já é dessa de 2014. As comemorações têm sido igualmente pífias, não só em comparação com as Copas passadas, mas até mesmo em comparação com campeonatos nacionais e estaduais. Quando o Brasil fazia um gol, nas Copas passadas, o país todo berrava, os foguetes pipocavam como se fosse passagem de ano. No quarto jogo dessa Copa, mesmo com a decisão no último chute da cobrança de penalts, não se chegou ao barulho de outrora. Outra novidade é o transito durante os jogos, que não existia. O país todo parava, ficava em silêncio, com os olhos grudados das TVs, mas agora não é assim. Esse ano ainda não se pode fazer a famosa reportagem em que um repórter grava no centro de uma avenida onde o trânsito é pesado 24 horas por dia. Talvez se possa fazer essa reportagem no quinto jogo da seleção, pois como já se disse, a empolgação cresce jogo a jogo.


segunda-feira, 1 de julho de 2013

Balanço dos movimentos de massas que aconteceram no Brasil em Junho de 2013


Já é claro que as manifestações refluíram. Ainda não terminaram e talvez não terminem tão cedo, mas estão menores e divididas, resultado da falta de projetos que unifiquem o movimento e de todo o trabalho das forças conservadoras para esvaziar as manifestações, assim como do próprio desenvolvimento do movimento, quando alguns setores resolvem tomar medidas específicas para pautas específicas. Já é possível iniciar um balanço geral sobre o que aconteceu. As manifestações deixaram nítida a desmoralização do regime de 1988, e sabemos que esse tipo de crise não costuma ter volta, mas vamos ao poucos.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Sobre vários aspectos das manifestações de massas que se espalharam pelo Brasil

Manifestação em São João del-Rei, interior de Minas Gerais
1 – As manifestações começaram pequenas ou de tamanho normal, como todo ano, contra os aumentos das passagens de ônibus. O que as fez explodir como manifestações gigantescas e se espalharem pelo país todo foi a repressão policial.  Não é caso único, nem no mundo, nem na história do Brasil. Temos o caso atual da Turquia, e o caso histórico brasileiro da Revolta do Vintém como exemplos similares. Obviamente, uma revolta contra a repressão policial é uma revolta contra os governantes que mandam nas tropas, e quando é contra diversos governantes, de variados partidos políticas, a revolta começa a ser contra o regime político.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Corte dos impostos federais sobre cesta básica deve ser apoiado

Como resposta à crise que se agravou, a presidenta enfim cumpriu sua promessa de campanha, cortou os impostos federais sobre a cesta básica e mais uma lista de produtos que considerou de primeira necessidade, como sabão e outros produtos de limpeza. O PT precisou de dez anos para fazer isso! Talvez seja a melhor medida tomada até agora pela presidenta, que a anunciou no dia das mulheres. A mídia capitalista fez a maioria de seu coro de "comentaristas" dizer que a medida terá impacto pequeno, esperando que a crise camufle o efeito que a medida teria se não tivesse sido adiada.