<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504901766285172189</id><updated>2012-01-01T13:13:46.037-08:00</updated><title type='text'>Estudos Vermelhos</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://estudosvermelhos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504901766285172189/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosvermelhos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>alex</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03143917102494571291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDLSM00BVco/TDZEXRMITJI/AAAAAAAAAUQ/dg9tov74MT0/S220/Alex.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>14</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504901766285172189.post-723056431405956139</id><published>2012-01-01T13:13:00.000-08:00</published><updated>2012-01-01T13:13:46.046-08:00</updated><title type='text'>Três títulos já lançados pela Estudos Vermelhos</title><content type='html'>A editora Estudos Vermelhos tem três títulos publicados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A Comuna de Paris, de Karl Marx com introdução de Friedrich Engels.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cristianismo Primitivo, de Friedrich Engels e Rosa Luxemburg.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A Polícia Secreta do Tzar, de Victor Serge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vendemos o pacote com 5 exemplares de cada a R$ 45,00.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504901766285172189-723056431405956139?l=estudosvermelhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudosvermelhos.blogspot.com/feeds/723056431405956139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504901766285172189&amp;postID=723056431405956139' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504901766285172189/posts/default/723056431405956139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504901766285172189/posts/default/723056431405956139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosvermelhos.blogspot.com/2012/01/tres-titulos-ja-lancados-pela-estudos.html' title='Três títulos já lançados pela Estudos Vermelhos'/><author><name>alex</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03143917102494571291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDLSM00BVco/TDZEXRMITJI/AAAAAAAAAUQ/dg9tov74MT0/S220/Alex.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504901766285172189.post-6254557658002278890</id><published>2011-07-25T20:35:00.000-07:00</published><updated>2011-07-25T20:35:01.959-07:00</updated><title type='text'>Camarada, Publique seu Livro !</title><content type='html'>A Estudos Vermelhos fez uma parceria que lhe permite incentivar a publicação de livros marxistas oferecendo parcelamento e prazo para os autores. Para cálculo de preço, podemos fazer mil exemplares (1.000) de um livro, tamanho normal, com 60 páginas, em doze prestações de R$ 250,00, ou vinte e quatro de 125,00. Porém, se o autor quiser deixar 900 exemplares com a Estudos Vermelhos para distribuição, podemos fazer em doze prestações de R$ 50,00, ou vinte e quatro de R$ 25,00. Quem se interessar deve entrar em contato pelo e-mail lombelloamaral@yahoo.com.br .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504901766285172189-6254557658002278890?l=estudosvermelhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudosvermelhos.blogspot.com/feeds/6254557658002278890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504901766285172189&amp;postID=6254557658002278890' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504901766285172189/posts/default/6254557658002278890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504901766285172189/posts/default/6254557658002278890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosvermelhos.blogspot.com/2011/07/camarada-publique-seu-livro.html' title='Camarada, Publique seu Livro !'/><author><name>alex</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03143917102494571291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDLSM00BVco/TDZEXRMITJI/AAAAAAAAAUQ/dg9tov74MT0/S220/Alex.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504901766285172189.post-13315603567243762</id><published>2011-04-20T09:14:00.000-07:00</published><updated>2011-04-20T09:14:17.346-07:00</updated><title type='text'>Tradutores e Autores - Estudos Vermelhos está retomando publicações</title><content type='html'>Depois de hibernar por todo o ano de 2010, a Estudos Vermelhos voltará a publicar livros marxistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nosso plano publicar miríades de obras marxistas, a preços ínfimos, de forma que pedimos aos tradutores donos de direitos autorais de traduções de obras marxistas que entrem em contato conosco, para que negociemos ou façamos novas traduções. Conforme a lei de direitos autorais, essa é uma função do detentor dos direitos, e só pode ser assim, visto que não temos como encontrar os donos dos direitos autorais por nenhuma outra forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em breve mais notícias...