Os coxinhas* só querem a prisão de Lula, mesmo sabendo que o
julgamento foi todo político, e não protestam contra a impunidade geral dos
políticos de direita, quase todos ladrões, como aliás os coxinhas sabem muito
bem.
sexta-feira, 6 de abril de 2018
sexta-feira, 16 de março de 2018
Os funerais de Marielle e a união das "esquerdas"
Em todo o país realizaram-se atos públicos em homenagem à
vereadora Marielle (PSOL-RJ), executada dia 14 de Março de 2018, e muitos
outros estão marcados. Toda “a” “esquerda” está comparecendo, dos setores mais
extremistas aos mais moderados, e um assunto se impôs tão espontaneamente
quanto foram os próprios atos de protesto – a união das esquerdas!
terça-feira, 12 de dezembro de 2017
É necessário criar Associações ou Uniões dos Trabalhadores de cada cidade

sexta-feira, 10 de novembro de 2017
Grande imprensa tenta desmoralizar a Internet

Há meses as TVs, políticos, e agora até ministros do Supremo
voltaram suas baterias contra o que chamam de “fake news”, termo popularizado
contra essa mesma grande imprensa pelo caricatural presidente dos EUA. Porém,
quando prestamos atenção aos discursos da grande imprensa e dos “honestíssimos”
políticos brasileiros sobre as “fake news”, nota-se que na verdade o discurso é
contra a Internet! São mais ataques á liberdade de expressão! Conservar a atual
catástrofe social e liberdade de expressão parecem ser inconciliáveis!
sexta-feira, 22 de setembro de 2017
Meu posicionamento pessoal a respeito de uma intervenção militar

Há alguns meses tenho contido meu desejo de levantar a bandeira: “Constituinte sob proteção das Forças Armadas”, para evitar possíveis danos políticos ao meu Partido. Há alguns dias, contudo, divulguei a declaração do general Mourão, e manifestei meu apoio, de forma que se tornou necessário entrar de vez no assunto. Desde já fica claro que minha opinião é diametralmente oposta à de quase todos os militantes do Partido Comunista.
Para entender meu posicionamento é necessário entender minha análise da atual realidade, destacadamente para 5 pontos:
1 – a sexta República entrou em sua crise terminal desde 2013, e salvá-la, se não é impossível, é quase, e seria necessário reformá-la tanto que já não seria a sexta República.
2 – a sétima República não será socialista, porque o proletariado está completamente desorganizado, não manda nem nos próprios Sindicatos, portanto não tem como mandar no país.
3 – a crise da sexta República está custando muito caro ao país, e é bom que ela se acelere, mas a incapacidade dos poderes públicos para resolverem os problemas é manifesta.
4 – as Forças Armadas não têm condições, nem planos, de permanecerem no poder. Mas certamente são as únicas forças preparadas para manterem a unidade nacional durante a crise de transição de regimes políticos.
5 – “Os homens fazem a história, mas não a fazem segundo sua livre vontade”, e a sétima República não será o que um general quiser, mas o que quiser a opinião publica.
sábado, 19 de agosto de 2017
Marxismo é a solução contra terrorismo na Europa
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| Manifestação do Partido Comunista da Palestina | Arung Blantr |
Não são imigrantes a maioria dos terroristas que têm feito
os múltiplos ataques em vários países da Europa. A imprensa “ocidental” tem
usado para o ataque de Barcelona, de 17 de Agosto, o termo “origem marroquina”,
que é uma forma de não informar que se trata de espanhóis quase todos, e
absolutamente todos muito jovens. Quando são ataques na França a imprensa usa
“origem argelina”. Se no grupo existe um que realmente é imigrante, o destaque
todo se volta para ele. É como se no Brasil para esconder alguma coisa, ao
invés de afirmarmos que um Maluf é brasileiro disséssemos que ele é um homem de
“origem árabe”, ou que a Dilma é uma senhora de “origem húngara”. Claro, não
podemos esquecer que se a Espanha tem tantos descendentes de marroquinos e a
França de argelinos devem isso ao seu colonialismo. Contudo, isso agora é só um
detalhe, pois agora trata-se de um problema interno europeu.
domingo, 23 de julho de 2017
Marx e a robótica - Capitalismo fracassando confessamente
Marx disse que um modo de produção só é substituído por
outro quando deu tudo o que tinha para dar, permitiu o desenvolvimento das
forças produtivas o máximo que pode, e se estagnou, ou mais precisamente, começou
a conter as forças produtivas. Por esse ponto de vista, de Marx, todas as
revoluções socialistas do século XX estavam destinadas à derrota por serem
adiantadas em excesso. O capitalismo ainda permitiu uma terceira revolução
industrial - o tempo dos computadores e do inicio da robótica.
segunda-feira, 10 de julho de 2017
Por que o parlamentarismo?

O novo presidente do PSDb declarou defender o parlamentarismo, no que repetiu uma declaração do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, semanas atrás, quando negou seu apoio à revogabilidade dos mandatos executivos por plebiscito popular. Logo surgiram na internet, em grupos que se autodefinem de esquerda, comentários contrários ao parlamentarismo, encaixando-o em uma narrativa fantástica do golpe parlamentar de 2016. Opera-se assim uma inversão – a “direita” defende o parlamentarismo, e certa “esquerda” defende o presidencialismo, muito embora essa escolha em si seja o inverso do que os termos significavam quando surgiram no século XVIII, pois nada mais parecido com a monarquia que o presidencialismo.
Segundo os “gênios” de nossa tão bem sucedida esquerda o parlamentarismo seria conservador, ou seja, o presidencialismo permitiria mais avanços sociais que o parlamentarismo!?!? Melhor nem comparar o IDH ou outro indicativo social qualquer que se queira dos países parlamentaristas e dos presidencialistas, porque afinal, apesar da vitória parlamentarista ser esmagadora, não existem modelos.
terça-feira, 21 de março de 2017
Teorias da conspiração, lógica formal e a cultura da corrupção

Nikolai Sarikov, em um artigo sobre a mídia ocidental,
afirma que as populações do “ocidente” são mantidas na infantilidade. É só como
se pode explicar as versões novelescas e conspirativas que agora pululam na
internet. Se um escândalo de corrupção
cria problemas para os exportadores de
carne brasileiros, então isso já estaria planejado! O mesmo vale para as
empreiteiras, e valeria até para a Petrobrás, que na verdade nunca foi afetada,
a despeito das mentiras primeiro dos coxinhas, e agora dos petistas. Seria tudo
parte de um grande plano! Que pessoas que pouco militaram caiam em estorinhas
novelescas é triste mas compreensível, mas velhos militantes sabem que nada
nunca sai como os planos! Ou como bem dizia Carl von Carsewitz, o mais genial
dos planos não resiste ao mais mínimo contato com o inimigo. Decorar essa frase
é fácil, compreendê-la é amadurecimento.
quarta-feira, 13 de abril de 2016
As mentiras (petistas e coxinhas) mais insuportáveis da crise política
1 - A comparação
entre o momento atual e a queda de Jango.
