sábado, 14 de fevereiro de 2009

O que separa a Venezuela do socialismo ?

A ) A polêmica com os trotskistas

Afirmam os trotskistas que o socialismo é impossível em um país só, ou seja, que a Venezuela só poderá ser socialista no dia em que todo o mundo o for. Discordamos por razões teóricas e práticas.

Do ponto de vista teórico, devemos concordar em que a sociedade completamente sem classes e sem Estado, ou seja, livre, só poderá existir quando já não houver nenhum Estado no planeta. Isso é óbvio, pois havendo um Estado nas vizinhanças nenhuma sociedade pode abrir mão de também ter um Estado, sob pena de ser militarmente destroçada. Mas a esse estágio, nós marxistas chamamos de sociedade comunista avançada, algo que ainda não podemos alcançar com a atual tecnologia, nem a partir das atuais relações sociais.

O que chamamos de socialismo é outra coisa! N'O Estado e a Revolução, escrito em 1917, Lênin diferencia bem uma coisa da outra, pois era necessário explicar ao povo que a revolução que propunham os bolcheviques não conseguiria extinguir as classes e o Estado, a não ser depois de toda uma época de transição. Esse período de transição precisa incluir a queda do capitalismo no resto do mundo. O que almejavam praticamente os bolcheviques era o poder de uma classe, o proletariado, em aliança com outra, o campesinato, contra o capital e os restos da nobreza. Isso significa não só que as classes não estavam extintas, mas também que os operários e camponeses aliados estariam organizados em um Estado, ou seja, de forma a vencer as classes adversárias e mantê-las vencidas!

Ora, isso já não é o capitalismo, embora não seja também o comunismo avançado. É uma primeira fase de transição, que nós marxistas passamos a denominar como socialismo, para diferenciar do comunismo e do capitalismo. É isso o que pode existir em um país só, e aqui entramos na questão prática.

As revoluções proletárias têm acontecido isoladas nesse ou naquele país, pois a velocidade de amadurecimento político dos povos é diferente. Diante dessa realidade falar de impossibilidade do socialismo em um país só é fazer o jogo do capital, desanimar os lutadores do povo, ajudar o capitalismo a superar suas crises políticas – é traição!

B ) A polêmica com os economicistas

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Permita-nos discordar

O blog do PCB de Campinas publicou no dia 28 de Janeiro de 2009 um texto do líder da revolução norte coreana, Kim il Sung, sobre a queda da URSS. As conclusões de Kim il Sung não são diferentes das que podemos encontrar em João Amazonas e em diversos outros pensadores comunistas, inclusive russos, como o “camarada” citado pelo dirigente coreano – teríamos sido derrotados na luta ideológica, e por displicência.

Respondemos a essa interessante análise aqui por que o blog do PCB de Campinas não aceita comentários:

Ora, não é possível negar que depois da morte de Stálin, em 1953, o PCUS deixou a desejar no campo na luta ideológica. Também não é possível negar que Krushov iniciou na URSS a contra-revolução que acabaria restaurando o capitalismo. Mas exatamente por isso somos obrigados a discordar do saudoso João Amazonas, de Kim il Sung e de quantos mais se deixem enganar por essa análise simplista.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Raízes da Contra Revolução Soviética

Escrevi esse texto sobre a URSS como material didático para o Pré-Vestibular da Escola Operária. Acho necessário ampliar seu recorte cronológico ao menos até 1990, assim como inserir notas de roda-pé com citações. Mas como ainda não tive tempo de fazer isso, ofereço-o como está para o estudo dos camaradas:


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sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Reflexões sobre cinco anos de política estudantil

Produzi esse texto logo que saí da UFMG, e é por isso que resolvi não revisá-lo. As experiências dos últimos anos poderiam ofuscar ou apagar as experiências que então estavam mais vivas em minha memória. Também a linguagem seria alterada com essa revisão, afastando o texto dos estudantes.

Como se nota na introdução, eu era então militante do PCdoB (hoje sou do PCB). Mais exatamente, eu fui da direção estadual da UJS mineira entre 1994 e 1998, o que me permitia ter uma visão geral do movimento estudantil no país, o suficiênte para perceber seus problemas comuns. Foi essa experiência também que me permitiu observar de perto os processos de degeneração de uma organização de esquerda, e as ligações desse processo com o aparelhamento das organizações estudantis.

Esse texto tem agradado aos militantes do movimento estudantil:

Reflexões sobre 5 anos de política estudantil.


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terça-feira, 21 de outubro de 2008

Por onde começar ?


Em 1902, Vladmir Ilich Ulianov (Lênin) levantou e respondeu essa pergunta, que obviamente se refere à revolução. Até hoje é um texto indispensável, e que dispensado pela esquerda brasileira e mundial (como a maioria do que Lênin escreveu) está fazendo enorme falta.

A segunda metade das 7 páginas desse artigo tratam da importância das comunicações para uma organização revolucionária. Nas primeiras páginas, Ilich tratou da própria importância da existência de uma organização revolucionária e de um assunto que agora voltou à moda - o terrorismo. 

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