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504901766285172189-13315603567243762?l=estudosvermelhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudosvermelhos.blogspot.com/feeds/13315603567243762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504901766285172189&amp;postID=13315603567243762' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504901766285172189/posts/default/13315603567243762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504901766285172189/posts/default/13315603567243762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosvermelhos.blogspot.com/2011/04/tradutores-e-autores-estudos-vermelhos.html' title='Tradutores e Autores - Estudos Vermelhos está retomando publicações'/><author><name>alex</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03143917102494571291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDLSM00BVco/TDZEXRMITJI/AAAAAAAAAUQ/dg9tov74MT0/S220/Alex.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504901766285172189.post-3047553818181348643</id><published>2011-03-31T09:24:00.001-07:00</published><updated>2011-03-31T09:24:43.335-07:00</updated><title type='text'>Infantilidades dos comunistas brasileiros no século XXI</title><content type='html'>Quando surgiu o movimento comunista internacional, liderado pelo Partido Bolchevique, os novos partidos, Comunistas, começaram a sofrer do que Lênin chamou de “doenças infantis”. Podemos dividir em três partes principais as críticas de Lênin no livro “Esquerdismo, Doença Infantil do Comunismo”. Primeiro Lênin demonstrou que o preconceito dos revolucionários contra as eleições é inaceitável. Depois, que é impossível qualquer revolução, ou mesmo qualquer movimento comunista de verdade, sem alianças. Em terceiro que somente aos contra-revolucionários interessa que os comunistas fiquem longe das organizações de massas, mesmo que essas sejam controladas por pelegos. Em meio a tudo isso Lênin identificou um espírito de seita, o sectarismo, muito forte nos grupos políticos que apresentam sintomas de doença infantil. Hoje, podemos acrescentar ao menos duas características normais nos infantis esquerdistas, que é a mania de fazer oposição às revoluções dos outros, e em alguns casos o culto à luta armada. No Brasil, surgem características nacionais do esquerdismo, que assim como as utopias, nasce espontaneamente, pois é pura ignorância, pura falta de estudos do marxismo, são posições a que qualquer pessoa chega a partir do que aprende na TV, na escola, na família, na igreja e nas ruas, ou seja, a partir do senso comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lênin inicia o Esquerdismo informando aos ignorantes que sem participar de várias eleições o Partido Bolchevique nunca teria derrubado o Tzar, e que foi necessário participar de eleições capitalistas mesmo depois de instalado o poder dos Soviets. Podemos acrescentar que também os revolucionários de Sierra Maestra construíram parte de seu movimento revolucionário participando de eleições, pois muitos dos que estavam com Fidel no dia do ataque a Moncada haviam participado com ele de diversas eleições. Hoje, como na época de Lênin, só restam dois casos em que revolucionários não participam de eleições, quando não podem ou quando não participar é a forma mais eficiente de participar. No primeiro caso estão lutando para que aconteçam eleições ou para poderem participar delas, e no segundo estão participando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, na totalidade dos agrupamentos brasileiros do campo revolucionário, existe horror às eleições. Constatamos em nossa última reunião da célula do Partido em São João del-Rei que nossa forma de participar das eleições é de fato uma forma de não participar. Não preparamos as eleições antes, não aprimoramos nossas táticas eleitorais, não pensamos realmente em eleger, e nossos militantes não se empolgam. Essa participação envergonhada é também um esquerdismo envergonhado, uma infantilidade, e um delírio! Delírio, miragem, esquizofrenia, pois afinal podemos afirmar que a frente eleitoral é aquela em que hoje mais atuamos, de dois em dois anos, a única em que atuam todas as células. Temos uma ou outra célula atuando no movimento sindical, uma ou outra célula atuando no movimento estudantil, mas nas eleições atuam todas as células, ainda que pouco e envergonhadas. Então porque não dar ao debate eleitoral a devida importância?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, também é uma infantilidade afirmar que não podemos criar células no interior “só para participar de eleições”. Como “só”? Nem nas grandes cidades conseguimos atuar em todos os movimentos. Em São João del-Rei, por exemplo, a atuação comunista é praticamente restrita à UFSJ. Então, como exigir dos camaradas espalhados pelas 800 pequenas cidades de Minas que não participem “só” das eleições?