Os petistas têm feito essa comparação! Um desrespeito à
memória de João Goulart, de Leonel Brizola e à inteligência de todo mundo. Não
há semelhança quase nenhuma! Jango tinha um programa de esquerda, enquanto o PT
já governou 14 anos como direita. Os bancos, companhias estrangeiras etc.
estavam tendo prejuízo com Jango (mais porque queriam, é verdade), enquanto com
o PT ganharam mais do que sob FHC. Os milicos estavam tentando tomar o poder na
época. Tinham tentado com êxito relativo em 45, tentaram em 54, tentaram em 55,
tentaram em 62 e por fim conseguiram em 64. Tinham um projeto, munições,
unidade, muito respeito da nação, e como se vê, estavam treinando!
Completamente o oposto de hoje.
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
Mentiras sobre a crise econômica
Há meses sinto a necessidade de refutar uma série de
absurdos que se diz sobre a atual situação econômica do Brasil e do mundo, mas
só agora consegui algumas horas.
segunda-feira, 13 de julho de 2015
Canal no Youtube: mais uma ferramenta vermelha!
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| Clique na imagem para visitar o canal |
Convido todos a inscrever no canal e divulgar os vídeos pela rede.
domingo, 26 de abril de 2015
TV Comunismo no ar!
A TV PCB online, blog exclusivo de vídeos, não existe mais. Pelo menos com este nome. Devido divergências de seus principais autores em relação à direção e a linha política do partido que dava nome ao blog, resolvemos fazer a troca de nome e de endereço.
Agora somos a TV Comunismo – o canal da classe trabalhadora. E o caro leitor pode nos acessar no seguinte link: http://tvcomunismo.blogspot.com.br/.
sábado, 18 de abril de 2015
Coxinhaço: O último bloco do carnaval 2015
A Constituição de 1988 continua dando passos para o abismo,
mas o passo do dia 15 foi para mim uma surpresa, e aposto que poucos realmente
entenderam seus significados. Normal, pois se a aparência e a realidade fossem
a mesma coisa não haveria diferença nenhuma entre um pintor de flores e um
botânico. Junho de 2013, por exemplo, só agora começa a ser compreendido por
diversos “analistas” e “pensadores”, que só agora começam a notar que o regime
de 88 está fazendo água, processo que se iniciou em Junho de 2013. Alguns, portanto,
nunca chegarão a compreender os idos de Março de 2015, que por certo é um momento menor.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
300 páginas vermelhas em nossa lista de links
O blog Estudos Vermelhos comunica aos seus camaradas leitores que a lista de páginas vermelhas, localizada na barra lateral direita do blog, foi atualizada.
No momento estamos passando dos 300 links.
domingo, 12 de outubro de 2014
O fracasso das eleições brasileiras de 2014
As pesquisas indicam que 70% do povo brasileiro queria mudanças, e Junho não demonstrou outra coisa. Aliás, desde Junho os choques entre a população e as forças do Estado se multiplicaram, explodindo toda vez que o abuso da força policial ultrapassa a paciência popular. Contudo, nem mesmo da polarização PT-PSDB, que já dura 20 anos, os brasileiros se livraram. O Congresso Nacional, por sua vez, vem ainda mais conservador em 2015, contrariando por completo a vontade do povo. A velha conclusão de que o povo não sabe votar não passa de enganação, pois não existe saber pilotar um carro estragado. Não é o povo, são as eleições que fracassaram. Fracassaram devido ao que são, e devido à avançada degeneração de nossa sociedade.
terça-feira, 26 de agosto de 2014
Pela reforma política eleitoral que vier

A direita
brasileira, ou seja, a grande mídia, os grandes capitais, e seu exército de
políticos embolsados, que bem merecem o nome pouco honroso de Partido
Português, aquele mesmo que desde 1820 vive de intrigas com a finalidade de
recolonizar o Brasil, não conseguiu disfarçar sua posição sobre a reforma
política – é contra! O partido recolonizador é contra toda e qualquer reforma
política. Existem basicamente duas propostas de reforma política eleitoral com
apoio de grandes bancadas do Congresso e de candidatos fortes, e que portanto
estão na mesa com chances reais de serem implementadas, e uma provável terceira
proposta mista. Nenhuma delas colocaria em nenhum risco o poder do capital, e
as propostas de direita ainda fortaleceriam o poder financeiro nas eleições e
algumas excluiriam os comunistas descaradamente. Mesmo assim, os porta vozes de
Washington latem sem parar contra qualquer proposta de reforma, por mais
cosmética ou atrasada que seja, como os fictícios conselhos populares que só
existem na propaganda petista e na antipetista. Entre a esquerda legítima, fora
do governo, uma maioria não se importa com eleições, por infantilidade
esquerdista, e há entre os que se importam uma maioria que desdenha das
reformas propostas, considerando-as puro show e somente eleitorais, e outros
são abertamente contra, posto que seriam uma contra-reforma, e agora mais ainda
se posicionam contra, uma vez que os petistas adotaram essa bandeira. Eu porém,
conforme está claro no título, tenho uma opinião diferente, e acho que qualquer
reforma eleitoral que vier será positiva para a nação e sobretudo para as
forças comunistas.
segunda-feira, 30 de junho de 2014
A Copa sem enfeites nas ruas

Chegamos à metade da Copa de 2014, e as ruas ainda não estão enfeitadas como sempre eram, Copa após Copa. Semanas, até meses antes das Copas, os brasileiros dedicavam-se a enfeitar suas casas, suas ruas, com bandeirinhas, até com pinturas enormes em muros e asfaltos. Embora a empolgação da população esteja crescendo jogo após jogo, o record de Copa mais desanimada entre os brasileiros já é dessa de 2014. As comemorações têm sido igualmente pífias, não só em comparação com as Copas passadas, mas até mesmo em comparação com campeonatos nacionais e estaduais. Quando o Brasil fazia um gol, nas Copas passadas, o país todo berrava, os foguetes pipocavam como se fosse passagem de ano. No quarto jogo dessa Copa, mesmo com a decisão no último chute da cobrança de penalts, não se chegou ao barulho de outrora. Outra novidade é o transito durante os jogos, que não existia. O país todo parava, ficava em silêncio, com os olhos grudados das TVs, mas agora não é assim. Esse ano ainda não se pode fazer a famosa reportagem em que um repórter grava no centro de uma avenida onde o trânsito é pesado 24 horas por dia. Talvez se possa fazer essa reportagem no quinto jogo da seleção, pois como já se disse, a empolgação cresce jogo a jogo.
