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segunda-feira, 10 de julho de 2017

Por que o parlamentarismo?

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O novo presidente do PSDb declarou defender o parlamentarismo, no que repetiu uma declaração do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, semanas atrás, quando negou seu apoio à revogabilidade dos mandatos executivos por plebiscito popular. Logo surgiram na internet, em grupos que se autodefinem de esquerda, comentários contrários ao parlamentarismo, encaixando-o em uma narrativa fantástica do golpe parlamentar de 2016. Opera-se assim uma inversão – a “direita” defende o parlamentarismo, e certa “esquerda” defende o presidencialismo, muito embora essa escolha em si seja o inverso do que os termos significavam quando surgiram no século XVIII, pois nada mais parecido com a monarquia que o presidencialismo.

Segundo os “gênios” de nossa tão bem sucedida esquerda o parlamentarismo seria conservador, ou seja, o presidencialismo permitiria mais avanços sociais que o parlamentarismo!?!? Melhor nem comparar o IDH ou outro indicativo social qualquer que se queira dos países parlamentaristas e dos presidencialistas, porque afinal, apesar da vitória parlamentarista ser esmagadora, não existem modelos.

terça-feira, 21 de março de 2017

Teorias da conspiração, lógica formal e a cultura da corrupção

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Nikolai Sarikov, em um artigo sobre a mídia ocidental, afirma que as populações do “ocidente” são mantidas na infantilidade. É só como se pode explicar as versões novelescas e conspirativas que agora pululam na internet.  Se um escândalo de corrupção cria problemas para  os exportadores de carne brasileiros, então isso já estaria planejado! O mesmo vale para as empreiteiras, e valeria até para a Petrobrás, que na verdade nunca foi afetada, a despeito das mentiras primeiro dos coxinhas, e agora dos petistas. Seria tudo parte de um grande plano! Que pessoas que pouco militaram caiam em estorinhas novelescas é triste mas compreensível, mas velhos militantes sabem que nada nunca sai como os planos! Ou como bem dizia Carl von Carsewitz, o mais genial dos planos não resiste ao mais mínimo contato com o inimigo. Decorar essa frase é fácil, compreendê-la é amadurecimento.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

As mentiras (petistas e coxinhas) mais insuportáveis da crise política

1 - A comparação entre o momento atual e a queda de Jango.

Os petistas têm feito essa comparação! Um desrespeito à memória de João Goulart, de Leonel Brizola e à inteligência de todo mundo. Não há semelhança quase nenhuma! Jango tinha um programa de esquerda, enquanto o PT já governou 14 anos como direita. Os bancos, companhias estrangeiras etc. estavam tendo prejuízo com Jango (mais porque queriam, é verdade), enquanto com o PT ganharam mais do que sob FHC. Os milicos estavam tentando tomar o poder na época. Tinham tentado com êxito relativo em 45, tentaram em 54, tentaram em 55, tentaram em 62 e por fim conseguiram em 64. Tinham um projeto, munições, unidade, muito respeito da nação, e como se vê, estavam treinando! Completamente o oposto de hoje.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Mentiras sobre a crise econômica

Há meses sinto a necessidade de refutar uma série de absurdos que se diz sobre a atual situação econômica do Brasil e do mundo, mas só agora consegui algumas horas.

sábado, 18 de abril de 2015

Coxinhaço: O último bloco do carnaval 2015


A Constituição de 1988 continua dando passos para o abismo, mas o passo do dia 15 foi para mim uma surpresa, e aposto que poucos realmente entenderam seus significados. Normal, pois se a aparência e a realidade fossem a mesma coisa não haveria diferença nenhuma entre um pintor de flores e um botânico. Junho de 2013, por exemplo, só agora começa a ser compreendido por diversos “analistas” e “pensadores”, que só agora começam a notar que o regime de 88 está fazendo água, processo que se iniciou em Junho de 2013. Alguns, portanto, nunca chegarão a compreender os idos de Março de 2015, que por certo é um momento menor.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Pela reforma política eleitoral que vier

A direita brasileira, ou seja, a grande mídia, os grandes capitais, e seu exército de políticos embolsados, que bem merecem o nome pouco honroso de Partido Português, aquele mesmo que desde 1820 vive de intrigas com a finalidade de recolonizar o Brasil, não conseguiu disfarçar sua posição sobre a reforma política – é contra! O partido recolonizador é contra toda e qualquer reforma política. Existem basicamente duas propostas de reforma política eleitoral com apoio de grandes bancadas do Congresso e de candidatos fortes, e que portanto estão na mesa com chances reais de serem implementadas, e uma provável terceira proposta mista. Nenhuma delas colocaria em nenhum risco o poder do capital, e as propostas de direita ainda fortaleceriam o poder financeiro nas eleições e algumas excluiriam os comunistas descaradamente. Mesmo assim, os porta vozes de Washington latem sem parar contra qualquer proposta de reforma, por mais cosmética ou atrasada que seja, como os fictícios conselhos populares que só existem na propaganda petista e na antipetista. Entre a esquerda legítima, fora do governo, uma maioria não se importa com eleições, por infantilidade esquerdista, e há entre os que se importam uma maioria que desdenha das reformas propostas, considerando-as puro show e somente eleitorais, e outros são abertamente contra, posto que seriam uma contra-reforma, e agora mais ainda se posicionam contra, uma vez que os petistas adotaram essa bandeira. Eu porém, conforme está claro no título, tenho uma opinião diferente, e acho que qualquer reforma eleitoral que vier será positiva para a nação e sobretudo para as forças comunistas.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Dilma anuncia plebiscito para autorizar reforma política

As manifestações acabam de atingir uma conquista que não se podia imaginar. A presidenta anunciou a disposição de convocar um plebiscito em que a população possa autorizar a convocação de uma constituinte limitada para realizar uma reforma política que altere a Constituição.

Não precisamos ter nenhuma dúvida de que venha o que vier dessa constituinte de políticos, não será o poder popular, ainda, mas será mais um passo necessário até lá. O povo não se disporá a uma Revolução enquanto não experimentar os caminhos "fáceis". Aliás, seja o que vier dessa reforma, não poderá nos excluir e isolar mais do que atualmente, nem poderá ser pior para os eleitores. Nossas leis eleitorais atuais são as piores que se pode imaginar na situação dada. Os eleitores nem entendem em quem estão votando.