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de debochar muito dos grupelhos que na sua época subestimavam as eleições, Lênin demonstrou o quanto eram inseguros e ingênuos por também não gostarem de alianças. Mais uma vez Lênin demonstrou que sem fazer muitas alianças, com os mais diversos agrupamentos nacionais e até inimigos da pátria, o Partido Bolchevique não teria chegado nem perto da Revolução. Isso também podemos dizer de todas as outras revoluções que vem seguindo a bolchevique durante os séculos XX e XXI – algumas até aconteceram sem que os revolucionários participassem de eleições pois em alguns casos não haviam eleições das quais participar, mas em TODAS as alianças foram indispensáveis, mutáveis, por vezes feitas com o próprio inimigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, contudo, essa mania de não gostar de alianças é reforçada por uma das mais conhecidas frases cristãs, “diga-me com que tu andas e eu te direi quem és”, à qual de fato seguem os nossos “revolucionários”, ao invés de seguirem os conselhos de Lênin. Ou seja, “revolucionários” que não estudam servem mais para esperar o Reino dos Céus do que para lutar pela Revolução!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma análise completamente míope do governo Lula reforça o engano. Acreditam os esquerdistas que o PT se degenerou porque fez alianças com partidos como o PL e o PMDB, o que é uma inversão da ordem das coisas. Muito antes de chegar à presidência da República o PT já tinha riscado o socialismo de seus textos, já concordava com a maioria dos projetos e crenças da direita, já estava envolvido em escândalos em sindicatos (desde que nasceu), entidades estudantis, prefeituras etc. Mas essa crença de que o PT foi influenciado por seus novos aliados é interessante porque demonstra um dos principais motivos dessa infantilidade - é medo, insegurança! A falta de firmeza em uma estratégia e em táticas correspondentes, de que trataremos em outro artigo, leva ao receio de se deixar influenciar, ou de que a militância seja influenciada por outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso mineiro, o posicionamento ultra-esquerdista de restringir o leque de alianças gera situações ridículas, pois na maioria das pequenas cidades não existe nenhum partido revolucionário ou socialista, e não raro as forças mais avançadas de centenas dessas cidades estão em agrupamentos como o DEM ou o PSDB. Então, decretar letrinhas com as quais os comunistas não podem se aliar é o mesmo que decretar que o Partido Comunista não pode existir em umas 700 cidades mineiras. Lênin teria nojo de ditos revolucionários que atrasam a Revolução por conta de crenças religiosas, insegurança e ignorância de tudo o que ele escreveu! Um comunista precisa ser capaz de analisar cidade por cidade, cada contexto, as principais contradições, quais são as forças que realmente existem e o que elas realmente significam naquele contexto, e não tentar adivinhar o que é cada força pelo nome (letrinhas) que ela mesma escolheu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, Lênin explica uma coisa muito óbvia, que qualquer um que pretenda atuar entre os trabalhadores tem que ir onde eles estão! Já naquela época havia a ilusão de, ao invés de enfrentar os parasitas que sufocam o movimento sindical, tentar criar outro movimento sindical, puro e revolucionário. Não é nem preciso dizer que os “revolucionários” brasileiros são também adeptos dessa ilusão. Se estivéssemos acordados nesse aspecto estaríamos atuando ao menos nas cinco maiores centrais sindicais, com as mesmas propostas para todas, filiando gente em todas, distribuindo e vendendo nossos materiais em todos os encontros. Porém, embora estejamos acostumados a décadas vendo que 80% ou mais dos sindicatos são parasitados, e não adotemos quanto a isso uma atitude de intolerância, muito menos quando se tratam de nossos próprios militantes, continuamos presos a uma dita ética que diz que temos que nos limitar só a uma central. No caso da central estudantil, a UNE, existem entre nós traidores que querem nos afastar de seus fóruns. Ou seja, o que as ditaduras sonharam a fazer, o que a direita deseja do fundo do coração, alguns de nossos próprios militantes se dispõem a defender em nome da mesma “ética” esquerdista e infantil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer pessoa que realmente luta pela Revolução deve aprender com os revolucionários, sobretudo pelos que tiveram sucesso, e destes o mais brilhante foi Lênin. Sendo plenamente alfabetizado mesmo um chipanzé deixaria de ter infantilidades esquerdistas depois de ler “Esquerdismo, doença infantil do comunismo”, cujos argumentos são destruidores. Portanto, como essa doença atinge fortemente os agrupamentos revolucionários brasileiros, só podemos concluir que nossos camaradas se acham muito sabidos, acham que não têm nada a aprender com Lênin, e mentem ao dizer que leram esse livrinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato surgiram coisas novas desde 1923, quando esse livro começou a circular, e o esquerdismo passou a ter mais dois sintomas graves – o culto à luta armada e a implicância com as revoluções alheias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O culto à luta armada é mais velho do que Lênin, já tinha quando este nasceu até nome, blanquismo, que consiste na ilusão de que um grupo de homens bem unidos, preparados e organizados pode realizar uma insurreição bem sucedida e fazer a Revolução. Ou seja, é