domingo, 4 de maio de 2014
A nova utopia desejada por Domenico de Masi

Assistindo
recente entrevista de Domenico de Masi eu até esperava discordâncias de
opinião, mas fiquei chocado com a quantidade de besteiras que um intelectual
tão famoso, elogiado até por intelectuais brasileiros de esquerda, pode falar
em poucos minutos. A proposta dele, absurda desde os métodos até o final, é uma
nova utopia, que ele chama de “modelo”. De Masi parte de um pressuposto
correto, a frase de Sêneca segundo o qual “não existe vento bom para o navegador
que não sabe onde chegar”, mas daí ele pretende voltar às utopias. Ele
constata, com razão, que a grande maioria da humanidade não sabe onde quer
chegar, mas daí conclui que eles precisam de um “modelo” a atingir.
quarta-feira, 9 de abril de 2014
EUA e UE querem guerra econômica mundial, Putin quer guerra de verdade e a China quer paz
Milhares de
analistas políticos em todo o mundo concordam em considerar que os últimos
meses revelaram um novo jogo de forças mundial, mais especificamente desde
Julho de 2013 quando a Rússia impediu as potências ocidentais de bombardearem a
Síria, confirmando-se agora com a reanexação da Criméia à Rússia. O que esses
analistas não querem ver é que esses episódios não são isolados, mas sim o
choque de interesses entre os maiores poderes mundiais, e que esses choques não
resolveram nada, ou seja, não terminaram. A acomodação de interesses entre
potências capitalistas nunca é fácil e indolor. Acrescente-se que há vários
anos o mundo vive mergulhado em uma superprodução crônica, da qual a China é só
um fator, embora de muito peso.
segunda-feira, 17 de março de 2014
Características comuns entre o fascismo e desvios do movimento negro
Não conheço
nenhum grupo do movimento negro brasileiro que se possa afirmar que é fascista.
Aliás, isso se parece enorme absurdo, enorme irracionalidade, visto que o
fascismo sempre se caracterizou pela perseguição contra as pessoas de cor.
Porém, o fascismo nunca é racional!
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
A divisão da Ucrânia em dois países, o crescimento da tensão mundial e a imprensa “brasileira”
A imprensa ocidental é uma máquina de guerra, pautada não pela
Casa Branca, mas pelo Pentágono. É necessário recorrer à imprensa russa, cubana
e de outros países para se ter uma idéia real do que acontece no mundo. Os
mídia “brasileiros” (não, não são brasileiros de verdade, só atuam aqui, como
uma tropa estrangeira) atuam em conjunto com toda a imprensa ocidental, uníssona,
atuando em conjunto com os serviços de inteligência da OTAN que dirigem os
fascistas da Ucrânia ocidental. O que acontece na Ucrânia, guardadas as devidas
proporções, é semelhante ao que acontece na Síria, com a diferença que os
grupos instigados pelos ocidentais são fanáticos religiosos na Síria e
fascistas na Ucrânia. Nos dois casos as potências ocidentais tentam retirar
países importantes da órbita de influencia russa.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
A hora e a vez da esquerda verdadeira ressuscitar das cinzas
Não é a toa que a imprensa capitalista tenta ligar a morte
do cinegrafista durante a guerra campal entre a polícia e os Black Bloc aos
partidos de esquerda. Para se tentar uma mágica dessas, quando todos sabem que
as relações entre os partidos da frente de esquerda e os Black Bloc têm sido o
tempo todo de mútua desconfiança (embora de solidariedade contra a repressão),
é porque se deseja muito bater nesses partidos!
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
O fracasso da Primavera Árabe: Argelinização e envolvimento mundial
É notório
que o processo revolucionário inicialmente conhecido como Primavera Árabe
reduziu-se a guerras civis e contrarrevolução. Será que ainda se pode falar de
uma guerra civil especificamente síria? A mesma guerra, opondo grupos radicais
sunas (que a imprensa brasileira chama de sunitas, acrescentando um “ita” que
lembra “ista”, que significa “tudo”, “total”, portanto “exagerado”) a governos
laicos, ou seja, onde existe liberdade religiosa ou de não ter religião e nos
quais regras religiosas não são impostas como leis anacrônicas, e a governos
chias (que a imprensa “brasileira” inventou de chamar de chiitas, acrescentando
o mesmo “ita” certamente depreciativo), já acontece no Líbano e no Iraque.
Aliás, um dos grupos sunas denomina-se Estado Islâmico do Iraque e Levante, o que inclui toda a região
desde a fronteira com os persas (iranianos) até o mar Mediterrâneo, fazendo
fronteira no sul com o deserto e no norte com os turcos, ou seja, engolindo até
Israel! Na Líbia a guerra civil continua, embora agora invertida, com as forças
republicanas ao sul e os fanáticos no litoral, brigando entre si, inclusive. O
Egito se argelinizou e a Argélia continua na mesma guerra civil de baixa
intensidade há duas décadas. A Arábia Saudita e os emirados mais ricos têm
escapado da onda gastando muito dinheiro dentro e fora de seus países, e enviar
jovens para lutarem na Líbia e na Síria não deixa de ser também uma forma de
afastar jovens possivelmente turbulentos, uma válvula de escape social e
econômica. Já os satélites pobres da Arábia Saudita têm tido problemas,
chegando à guerra civil. O Irã tem escapado de problemas maiores em seu
território. Pode-se alegar que o Irã não é árabe, mas os paquistaneses também
não são, são indianos, e os afegãos também não são árabes, e no entanto são
palco do conflito. A diferença é que no Irã a hegemonia chia é bem maior, e o
Irã está, assim como a Argélia, treinado por décadas de enfrentamentos com as
maiores potências da Terra, além de ser uma potência econômica regional. O
envolvimento do Irã é apoiando seus aliados no campo de batalha, destacadamente
o governo da Síria, os chias no Iraque e no Líbano, pois para sua própria
segurança não pode perder esses aliados. Fora do mundo islâmico os EUA, a
Europa, a China e a Rússia estão também cada dia mais envolvidas nos conflitos.
