A importância da família é comprovada por pesquisas, comparando jovens criados com e sem família. È importante também para idosos, doentes e mesmo para a saúde mental e felicidade das pessoas sãs. Contudo, a apologia da família por parte de candidatos é pura safadeza, e no discurso da direita a família é usada para defender várias coisas erradas, como corrupção, impunidade, machismo, corte de direitos e traição à pátria.
O que os governos podem fazer pelo bem das famílias? Melhorar as condições sócio-econômicas. Não há mais nada a fazer. E o que a direita faz? Piora as condições de vida do povo. Portanto, a direita, que fala tanto de família, na prática destrói famílias. Por exemplo, a proposta de privatizar tudo, significaria o desemprego para centenas de milhares de pessoas, o que colocaria em crise centenas de milhares de famílias. A proposta de extinguir o SUS, aumentaria muito as mortes de pais e mães de família, extinguindo o centro das mesmas.
Mas a hipocrisia da direita vai muito além disso. Para a direita família significa corrupção e impunidade quando se trata das próprias. Machismo e exploração quando se trata das alheias. E é também uma forma de atacar a Pátria.
A corrupção está toda ligada a famílias. Pense naquele monte de idosos já ricos, todos com os dois pés na cova, roubando desesperadamente em Brasília. Para que, ou melhor, para quem eles roubam? Para a família... Naturalmente, tal prática só faz sentido somada à impunidade. Colocar a família acima de tudo, para a direita, significa colocar os parentes e amigos acima da lei e do resto da nação.
Essa falação sobre família sempre foi machista. Por exemplo, os australopitecus que eram contra o divórcio, diziam fazer isso em “defesa da família”. Os assassinos de mulheres são praticamente todos “defensores” da família.
Ademais, a direita sempre tenta jogar sobre as famílias os problemas sociais, não só a culpa, como a solução. A família é que teria que cuidar dos doentes, dos loucos, dos desempregados, para que os ricos, coitadinhos, não precisem pagar impostos. Em outras palavras, os pobres é que deveriam cuidar dos problemas sociais, enquanto os ricos os criam.
Por fim, é uma forma de substituir a Pátria, que a direita odeia (a não ser que seja a dos seus patrões do norte). Lembro de uma música de propaganda eleitoral de conhecido traidor da Pátria. Ela dizia “minha pátria é o meu quintal”... Ou seja, minha pátria é só um pedacinho de merda, e o resto que se foda. Ora, que burrice. Se pátria é uma construção histórica, ou seja, se podemos escolher que projeto de pátria apoiar, o mínimo aceitável é toda a América Latina, e nem um metro a menos.
Usar a família como slogan eleitoral é a mais tremenda safadeza. É usar uma palavra que agrada a todos, e que não significa nenhum projeto político. Por parte da direita, cuja política econômica destrói as famílias, é também completa hipocrisia.



















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