tomar a Revolução pela sua aparência! O mais visível, o momento mais marcante, o dia D da Revolução, para esses inocentes se torna a própria Revolução. Depois da Revolução de Outubro, embora esta não tenha sido nem um pouco blanquista, o blanquismo retomou força, escondido dentro dos Partidos Comunistas. A Revolução Cubana também contribuíu sobretudo na América Latina, para essa ilusão. Como tem a mesma raíz das outras características esquerdistas, a ignorância, via de regra são os mesmos que têm preconceitos contra as eleições, contra as alianças e contra participar de organizações pelegas os que fazem o culto da luta armada. É perfeitamente natural que um jovem revolucionário deseje chegar rapidamente à Revolução e creia que pode fazê-lo por meio da luta armada, mas se estudar vai aprender que para se fazer uma Revolução é necessário muito mais que tiros e bombas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PCB se destaca pelo seu pacifismo, pois durante a ditadura, quando a moda na América Latina era combater as ditaduras a bala, nosso Partido acertou não seguir esse caminho então suicida. É hoje óbvio que esse acerto esteve ligado a um engano internacional, que foi a orientação do Partido Comunista da União Soviética, a partir de 1960, de se tentar em todo o mundo a “via pacífica para o socialismo” e de negar a luta armada por princípio. Claro que não se pode negar a luta armada em qualquer circunstância, e claro que em qualquer país chega uma hora em que as coisas são decididas pelas armas, de forma que a orientação do PCUS era um absurdo. Porém, nas circunstancias brasileiras de então era simplesmente suicídio pegar em armas, e em geral embora as armas vez que outra devam ser usadas, em qualquer país do mundo as Revoluções se fazem no campo nas idéias, e em 99% do tempo as armas são inúteis. Ou seja, o PCB estava certo, mas hoje, dentro do PCB, aparecem militantes cultuando a luta armada e negando esse acerto do passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, país muito cristão, a maioria dos pretensos comunistas são ainda cristãos, cristãos mais verdadeiros que o Papa, mas ainda não comunistas, porque para isso têm que estudar não só os testamentos, mas os livros de Marx, Lênin, Engels, Gramsci etc., além de trabalhos teóricos sobre a realidade brasileira. Então, nosso esquerdismo tupiniquim tem muito de culto à pobreza, maniqueísmo, purismo, misticismo, todas coisas nada comunistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O culto à pobreza é especialmente anti-comunista, mas na verdade forte entre os comunistas brasileiros. Acredita-se que o comunista tem a obrigação de ser pobre, e que o rico não pode ser comunista. É claro que tal preconceito está ligado a um engano muito difundido, segundo o qual comunismo seria igualitarismo. Também está relacionado a uma compreensão idólatra dos trabalhadores. No final do século XX e início do XXI entrou na moda cultuar especificamente os trabalhadores rurais. Os pobres seriam os revolucionários, naturalmente. Como todos que já estudaram Lênin e Marx sabem, os que pensam assim não leram nem um nem outro, ou se não são gênios brilhantes para terem derrubado seus argumentos. Deve-se destacar que Marx, Engels, Lênin, Fidel e diversos outros revolucionários não tiveram origem pobre, muito pelo contrário, Engels era industrial e Fidel latifundiário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maniqueísmo é também presente na maioria de nossas análises. O lado bom e o ruim, a esquerda e a direita, os proletas e os capitalistas, trotskistas e stalinistas com quem se pode e não se pode aliar, o pobre e o rico. Por isso Lênin chamava a coisa de Infantil, porque só as crianças pensam assim, os adultos começam a perceber a imensa complexidade da coisa. Comunistas não são militantes braçais, precisamos de cientistas, que portanto têm que entender o mundo em seus detalhes e não tentar simplificá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era normal, desde a década de 40, grupos esquerdistas se identificarem como trotskistas, tanto que uma coisa virou sinônimo da outra para a maioria das pessoas. De fato, Trotski não era tão esquerdista quanto seus pretensos seguidores, e o uso de seu nome é um pouco de distorção, como blanquismo vindo de Blanqui. Eram ambos revolucionários que não podem ser julgados no lugar de seus pretensos seguidores. Porém, combater, no Brasil, o trotskismo e as infantilidades é quase sempre a mesma coisa! Portanto, é óbvio que os comunistas devem ler Trotski, mas não devem se curvar às limitações infantis de seus pretensos seguidores. Deve-se acrescentar que hoje existem grupos ditos stalinistas mas tão esquerdistas quanto os trotskistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;È completamente normal que um partido que está crescendo filie jovens esquerdistas o tempo todo, pois o esquerdismo brota do capitalismo, é a vontade de derrubar o capitalismo sem a ciência de como se faz uma revolução. Mas precisamos combater esse esquerdismo com determinação, pois estamos mergulhados nele. De fato, por vezes o aceitamos como normal, e isso nos enfraquece