EUA e seus rabos europeus financiando e armando os grupos fundamentalistas
sunas, China e Rússia sendo elas próprias, com destaque para a Rússia, atacadas
pelos fundamentalistas! A Rússia já ameaçou reagir atacando a Arábia Saudita, a
quem acusa de financiar o terrorismo. Só essa informação basta para entender a
dimensão que a coisa está tomando. O objetivo desse artigo é compreender porque
fracassou a Primavera Árabe.
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Todos os presidenciáveis para 2014 são "socialistas" - a hegemonia do socialismo no campo simbólico

Todos os presidenciáveis filiados até o prazo legal, 5 de Outubro de 2013, são de partidos ditos socialistas ou socialdemocratas. Parece e é uma piada, pois todos sabemos que são todos capitalistas e alguns são anticomunistas mais ou menos confessos, mas é um fato real. Não é uma coincidência, existem outros exemplos de que os políticos brasileiros sentem cada vez mais que é mais fácil obter votos dessa forma. Trata-se de inusitada força do socialismo no campo simbólico, que não pode ser explicada por uma só variável.
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Um mês ruim para o império
Setembro de 2013 talvez seja um mês mais marcante para a decadência dos EUA que Setembro de 2001. Acontece que 2001, traumático para o povo dos EUA, certamente foi agradável aos governantes, que puderam multiplicar suas guerras. Setembro de 2013 está sendo bem diferente. O povo está certamente sofrendo outra vez, como sempre, mas dessa vez o governo também está!
Primeiro, os EUA tiveram que recuar diante do veto russo à guerra na Síria. O São João del Pueblo publicou um artigo em que demonstrava a impossibilidade de vitória da OTAN contra a Rússia e como seria a Rússia a beneficiada, que emergiria como grande potência mundial vitoriosa em caso de conflito. O russos tirariam os europeus da guerra fechando torneiras de gás e depois acabariam com a centralidade econômica do dóllar e com a economia dos EUA irremediavelmente bombardeando a Arábia Saudita.
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Novo episódio do choque entre os poderes da Constituição de 1988 - O orçamento impositivo
Em recente artigo no São João del Pueblo, Wlamir Silva explicou como as emendas parlamentares servem aos deputados de moeda política com a qual compram as bases. "Compram" é exatamente a palavra, são 10 milhões de reais por deputado, todo ano. Nesse artigo e em outros precedentes o camarada explicou suficientemente o funcionamento desse comércio.
Existe, contudo, outra parte desse mercado, igualmente nociva à República, que se dá entre os deputados federais e a presidência da República, que é a liberação dessas emendas. Ou seja, os deputados podem indicar 10 milhões em gastos públicos, mas quem libera ou não esse dinheiro, quando quiser liberar, é a presidência da República. Obviamente, o poder executivo usa esse poder para forçar os deputados a votarem de acordo com sua vontade. Sim, o deputado que oferece "serviços" para as bases, ou seja, verbas públicas materializadas em obras e serviços públicos, tem por sua vez que vender seu voto à presidência da República.
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Brasil - Hora de lutar pelo socialismo !
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| Soviet de Leningrado |
O fracasso do regime da Constituição de 1988, que acabou de ficar patente com as manifestações de Junho e 2013, coloca o povo brasileiro diante de um desafio jamais vencido por nenhuma outra nação! O regime de 88 fracassou, não por conta das manifestações, que só revelaram às pessoas umas às outras, que bem ao contrário da propaganda dos meios de desinformação de massas o regime é detestado. O regime fracassou porque nasceu mal feito, mal organizado, corrompido. Uma carta escrita por ladrões, para os ladrões governarem em benefício da ladroagem. Por isso mesmo, apesar do refluxo das manifestações, o regime continuará não funcionando, como nunca funcionou desde 88, continuará não resolvendo nenhum dos problemas que herdou da ditadura, nem os novos que criou ou que lhe caíram sobre a cabeça. Fracassando sem cessar, esse regime político cairá, como aliás é normal, vide a história de qualquer país, em que raras formas de poder duram mais que um século, e o record no Brasil independente são 49 anos.
terça-feira, 9 de julho de 2013
Sobre a nova fase da Primavera Árabe - A necessidade de uma nova democracia
Os últimos acontecimentos no Egito e na Líbia, assim como a situação na Síria e no Iraque, e a recente revolta do povo turco, que não é árabe mas acabou envolvido, são sinais claros de que os árabes precisam desenvolver um novo desenho de democracia. As revoluções têm fases, algumas mais curtas, outras mais longas, têm vais e vens, pois são momentos em que todas as forças políticas entram na arena de combate, disputando um poder que não está com ninguém.
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Balanço dos movimentos de massas que aconteceram no Brasil em Junho de 2013
Já é claro que as manifestações refluíram. Ainda não terminaram e talvez não terminem tão cedo, mas estão menores e divididas, resultado da falta de projetos que unifiquem o movimento e de todo o trabalho das forças conservadoras para esvaziar as manifestações, assim como do próprio desenvolvimento do movimento, quando alguns setores resolvem tomar medidas específicas para pautas específicas. Já é possível iniciar um balanço geral sobre o que aconteceu. As manifestações deixaram nítida a desmoralização do regime de 1988, e sabemos que esse tipo de crise não costuma ter volta, mas vamos ao poucos.
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Dilma anuncia plebiscito para autorizar reforma política
As manifestações acabam de atingir uma conquista que não se podia imaginar. A presidenta anunciou a disposição de convocar um plebiscito em que a população possa autorizar a convocação de uma constituinte limitada para realizar uma reforma política que altere a Constituição.
Não precisamos ter nenhuma dúvida de que venha o que vier dessa constituinte de políticos, não será o poder popular, ainda, mas será mais um passo necessário até lá. O povo não se disporá a uma Revolução enquanto não experimentar os caminhos "fáceis". Aliás, seja o que vier dessa reforma, não poderá nos excluir e isolar mais do que atualmente, nem poderá ser pior para os eleitores. Nossas leis eleitorais atuais são as piores que se pode imaginar na situação dada. Os eleitores nem entendem em quem estão votando.
quinta-feira, 20 de junho de 2013
É a TV que está disputando a direção das manifestações - Vamos pedir AMPLA REFORMA POLÍTICA JÁ

As coisas estão se desenvolvendo muito rápido! Quem está realmente disputando a direção das manifestações às organização estudantis que organizam o Movimento pelo Passe Livre em cada cidade não são partidos nem de direita nem de esquerda, não são os fascistas, nem os governos, é a grande imprensa. Chegou a hora de criar uma bandeira com potencial maior, e que tome das grandes TVs a iniciativa - Ampla Reforma Política Já!
