quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Eleições diretas e presidencialismo colocam revolução venezuelana em perigo mortal

A doença do presidente Hugo Chavéz Frias nos remete novamente ao ponto fraco da Revolução Bolivariana, sua insistência em manter um regime político capitalista (eleições diretas), e do pior tipo, o presidencialista. Porém, sem o Coronel não será fácil para a esquerda venezuelana nem sequer se manter unida, quanto mais vencer as eleições. A situação venezuelana não tem nada haver com a brasileira. No Brasil, temos um governo de direita com eleitorado de esquerda, que faz uma poucas concessões a esses eleitores, sobretudo no terreno internacional, onde as posições da esquerda coincidem com os interesses capitalistas brasileiros. Na Venezuela existe um governo socialista, que ao contrário do brasileiro, não é sustentado mas repudiado pelos capitalistas, que são obcecados em retomar o poder.

Como se nota, a possibilidade da vitória, mas sobretudo manutenção no poder, de Hugo Chavéz esteve ligada ao fato de se tratar de um militar de alta patente. Somaram-se então duas grandes forças, no que era no momento o elo mais fraco do sistema capitalista mundial. Com a tentativa de levante militar comandada pelo Coronel, ficou claro que amplos setores das forças armadas queriam uma revolução, então a união de toda a esquerda em torno de Chavéz foi natural. Foi também um acaso com o qual não se pode contar nem em um quinto das vezes, que o Coronel é realmente revolucionário e socialista, e corajoso e honrado. Mas isso não se pode garantir de nenhum outro até que ele atinja o poder...

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Democracia liberal não serve para o mundo árabe

O golpe palaciano do presidente egípcio, recém eleito, membro da Irmandade Muçulmana, com a finalidade de concentrar poderes, é um bom exemplo das dificuldades que o mundo árabe terá que superar para se livrar de ditaduras. Se reiniciaram os choques de rua, agora não mais entre civis e militares, contra uma ditadura militar, mas entre um partido religioso e forças democráticas, tentando evitar uma ditadura religiosa. Os egípcios temem ter derrubado uma ditadura militar para dar lugar a uma ditadura religiosa.

O tipo de "democracia" adotado, o mesmo que não funciona em lugar nenhum, piorou as coisas, pois é naturalmente concentrador e personificador de poderes. Mursi foi extremamente fortalecido por vencer eleições nacionais, e acabou de tomar posse, de forma que se for derrubado os partidos religiosos dirão que sofreram um golpe, e se os militares apoiarem a oposição, se dirá que aconteceu um golpe militar. O conflito continuaria, com o perigo de se tornar mais sangrento.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Voltam a explodir bombas dentro de Israel e a culpa é do governo israelense

Há vários anos não se explodia um ônibus em Israel. Os palestinos, em uma conjuntura internacional desfavorável e tendo seu povo massacrado, tinham optado por negociações. Os israelenses fizeram todo o possível para estragar as negociações, mas os palestinos insistiram além até do que era digno. Mas Israel é um projeto já fracassado, que não pode viver em paz com os vizinhos porque quer dominá-los, os despreza, os considera inferiores, uma vez que Israel é fruto da crença de parte dos judeus na superioridade judia. Então, Israel, mais uma vez, abandonou o caminho da paz e da convivência, e optou pela guerra total.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Crise mundial prova que China não é capitalista, embora não seja socialista

Nem o Partido Comunista da China afirma que a China é socialista. Só o PCdoB, que no passado via a perfeição na Albânia (de grata memória) e hoje vê revolução nos governos petistas é que, no mundo, contrariando inclusive o Partido Comunista Chinês que diz que a China ainda "caminha para o socialismo", é que vê socialismo na China. Talvez a formulação contrária, de que a China caminha para o capitalismo, fosse mais correta, mas o exemplo de fracasso do mundo capitalista não deve animar os chineses nesse caminho.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Israel bombardeou o Sudão



Quando a imprensa imperial noticiou que Israel dissolveu seu parlamento e convocou eleições para o início de 2013, muita gente no mundo todo pensou, agora os sionistas do governo estão a vontade para fazerem a guerra. Porém, enquanto todos esperavam um ataque para o leste, Israel enviou seus bombardeios estadunidenses para o sul, ampliando em direção à África o conflito.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Já temos 146 blogs de esquerda em nossa coluna lateral

O leitor socialista que quiser de uma vez só observar o panorama das notícias dos blogs e páginas, das direções e das bases, pode visitar o Estudos Vermelhos, e se quiser detalhes, acessar a notícia diretamente na fonte.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Por onde começar? (1901) Lênin

No último ano, a pergunta “Que fazer?” se impôs com força particular aos social-democratas russos. Não se trata de escolher um caminho (como foi o caso nos fins dos anos oitenta e início dos anos noventa do século XIX), mas de saber quais passos práticos devemos dar sobre uma rota já traçada, e precisamente de que modo. Se trata do método e do plano de atividade prática. E precisamos reconhecer que os problemas do caráter e dos métodos da luta, fundamental para um partido prático, não estão completamente resolvidos entre nós e continuam a suscitar sérios dissensos, que revelam uma instabilidade e incerteza ideológica deploráveis. De um lado, está ainda bem viva a tendência “economicista”, que inferioriza e restringe o trabalho de organização e agitação política. De outro lado, continua de cabeça firmemente erguida a tendência do ecletismo sem princípios, que muda ao sabor de qualquer brisa e não sabe distinguir entre os interesses imediatos das tarefas essenciais e das exigências permanentes do movimento no seu conjunto.