e impede de realizar nosso trabalho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504901766285172189-3047553818181348643?l=estudosvermelhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudosvermelhos.blogspot.com/feeds/3047553818181348643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504901766285172189&amp;postID=3047553818181348643' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504901766285172189/posts/default/3047553818181348643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504901766285172189/posts/default/3047553818181348643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosvermelhos.blogspot.com/2011/03/infantilidades-dos-comunistas.html' title='Infantilidades dos comunistas brasileiros no século XXI'/><author><name>alex</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03143917102494571291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDLSM00BVco/TDZEXRMITJI/AAAAAAAAAUQ/dg9tov74MT0/S220/Alex.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504901766285172189.post-30728031641596376</id><published>2010-08-19T11:08:00.000-07:00</published><updated>2010-08-19T11:08:53.147-07:00</updated><title type='text'>A revolução não é um golpe militar</title><content type='html'>Quando o partido brasileiro se formou e lutou pela independência (1820-1831), seus objetivos já estavam traçados, em um trabalho que se estendeu por boa parte do século precedente, o XVIII, ou das luzes. Quando a República foi proclamada, em 1889, já se sabia como seriam suas instituições mil vezes traçadas nos jornais republicanos desde 1871 e mesmo antes. Os debates da Constituinte de 1891 não trouxeram grandes novidades, foram conclusivos, e rápidos. Quando os "tenentes" se levantaram em 1922, 1924 e finalmente vitoriosos com o apoio de parte das oligarquias em 1930, suas bandeiras, entre as quais despontava o voto secreto, eram já disseminadas entre as classes médias das grandes cidades, tanto que sem um organização nacional de cunho ideológico, eles levantaram praticamente as mesmas bandeiras em levantes separados no espaço e no tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um revolução é gestada, é construída, não é uma quartelada, não é um golpe de Estado. Quem quer trabalhar a sério para fazer a revolução socialista no Brasil junte-se ao seguinte trabalho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos construir outro Estado, em projeto, propondo suas formas, e na prática, tomando trincheiras inimigas e instituindo nossas leis, dentro, por que não, da lei deles, que no entanto é contra nós. O mais que vamos ganhar com essas escaramuças é dar o exemplo, é mostrar como é na prática o Estado que criaremos, antes que retomem por um método ou outro o terreno perdido. Mas o exemplo é a melhor pedagogia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns camaradas, carentes de autonomia intelectual, não conseguem se adaptar à realidade, ficam presos à revoluções dos outros, esperando que um dia nossa realidade se torne semelhante à deles para que possamos imitá-los. Isso nunca acontecerá. Temos que atuar dentro de nossa realidade, que é essa democracia capitalista com as regras de 1988.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir dela, para infelicidade dos capitalistas, podemos propor não as regras necessárias aos bolcheviques, ou aos cubanos, ou aos chineses, em difíceis realidades, mas as regras ideais de uma democracia do povo trabalhador. Se quisermos, podemos escrever uma Constituição e publicar. Não digo que devemos, mas podemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também as eleições podem ser usadas nesse trabalho revolucionário. Aliás, o partido brasileiro se formou nas eleições de 1820, convocadas pela Revolução do Porto, e depois aproveitou bem cada eleição para chegar à independência política. Também o Partido Republicano soube usar as eleições para se divulgar e desmoralizar a monarquia. E para não deixar de fora os "tenentes", a eleição presidencial de 1930 foi essencial para a revolução do mesmo ano, mas não se pode esquecer que uma campanha presidencial de 1910 já armou, de certa forma por caminhos opostos, os ânimos e as mentes dos futuros insurgentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, o que um Partido Comunista deve fazer em uma eleição é o mesmo que ele sempre deve fazer - a revolução!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504901766285172189-30728031641596376?l=estudosvermelhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudosvermelhos.blogspot.com/feeds/30728031641596376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504901766285172189&amp;postID=30728031641596376' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504901766285172189/posts/default/30728031641596376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504901766285172189/posts/default/30728031641596376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosvermelhos.blogspot.com/2010/08/revolucao-nao-e-um-golpe-militar.html' title='A revolução não é um golpe militar'/><author><name>alex</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03143917102494571291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDLSM00BVco/TDZEXRMITJI/AAAAAAAAAUQ/dg9tov74MT0/S220/Alex.