Os prefeitos e governadores abaixaram as taxas de ônibus, coisa antes nunca conquistada, mas o povo está achando pouco! Então as manifestações, como que por mágica, revelaram suas essências, que não são só por centavos, mas ao mesmo tempo, oficialmente não podem se desligar das passagens. As manifestações levantam todas as bandeiras. Elas querem mudar tudo! E por isso mesmo, para todos os efeitos, o mundo todo está vendo, não há mais uma bandeira.
As TVs, ainda maior arma da direita, seu verdadeiro grande partido, estão tentando dirigir a opinião pública, como sempre fizeram. É por isso que estão pregando o dia inteiro contra a participação dos partidos de esquerda ao governo, porque sabem que revolucionários não vão lhes obedecer e vão apontar outro caminho. Estão estimulando, o dia todo, as expulsão dos "partidos políticos", ou seja, dos comunistas, porque os partidos políticos mesmo, que governam o país e são as quadrilhas que geraram esse sentimento no povo, estão escondidos atrás do apartidarismo e esperando as TVs e a polícia fazerem o trabalho sujo.
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Sobre vários aspectos das manifestações de massas que se espalharam pelo Brasil
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| Manifestação em São João del-Rei, interior de Minas Gerais |
1 – As manifestações começaram pequenas ou de tamanho
normal, como todo ano, contra os aumentos das passagens de ônibus. O que as fez
explodir como manifestações gigantescas e se espalharem pelo país todo foi a
repressão policial. Não é caso único,
nem no mundo, nem na história do Brasil. Temos o caso atual da Turquia, e o
caso histórico brasileiro da Revolta do Vintém como exemplos similares.
Obviamente, uma revolta contra a repressão policial é uma revolta contra os
governantes que mandam nas tropas, e quando é contra diversos governantes, de
variados partidos políticas, a revolta começa a ser contra o regime político.
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Alemanha e União Européia, Brasil e Mercosul
Há dias atrás, a imprensa "brasileira" (estrangeira instalada no Brasil) fez sua costumeira sabotagem dos interesses nacionais, tentando jogar os brasileiros contra a Bolívia. Essa imprensa é de fato parte das máquinas de guerra e de contra-inteligência das potências do norte, e seu "trabalho" é manter a América Latina dividida e submissa. Um dos principais patrões dessa imprensa de ocupação é a Alemanha, maior economia da União Européia. Comparemos então, com base nos resultados, a atuação da Alemanha para consolidar a União Europeia e do Brasil para consolidar o Mercosul.
terça-feira, 16 de abril de 2013
A Revolução Bolivariana está correndo sérios riscos
Em artigo publicado semanas antes da morte de Hugo Chávez, a Estudos Vermelhos explicou que em caso de eleições diretas para presidência da Venezuela sem Chávez, a Revolução estaria correndo riscos enormes. Vamos aos fatos.
sexta-feira, 22 de março de 2013
TVs "brasileiras" fazem coro à preparação da guerra na Ásia
As TVs e toda a grande imprensa instalada no Brasil estão reproduzindo, como sempre, o que lhes mandam as agências de notícias dos EUA e da Europa, incluindo a propaganda de guerra. Antes de uma guerra prepara-se o povo emocionalmente, exatamente como se tem feito contra a Síria, o Irã e a Coréia.
segunda-feira, 11 de março de 2013
Corte dos impostos federais sobre cesta básica deve ser apoiado
Como resposta à crise que se agravou, a presidenta enfim cumpriu sua promessa de campanha, cortou os impostos federais sobre a cesta básica e mais uma lista de produtos que considerou de primeira necessidade, como sabão e outros produtos de limpeza. O PT precisou de dez anos para fazer isso! Talvez seja a melhor medida tomada até agora pela presidenta, que a anunciou no dia das mulheres. A mídia capitalista fez a maioria de seu coro de "comentaristas" dizer que a medida terá impacto pequeno, esperando que a crise camufle o efeito que a medida teria se não tivesse sido adiada.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Problemas reais do socialismo: A democracia socialista
Em primeiro lugar é necessário lembrarmos que existe uma
grande divisão oculta entre os comunistas (trata-se aqui de um debate entre
comunistas, portanto já partimos da premissa de que só os comunistas são
realmente socialistas), oculta no sentido de que não gerou correntes, não gerou
rachas, nem linhas, mas existe no seio de cada partido comunista, de cada
agrupamento comunista, como mais um dos muitos reflexos da luta de classes no
seio mesmo dos partidos mais revolucionários e proletários. Essa divisão se dá
entre simpatizantes da mais avançada democracia, a democracia de estilo
soviética, ou comunard, e simpatizantes de regimes autoritários sob comando
comunista.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Israel movimenta tropas em direção à Sìria
Há meses atrás denunciamos que a Turquia fazia declarações que indicavam guerra contra a Síria e previmos que Israel poderia se aproveitar para entrar na guerra, estendendo-a contra o Irã. Parece, no entanto, que os israelenses não estão com paciência de esperar a Turquia. Estão anunciando que podem atacar a Síria para evitar que armas químicas e biológicas caiam em mãos de grupos que eles consideram terroristas, e já estão movimentando tropas, dias depois da chegada à Turquia de mísseis capazes de defender esse país da aviação síria.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Eleições diretas e presidencialismo colocam revolução venezuelana em perigo mortal
A doença do presidente Hugo Chavéz Frias nos remete novamente ao ponto fraco da Revolução Bolivariana, sua insistência em manter um regime político capitalista (eleições diretas), e do pior tipo, o presidencialista. Porém, sem o Coronel não será fácil para a esquerda venezuelana nem sequer se manter unida, quanto mais vencer as eleições. A situação venezuelana não tem nada haver com a brasileira. No Brasil, temos um governo de direita com eleitorado de esquerda, que faz uma poucas concessões a esses eleitores, sobretudo no terreno internacional, onde as posições da esquerda coincidem com os interesses capitalistas brasileiros. Na Venezuela existe um governo socialista, que ao contrário do brasileiro, não é sustentado mas repudiado pelos capitalistas, que são obcecados em retomar o poder.
Como se nota, a possibilidade da vitória, mas sobretudo manutenção no poder, de Hugo Chavéz esteve ligada ao fato de se tratar de um militar de alta patente. Somaram-se então duas grandes forças, no que era no momento o elo mais fraco do sistema capitalista mundial. Com a tentativa de levante militar comandada pelo Coronel, ficou claro que amplos setores das forças armadas queriam uma revolução, então a união de toda a esquerda em torno de Chavéz foi natural. Foi também um acaso com o qual não se pode contar nem em um quinto das vezes, que o Coronel é realmente revolucionário e socialista, e corajoso e honrado. Mas isso não se pode garantir de nenhum outro até que ele atinja o poder...
