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quarta-feira, 13 de abril de 2016

As mentiras (petistas e coxinhas) mais insuportáveis da crise política

1 - A comparação entre o momento atual e a queda de Jango.

Os petistas têm feito essa comparação! Um desrespeito à memória de João Goulart, de Leonel Brizola e à inteligência de todo mundo. Não há semelhança quase nenhuma! Jango tinha um programa de esquerda, enquanto o PT já governou 14 anos como direita. Os bancos, companhias estrangeiras etc. estavam tendo prejuízo com Jango (mais porque queriam, é verdade), enquanto com o PT ganharam mais do que sob FHC. Os milicos estavam tentando tomar o poder na época. Tinham tentado com êxito relativo em 45, tentaram em 54, tentaram em 55, tentaram em 62 e por fim conseguiram em 64. Tinham um projeto, munições, unidade, muito respeito da nação, e como se vê, estavam treinando! Completamente o oposto de hoje.

sábado, 18 de abril de 2015

Coxinhaço: O último bloco do carnaval 2015


A Constituição de 1988 continua dando passos para o abismo, mas o passo do dia 15 foi para mim uma surpresa, e aposto que poucos realmente entenderam seus significados. Normal, pois se a aparência e a realidade fossem a mesma coisa não haveria diferença nenhuma entre um pintor de flores e um botânico. Junho de 2013, por exemplo, só agora começa a ser compreendido por diversos “analistas” e “pensadores”, que só agora começam a notar que o regime de 88 está fazendo água, processo que se iniciou em Junho de 2013. Alguns, portanto, nunca chegarão a compreender os idos de Março de 2015, que por certo é um momento menor.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Brasil - Hora de lutar pelo socialismo !

Soviet de Leningrado
O fracasso do regime da Constituição de 1988, que acabou de ficar patente com as manifestações de Junho e 2013, coloca o povo brasileiro diante de um desafio jamais vencido por nenhuma outra nação! O regime de 88 fracassou, não por conta das manifestações, que só revelaram às pessoas umas às outras, que bem ao contrário da propaganda dos meios de desinformação de massas o regime é detestado. O regime fracassou porque nasceu mal feito, mal organizado, corrompido. Uma carta escrita por ladrões, para os ladrões governarem em benefício da ladroagem. Por isso mesmo, apesar do refluxo das manifestações, o regime continuará não funcionando, como nunca funcionou desde 88, continuará não resolvendo nenhum dos problemas que herdou da ditadura, nem os novos que criou ou que lhe caíram sobre a cabeça. Fracassando sem cessar, esse regime político cairá, como aliás é normal, vide a história de qualquer país, em que raras formas de poder duram mais que um século, e o record no Brasil independente são 49 anos.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Sobre a nova fase da Primavera Árabe - A necessidade de uma nova democracia


Os últimos acontecimentos no Egito e na Líbia, assim como a situação na Síria e no Iraque, e a recente revolta do povo turco, que não é árabe mas acabou envolvido, são sinais claros de que os árabes precisam desenvolver um novo desenho de democracia. As revoluções têm fases, algumas mais curtas, outras mais longas, têm vais e vens, pois são momentos em que todas as forças políticas entram na arena de combate, disputando um poder que não está com ninguém.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Problemas reais do socialismo: A democracia socialista

Em primeiro lugar é necessário lembrarmos que existe uma grande divisão oculta entre os comunistas (trata-se aqui de um debate entre comunistas, portanto já partimos da premissa de que só os comunistas são realmente socialistas), oculta no sentido de que não gerou correntes, não gerou rachas, nem linhas, mas existe no seio de cada partido comunista, de cada agrupamento comunista, como mais um dos muitos reflexos da luta de classes no seio mesmo dos partidos mais revolucionários e proletários. Essa divisão se dá entre simpatizantes da mais avançada democracia, a democracia de estilo soviética, ou comunard, e simpatizantes de regimes autoritários sob comando comunista.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Democracia liberal não serve para o mundo árabe

O golpe palaciano do presidente egípcio, recém eleito, membro da Irmandade Muçulmana, com a finalidade de concentrar poderes, é um bom exemplo das dificuldades que o mundo árabe terá que superar para se livrar de ditaduras. Se reiniciaram os choques de rua, agora não mais entre civis e militares, contra uma ditadura militar, mas entre um partido religioso e forças democráticas, tentando evitar uma ditadura religiosa. Os egípcios temem ter derrubado uma ditadura militar para dar lugar a uma ditadura religiosa.

O tipo de "democracia" adotado, o mesmo que não funciona em lugar nenhum, piorou as coisas, pois é naturalmente concentrador e personificador de poderes. Mursi foi extremamente fortalecido por vencer eleições nacionais, e acabou de tomar posse, de forma que se for derrubado os partidos religiosos dirão que sofreram um golpe, e se os militares apoiarem a oposição, se dirá que aconteceu um golpe militar. O conflito continuaria, com o perigo de se tornar mais sangrento.