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504901766285172189.post-1632390584853011653</id><published>2010-05-25T10:21:00.000-07:00</published><updated>2010-05-25T18:07:02.899-07:00</updated><title type='text'>O objetivo da CIA seria guerra civil em 1964?</title><content type='html'>Acabo de receber por e-mail um artigo de João Vicente Goulart afirmando que o objetivo estratégico dos EUA ao promoverem o golpe militar de 1964 era gerar uma guerra civil. A CIA previa a resistência armada dos apoiadores do presidênte João Goulart, que desenvadeiaria uma guerra que destruiria o Brasil. É a primeira vez que leio essa avaliação, e tenho que concordar que responde a uma questão que para mim não é solucionada por nenhuma outra leitura - Qual o objetivo do golpe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, o golpe de 1964 foi feito sob alegações absurdas, que não podiam ser realmente levadas a sério, muito menos pela CIA. Se os serviços de inteligência dos países da OTAN, acostumados com revoluções, incentivaram generais e políticos brasileiros a acreditar na possibilidade mesmo que remota de uma revolução socialista no Brasil dos anos 60, deviam ter um objetivo. Esse objetivo não podia ser conter uma revolução que sabiam que nem se esboçava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade a maioria dos protagonistas do golpe também não acreditavam nessa revolução, pois eles liam jornais. Sabiam, por exemplo, que Brizola era um grande fazendeiro, e não um comunista. Tinham lido também nos jornais que quando Brizola visitou Belo Horizonte, então já uma grande cidade, foi recebido por uma procissão, de centenas ou milhares de beatas que foram rezar para lhe tirar o diabo comunista do corpo! Sim, certamente nem todas nessa procissão eram assim tão crentes, mas deve-se notar que esse episódio revela que a Revolução estava distante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um estudo da esquerda brasileira dessa época revela deficiências (não maiores que as de hoje, embora diferentes) que também impediam por completo a Revolução. Basta, por exemplo, saber que só há 20 anos o Partido Comunista - PCB - tinha criado a Editora Vitória e começara a fazer circular no Brasil textos básicos como o Manifesto Comunista em uma escala apreciável. Deve-se lembrar que não existia Internet, nem xerox. Outras obras importantes demoraram muito mais a aparecer. O nível de estudos, portanto, dificilmente poderia ser o necessário, e isso fica muito claro em depoimentos autocríticos, como de Gabeira, ou na adoção desesperada de táticas cujo fracasso era previsto e explicado em obras de 60 anos antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É óbvio que os serviços de inteligência e diversos políticos mais bem informados conheciam essas deficiências da esquerda e as características da sociedade. O que nossos políticos e generais queriam nós sabemos, pois foi o que tentaram fazer, chamavam inicialmente de revolução, e era uma contra-revolução ao mesmo tempo, capitalista e conservadora. Logo, as características ultramontanas foram derrotadas, pois o aliádo necessário, indispensável mesmo com rusgas, os EUA, tinham outras intenções no campo cultural. Claro, como capitalistas, queriam também vantagens pessoais, mas isso não é relevante na análise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que queriam as agências de inteligência dos EUA e outros países capitalistas? A explicação de João Vicente me parece correta. Nada seria melhor para os capitalistas desses países do que uma guerra civil que destruísse o país todo, talvez até dividindo-o.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504901766285172189-1632390584853011653?l=estudosvermelhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudosvermelhos.blogspot.com/feeds/1632390584853011653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504901766285172189&amp;postID=1632390584853011653' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504901766285172189/posts/default/1632390584853011653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504901766285172189/posts/default/1632390584853011653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosvermelhos.blogspot.com/2010/05/o-abjetivo-da-cia-seria-guerra-civil-em.html' title='O objetivo da CIA seria guerra civil em 1964?'/><author><name>alex</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03143917102494571291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDLSM00BVco/TDZEXRMITJI/AAAAAAAAAUQ/dg9tov74MT0/S220/Alex.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504901766285172189.post-4268301946534884196</id><published>2010-04-07T17:03:00.000-07:00</published><updated>2010-04-28T22:50:52.235-07:00</updated><title type='text'>7 de Abril é o verdadeiro dia da independência política do Brasil</title><content type='html'>Há 179 anos, uma insurreição popular no Rio de Janeiro levou Pedro I a abdicar. Pela primeira vez brasileiros&amp;nbsp;governaram o Brasil. Foi o término de um processo que se desenrrolava desde 1808 e espalhava suas raízes pelo século XVIII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre 1700 e 1800, o Brasil teve sua população aumentada de 350.000 para 3.500.000 almas, contando nascimentos, mas sobretudo imigração, importação de escravos e aprisionamento de índios. A população da metrópole, que hoje chamamos de Portugal e na época era mais&amp;nbsp;chamavado de&amp;nbsp;Reino, ficou&amp;nbsp;em 2.500.000, sendo ultrapassada pela de&amp;nbsp;sua maior colônia.