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Democracia liberal não serve para o mundo árabe
O golpe palaciano do presidente egípcio, recém eleito, membro da Irmandade Muçulmana, com a finalidade de concentrar poderes, é um bom exemplo das dificuldades que o mundo árabe terá que superar para se livrar de ditaduras. Se reiniciaram os choques de rua, agora não mais entre civis e militares, contra uma ditadura militar, mas entre um partido religioso e forças democráticas, tentando evitar uma ditadura religiosa. Os egípcios temem ter derrubado uma ditadura militar para dar lugar a uma ditadura religiosa.
O tipo de "democracia" adotado, o mesmo que não funciona em lugar nenhum, piorou as coisas, pois é naturalmente concentrador e personificador de poderes. Mursi foi extremamente fortalecido por vencer eleições nacionais, e acabou de tomar posse, de forma que se for derrubado os partidos religiosos dirão que sofreram um golpe, e se os militares apoiarem a oposição, se dirá que aconteceu um golpe militar. O conflito continuaria, com o perigo de se tornar mais sangrento.
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Voltam a explodir bombas dentro de Israel e a culpa é do governo israelense
Há vários anos não se explodia um ônibus em Israel. Os palestinos, em uma conjuntura internacional desfavorável e tendo seu povo massacrado, tinham optado por negociações. Os israelenses fizeram todo o possível para estragar as negociações, mas os palestinos insistiram além até do que era digno. Mas Israel é um projeto já fracassado, que não pode viver em paz com os vizinhos porque quer dominá-los, os despreza, os considera inferiores, uma vez que Israel é fruto da crença de parte dos judeus na superioridade judia. Então, Israel, mais uma vez, abandonou o caminho da paz e da convivência, e optou pela guerra total.
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Crise mundial prova que China não é capitalista, embora não seja socialista
Nem o Partido Comunista da China afirma que a China é socialista. Só o PCdoB, que no passado via a perfeição na Albânia (de grata memória) e hoje vê revolução nos governos petistas é que, no mundo, contrariando inclusive o Partido Comunista Chinês que diz que a China ainda "caminha para o socialismo", é que vê socialismo na China. Talvez a formulação contrária, de que a China caminha para o capitalismo, fosse mais correta, mas o exemplo de fracasso do mundo capitalista não deve animar os chineses nesse caminho.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Israel bombardeou o Sudão
Quando a imprensa imperial noticiou que Israel dissolveu seu parlamento e convocou eleições para o início de 2013, muita gente no mundo todo pensou, agora os sionistas do governo estão a vontade para fazerem a guerra. Porém, enquanto todos esperavam um ataque para o leste, Israel enviou seus bombardeios estadunidenses para o sul, ampliando em direção à África o conflito.
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Já temos 146 blogs de esquerda em nossa coluna lateral
O leitor socialista que quiser de uma vez só observar o panorama das notícias dos blogs e páginas, das direções e das bases, pode visitar o Estudos Vermelhos, e se quiser detalhes, acessar a notícia diretamente na fonte.
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Por onde começar? (1901) Lênin
No último ano, a pergunta “Que fazer?” se impôs com força particular aos social-democratas russos. Não se trata de escolher um caminho (como foi o caso nos fins dos anos oitenta e início dos anos noventa do século XIX), mas de saber quais passos práticos devemos dar sobre uma rota já traçada, e precisamente de que modo. Se trata do método e do plano de atividade prática. E precisamos reconhecer que os problemas do caráter e dos métodos da luta, fundamental para um partido prático, não estão completamente resolvidos entre nós e continuam a suscitar sérios dissensos, que revelam uma instabilidade e incerteza ideológica deploráveis. De um lado, está ainda bem viva a tendência “economicista”, que inferioriza e restringe o trabalho de organização e agitação política. De outro lado, continua de cabeça firmemente erguida a tendência do ecletismo sem princípios, que muda ao sabor de qualquer brisa e não sabe distinguir entre os interesses imediatos das tarefas essenciais e das exigências permanentes do movimento no seu conjunto.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Tradutores e Autores - Estudos Vermelhos está retomando publicações
Depois de hibernar por todo o ano de 2010, a Estudos Vermelhos voltará a publicar livros marxistas.
É nosso plano publicar miríades de obras marxistas, a preços ínfimos, de forma que pedimos aos tradutores donos de direitos autorais de traduções de obras marxistas que entrem em contato conosco, para que negociemos ou façamos novas traduções. Conforme a lei de direitos autorais, essa é uma função do detentor dos direitos, e só pode ser assim, visto que não temos como encontrar os donos dos direitos autorais por nenhuma outra forma.
quinta-feira, 31 de março de 2011
Infantilidades dos comunistas brasileiros no século XXI
Quando surgiu o movimento comunista internacional, liderado pelo Partido Bolchevique, os novos partidos, Comunistas, começaram a sofrer do que Lênin chamou de “doenças infantis”. Podemos dividir em três partes principais as críticas de Lênin no livro “Esquerdismo, Doença Infantil do Comunismo”. Primeiro Lênin demonstrou que o preconceito dos revolucionários contra as eleições é inaceitável. Depois, que é impossível qualquer revolução, ou mesmo qualquer movimento comunista de verdade, sem alianças. Em terceiro que somente aos contra-revolucionários interessa que os comunistas fiquem longe das organizações de massas, mesmo que essas sejam controladas por pelegos. Em meio a tudo isso Lênin identificou um espírito de seita, o sectarismo, muito forte nos grupos políticos que apresentam sintomas de doença infantil. Hoje, podemos acrescentar ao menos duas características normais nos infantis esquerdistas, que é a mania de fazer oposição às revoluções dos outros, e em alguns casos o culto à luta armada. No Brasil, surgem características nacionais do esquerdismo, que assim como as utopias, nasce espontaneamente, pois é pura ignorância, pura falta de estudos do marxismo, são posições a que qualquer pessoa chega a partir do que aprende na TV, na escola, na família, na igreja e nas ruas, ou seja, a partir do senso comum.
Lênin inicia o Esquerdismo informando aos ignorantes que sem participar de várias eleições o Partido Bolchevique nunca teria derrubado o Tzar, e que foi necessário participar de eleições capitalistas mesmo depois de instalado o poder dos Soviets. Podemos acrescentar que também os revolucionários de Sierra Maestra construíram parte de seu movimento revolucionário participando de eleições, pois muitos dos que estavam com Fidel no dia do ataque a Moncada haviam participado com ele de diversas eleições. Hoje, como na época de Lênin, só restam dois casos em que revolucionários não participam de eleições, quando não podem ou quando não participar é a forma mais eficiente de participar. No primeiro caso estão lutando para que aconteçam eleições ou para poderem participar delas, e no segundo estão participando!
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
A revolução não é um golpe militar
Quando o partido brasileiro se formou e lutou pela independência (1820-1831), seus objetivos já estavam traçados, em um trabalho que se estendeu por boa parte do século precedente, o XVIII, ou das luzes. Quando a República foi proclamada, em 1889, já se sabia como seriam suas instituições mil vezes traçadas nos jornais republicanos desde 1871 e mesmo antes. Os debates da Constituinte de 1891 não trouxeram grandes novidades, foram conclusivos, e rápidos. Quando os "tenentes" se levantaram em 1922, 1924 e finalmente vitoriosos com o apoio de parte das oligarquias em 1930, suas bandeiras, entre as quais despontava o voto secreto, eram já disseminadas entre as classes médias das grandes cidades, tanto que sem um organização nacional de cunho ideológico, eles levantaram praticamente as mesmas bandeiras em levantes separados no espaço e no tempo.
terça-feira, 25 de maio de 2010
O objetivo da CIA seria guerra civil em 1964?
Acabo de receber por e-mail um artigo de João Vicente Goulart afirmando que o objetivo estratégico dos EUA ao promoverem o golpe militar de 1964 era gerar uma guerra civil. A CIA previa a resistência armada dos apoiadores do presidênte João Goulart, que desenvadeiaria uma guerra que destruiria o Brasil. É a primeira vez que leio essa avaliação, e tenho que concordar que responde a uma questão que para mim não é solucionada por nenhuma outra leitura - Qual o objetivo do golpe?
quarta-feira, 7 de abril de 2010
7 de Abril é o verdadeiro dia da independência política do Brasil
Há 179 anos, uma insurreição popular no Rio de Janeiro levou Pedro I a abdicar. Pela primeira vez brasileiros governaram o Brasil. Foi o término de um processo que se desenrrolava desde 1808 e espalhava suas raízes pelo século XVIII.
Entre 1700 e 1800, o Brasil teve sua população aumentada de 350.000 para 3.500.000 almas, contando nascimentos, mas sobretudo imigração, importação de escravos e aprisionamento de índios. A população da metrópole, que hoje chamamos de Portugal e na época era mais chamavado de Reino, ficou em 2.500.000, sendo ultrapassada pela de sua maior colônia. O tamanho das populações nos indica, e quanto mais no passado menos essa relação é distorcida, o tamanho das economias, uma vez que mesmo um escravo precisa comer, vestir, beber, morar, instrumentos de castigo etc.
Ao mesmo tempo em que a economia do Brasil passou a rivalizar em tamanho com a do Reino, e embora essa não fosse a regra em alguns casos a competir, surgiu o capitalismo como um força internacional que avassalou Portugal. Na Inglaterra, o surgimento das indústrias tanto gerou condições econômicas quanto a necessidade de uma armada mais e mais poderosa, que se tornou senhora dos sete mares. Por todos esses mares o Reino de Portugal tinha colônias, e se não fosse bom amigo da Inglaterra ficaria sem todas elas!
Entre as duas forças que esmagavam o império colonial português havia interesses em comum, pois para os capitalistas ingleses se fosse possível vender ao Brasil sem o intermédios dos portugueses, venderiam mais, pois os preços não precisariam incluir a parte do intermediário. Os consumidores brasileiros teriam esses produtos mais baratos, e os exportadores também esperavam vender mais para a Europa sem que as firmas portuguesas lucrassem sua parte. Portugal tinha que manter a aliança ingleza mesmo que a altos custos, e arcar também com os custos de esmagar as revoltas que aconteciam nas colônias, tendo estas se tornado mais ameaçadoras no final do século XVIII.
Em 1807, a invasão de Napoleão Bonaparte acelerou e acrescentou um fator peculiar ao processo, ao obrigar Dom João VI a atravessar o oceano com toda a Corte para o Brasil. Em 1808, ao chegar em Salvador, abriu os portos brasileiros, oficializando o fim do monopólio do Reino sobre o comércio brasileiro, que fora de fato quebrado por Napoleão. Na prática, o Brasil já não era uma colônia, pois a metrópole estava ocupada por tropas francesas. Contudo, ainda não tinha independência política nenhuma, pois continuava governada pelo mesmo Rei, agora morando no Rio de Janeiro e não em Lisboa.
sábado, 29 de agosto de 2009
A queda dos Soviets e o fim da URSS

Todo livro didático informa que em 1917, na Rússia, em Fevereiro uma revolução colocou fim aos 300 anos da monarquia dos Romanov, instaurando uma República, e em Outubro uma segunda revolução, orientada por um dos dois Partidos Operários Social Democratas da Rússia, o chamado Bolchevique, entregou todo o poder aos Soviets. Daí o nome Revolução Soviética. Em alguns livros é possível saber que em russo soviet é conselho, e que essa forma específica de Conselho, originalmente reunindo os operários de todas as empresas de uma cidade, e posteriormente incorporando estudantes, camponeses, soldados e marinheiros (que acabariam formando seus próprios Conselhos), surgiu em 1905, em uma pequena cidade russa quase equidistante de Petrogrado e Moscou (Ivanovo-Vosnesensk). Mais tardar em 1907, esses primeiros Soviets foram fechados pela monarquia, e voltaram a se reunir logo que esta caiu em Fevereiro de 1917. Já em Abril, Lênin, principal teórico bolchevique, defendeu que o poder dos Soviets seria um poder do povo trabalhador, e a mais ampla e eficiente democracia que a Rússia já tivera, portanto equivalente ao que Marx chamou de Ditadura do Proletariado, e também o equivalente russo da Comuna de Paris, embora o funcionamento desses dois espaços, um Soviet russo e a Comuna parisiense de 1971, não fosse exatamente igual. Essa ideia, adotada pelo Partido Bolchevique, atraiu para essa organização forças suficientes para o levante de Outubro.
Mas depois disso, o que aconteceu com os Soviets? Existiram até 1989? Foram dominados ou substituídos pelo Partido Comunista? Qual a relação entre os Soviets e as lutas políticas, as reformas econômicas e a ditadura?
Nos primeiros dez anos de poder soviético, 12,5 milhões de trabalhadores chegaram a participar como deputados aos Soviets. De 1924 a 1934, o número de deputados multiplicou-se por doze. A participação era efetiva e vigilante, funcionando a deposição de deputados. Nos Soviets urbanos, entre 1931 a 1934, só na Rússia, foram derrubados 18% dos deputados. A participação popular, desde a revolução, cresceu espetacularmente. No biênio 24-25 o número de eleitores foi de 37 milhões, sendo que metade dos mesmos participou das reuniões preparatórias. Passados dez anos, no biênio 34-35, o número de eleitores já era de 77,4 milhões, sendo que 85% participaram das reuniões preparatórias, que eram debates anteriores à eleição. A relação do Partido com os Soviets se guiava pela proposta por Lênin - “O Partido deve levar à prática suas decisões pelo conduto dos soviets e nos marcos da Constituição soviética. O partido se esforça para dirigir a atividade dos soviets e não por suplantá-los.” O desvio dessa política em 1929 foi fatal!
segunda-feira, 16 de março de 2009
Rússia: a possibilidade da Segunda Revolução Soviética
58 % dos russos defendem uma economia planejada em oposição à economia de mercado. Era de se esperar esse quadro, pois o estudo de qualquer sociedade atual, ou seja, o estudo da história do século XX, demonstra que a economia de mercado está superada, pois já funciona muito mal, mesmo para seus próprios critérios tortos, cujo principal exemplo são os índices de crescimento. Como o povo russo experimentou nas décadas de 30, 40 e 50 socializar (mesmo que somente a nível macro econômico) a economia, só pode estar apavorado com as mazelas de uma economia de mercado – insegurança constante; desemprego; miséria crescente; mendigos; crianças de rua; criminalidade crescente; corrupção generalizada.
Mesmo em comparação com a economia planificada sabotada e parasitada das décadas de 60, 70 e 80, quando foram dados grandes passos em direção ao capitalismo (maiores até que os dados por Yeltsin a partir de 1990), a economia de mercado é um pesadelo. Eles tinham filas enormes (parte da sabotagem governamental para abrir caminho ao capitalismo), mas isso significa que consumiam, pois se não, não estariam nas filas. E claro, abriu-se a cortina do mundo ocidental, e ficou claro que toda ostentação era um canto de sereia. A crise econômica mundial também não deixará os russos mais felizes com o capitalismo!
sábado, 14 de fevereiro de 2009
O que separa a Venezuela do socialismo ?
A ) A polêmica com os trotskistas
Afirmam os trotskistas que o socialismo é impossível em um país só, ou seja, que a Venezuela só poderá ser socialista no dia em que todo o mundo o for. Discordamos por razões teóricas e práticas.
Do ponto de vista teórico, devemos concordar em que a sociedade completamente sem classes e sem Estado, ou seja, livre, só poderá existir quando já não houver nenhum Estado no planeta. Isso é óbvio, pois havendo um Estado nas vizinhanças nenhuma sociedade pode abrir mão de também ter um Estado, sob pena de ser militarmente destroçada. Mas a esse estágio, nós marxistas chamamos de sociedade comunista avançada, algo que ainda não podemos alcançar com a atual tecnologia, nem a partir das atuais relações sociais.
O que chamamos de socialismo é outra coisa! N'O Estado e a Revolução, escrito em 1917, Lênin diferencia bem uma coisa da outra, pois era necessário explicar ao povo que a revolução que propunham os bolcheviques não conseguiria extinguir as classes e o Estado, a não ser depois de toda uma época de transição. Esse período de transição precisa incluir a queda do capitalismo no resto do mundo. O que almejavam praticamente os bolcheviques era o poder de uma classe, o proletariado, em aliança com outra, o campesinato, contra o capital e os restos da nobreza. Isso significa não só que as classes não estavam extintas, mas também que os operários e camponeses aliados estariam organizados em um Estado, ou seja, de forma a vencer as classes adversárias e mantê-las vencidas!
Ora, isso já não é o capitalismo, embora não seja também o comunismo avançado. É uma primeira fase de transição, que nós marxistas passamos a denominar como socialismo, para diferenciar do comunismo e do capitalismo. É isso o que pode existir em um país só, e aqui entramos na questão prática.
As revoluções proletárias têm acontecido isoladas nesse ou naquele país, pois a velocidade de amadurecimento político dos povos é diferente. Diante dessa realidade falar de impossibilidade do socialismo em um país só é fazer o jogo do capital, desanimar os lutadores do povo, ajudar o capitalismo a superar suas crises políticas – é traição!
B ) A polêmica com os economicistas
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Permita-nos discordar
O blog do PCB de Campinas publicou no dia 28 de Janeiro de 2009 um texto do líder da revolução norte coreana, Kim il Sung, sobre a queda da URSS. As conclusões de Kim il Sung não são diferentes das que podemos encontrar em João Amazonas e em diversos outros pensadores comunistas, inclusive russos, como o “camarada” citado pelo dirigente coreano – teríamos sido derrotados na luta ideológica, e por displicência.
Respondemos a essa interessante análise aqui por que o blog do PCB de Campinas não aceita comentários:
Ora, não é possível negar que depois da morte de Stálin, em 1953, o PCUS deixou a desejar no campo na luta ideológica. Também não é possível negar que Krushov iniciou na URSS a contra-revolução que acabaria restaurando o capitalismo. Mas exatamente por isso somos obrigados a discordar do saudoso João Amazonas, de Kim il Sung e de quantos mais se deixem enganar por essa análise simplista.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Raízes da Contra Revolução Soviética
Escrevi esse texto sobre a URSS como material didático para o Pré-Vestibular da Escola Operária. Acho necessário ampliar seu recorte cronológico ao menos até 1990, assim como inserir notas de roda-pé com citações. Mas como ainda não tive tempo de fazer isso, ofereço-o como está para o estudo dos camaradas:
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Reflexões sobre cinco anos de política estudantil
Produzi esse texto logo que saí da UFMG, e é por isso que resolvi não revisá-lo. As experiências dos últimos anos poderiam ofuscar ou apagar as experiências que então estavam mais vivas em minha memória. Também a linguagem seria alterada com essa revisão, afastando o texto dos estudantes.
Como se nota na introdução, eu era então militante do PCdoB (hoje sou do PCB). Mais exatamente, eu fui da direção estadual da UJS mineira entre 1994 e 1998, o que me permitia ter uma visão geral do movimento estudantil no país, o suficiênte para perceber seus problemas comuns. Foi essa experiência também que me permitiu observar de perto os processos de degeneração de uma organização de esquerda, e as ligações desse processo com o aparelhamento das organizações estudantis.
Esse texto tem agradado aos militantes do movimento estudantil:
Reflexões sobre 5 anos de política estudantil.
Reflexões sobre 5 anos de política estudantil.
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