&amp;nbsp;O tamanho das populações nos indica, e quanto mais no passado menos essa relação é distorcida,&amp;nbsp;o tamanho das&amp;nbsp;economias, uma vez que mesmo um escravo precisa comer, vestir, beber, morar, instrumentos de castigo etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo em que a economia do Brasil passou a rivalizar em tamanho com a do Reino, e embora essa não fosse a regra em alguns casos a competir, surgiu o capitalismo como um força internacional que avassalou Portugal. Na Inglaterra, o surgimento das indústrias tanto gerou condições econômicas quanto a necessidade de uma armada mais e mais poderosa, que se tornou senhora dos sete mares.&amp;nbsp;Por todos esses mares o Reino de Portugal tinha colônias, e se não fosse bom amigo da Inglaterra ficaria sem todas elas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as duas forças que esmagavam o império colonial português havia interesses em comum, pois para os capitalistas ingleses se fosse possível vender ao Brasil sem o intermédios dos portugueses, venderiam mais, pois os preços não precisariam incluir a parte do intermediário. Os consumidores brasileiros teriam esses produtos mais baratos, e os exportadores também&amp;nbsp;esperavam vender mais para a Europa sem que as firmas portuguesas lucrassem sua parte. Portugal tinha que manter a aliança ingleza mesmo que a&amp;nbsp;altos custos, e arcar também com os custos de esmagar as revoltas que aconteciam nas colônias, tendo estas&amp;nbsp;se tornado mais ameaçadoras no final do século XVIII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1807, a invasão de Napoleão Bonaparte acelerou e acrescentou um fator peculiar ao processo, ao obrigar Dom João VI a atravessar o oceano com toda a Corte para o Brasil. Em 1808, ao chegar em Salvador, abriu os portos brasileiros, oficializando o fim do monopólio do Reino sobre o comércio brasileiro, que fora de fato quebrado por Napoleão. Na prática, o Brasil já não era uma colônia, pois a metrópole estava ocupada por tropas francesas. Contudo, ainda não tinha independência política nenhuma, pois continuava governada pelo mesmo Rei, agora morando no Rio de Janeiro e não em Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade era um príncipe regente, pois sua mãe, a Rainha, ainda não morrera. Mas regia, que é o que interessa. Apesar de ter trazido na bagagem quase a Corte inteira, ou seja, todo o governo, para governar, teve que tornar o Rio de Janeiro um centro capaz de tal exercício, e teve também que desenvolver a economia do Brasil a ponto de garantir a manutenção do império português. Teve que criar no Brasil, com especial concentração no Rio de Janeiro, toda uma estrutura de poder e cultura, coisas indissoluveis desde os mais primitivos Estados. Tipografia, biblioteca, faculdades, escolas militares, banco, jardim botânico, foram sendo criados no Brasil, transplantados, pensavam alguns, de Lisboa para o Rio, enquanto só podiam estar surgindo aqui com modificações diversas. Ao mesmo tempo, estradas foram abertas ligando o Rio de Janeiro ao interior, a economia foi incentivada na medida das limitações impostas pela Inglaterra. Em outras palavras, as condições materiais para a independência do Brasil foram reforçadas pela vinda da Corte, mesmo não sendo este o plano inicial de tal transferência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rio de Janeiro se tornou a capital do império português! A continuar assim, não haveria independência do Brasil em 1822. Mas um flagelo de revoltas teria certamente arrancado o poder absoluto do Rei, e possivelmente esfacelado o Brasil em vários paísinhos fracos. Tivemos o prenúncio disso em 1817, quando um revolução republicana em Pernambuco exigiu a coroa de D. João VI. Note-se que Napoleão já tinha caído a primeira vez em 1814 e definitivamente em 1815, mas D. João não só não quis voltar para Lisboa como elevou oficialmente o Brasil a reino em igualdade com Portugal, o que já era um fato. É interessante notar que os brasileiros desdenham esse reconhecimento, e que o portugueses na época não gostaram nada dele. Penso que ambos foram injustos com a raposa&amp;nbsp;que reinou como&amp;nbsp;João VI. Assim como essa revolta em Pernambuco em 1817 é um prenúncio, as revoltas regenciais, ou seja, já quando o Brasil não era governado por europeus, são uma comprovação de que haviam forças capazes de separar o Brasil em paisinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que de fato aconteceu foi a Revolução do Porto, de 1820. Pouca gente compreende que foi de fato uma revolução e também no Brasil. As coisas realmente mudaram! Exemplo e questão central, a imprensa, tornou-se livre, quando antes só circulava o jornal do Rei e o de oposição rodado em Londres. Os governos indicados pelo Rei começaram a cair e serem substituídos por Comissões Provisórias, outro nome para governo oriundo da Revolução. Em cada capitania isso aconteceu de uma forma, já inaugurando na política brasileira essa diferença entre as regiões que se tornou uma característica difícil de reverter. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuo depois...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504901766285172189-4268301946534884196?l=estudosvermelhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudosvermelhos.blogspot.com/feeds/4268301946534884196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504901766285172189&amp;postID=4268301946534884196' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504901766285172189/posts/default/4268301946534884196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504901766285172189/posts/default/4268301946534884196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosvermelhos.blogspot.com/2010/04/7-de-abril-e-o-verdadeiro-dia-da.html' title='7 de Abril é o verdadeiro dia da independência política do Brasil'/><author><name>alex</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03143917102494571291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDLSM00BVco/TDZEXRMITJI/AAAAAAAAAUQ/dg9tov74MT0/S220/Alex.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504901766285172189.post-4037210392089110682</id><published>2009-08-29T04:52:00.001-07:00</published><updated>2009-08-29T04:56:29.300-07:00</updated><title type='text'>A queda dos Soviets e o fim da URSS</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_LDLSM00BVco/SpkXTlGy3EI/AAAAAAAAAQE/pLZAS3v-kMs/s1600-h/bandeira+sovietica.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375353255388961858" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 218px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_LDLSM00BVco/SpkXTlGy3EI/AAAAAAAAAQE/pLZAS3v-kMs/s320/bandeira+sovietica.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Todo livro didático informa que em 1917, na Rússia, em Fevereiro uma revolução colocou fim aos 300 anos da monarquia dos Romanov, instaurando uma República, e em Outubro uma segunda revolução, orientada por um dos dois Partidos Operários Social Democratas da Rússia, o chamado Bolchevique, entregou todo o poder aos Soviets. Daí o nome Revolução Soviética. Em alguns livros é possível saber que em russo soviet é conselho, e que essa forma específica de Conselho, originalmente reunindo os operários de todas as empresas de uma cidade, e posteriormente incorporando estudantes, camponeses, soldados e marinheiros (que acabariam formando seus próprios Conselhos), surgiu em 1905, em uma pequena cidade russa quase equidistante de Petrogrado e Moscou (Ivanovo-Vosnesensk). Mais tardar em 1907, esses primeiros Soviets foram fechados pela monarquia, e voltaram a se reunir logo que esta caiu em Fevereiro de 1917. Já em Abril, Lênin, principal teórico bolchevique, defendeu que o poder dos Soviets seria um poder do povo trabalhador, e a mais ampla e eficiente democracia que a Rússia já tivera, portanto equivalente ao que Marx chamou de Ditadura do Proletariado, e também o equivalente russo da Comuna de Paris, embora o funcionamento desses dois espaços, um Soviet russo e a Comuna parisiense de 1971, não fosse exatamente igual. Essa ideia, adotada pelo Partido Bolchevique, atraiu para essa organização forças suficientes para o levante de Outubro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas depois disso, o que aconteceu com os Soviets? Existiram até 1989? Foram dominados ou substituídos pelo Partido Comunista? Qual a relação entre os Soviets e as lutas políticas, as reformas econômicas e a ditadura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos primeiros dez anos de poder soviético, 12,5 milhões de trabalhadores chegaram a participar como deputados aos Soviets. De 1924 a 1934, o número de deputados multiplicou-se por doze. A participação era efetiva e vigilante, funcionando a deposição de deputados. Nos Soviets urbanos, entre 1931 a 1934, só na Rússia, foram derrubados 18% dos deputados. A participação popular, desde a revolução, cresceu espetacularmente. No biênio 24-25 o número de eleitores foi de 37 milhões, sendo que metade dos mesmos participou das reuniões preparatórias. Passados dez anos, no biênio 34-35, o número de eleitores já era de 77,4 milhões, sendo que 85% participaram das reuniões preparatórias, que eram debates anteriores à eleição. A relação do Partido com os Soviets se guiava pela proposta por Lênin - “O Partido deve levar à prática suas decisões pelo conduto dos soviets e nos marcos da Constituição soviética. O partido se esforça para dirigir a atividade dos soviets e não por suplantá-los.” O desvio dessa política em 1929 foi fatal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Soviets só existiram até 1936, quando uma Constituinte os liquidou na forma como eram e os substituiu por parlamentos eleitos com a forma dos parlamentos burgueses, embora mantendo o mesmo nome. Traduzindo para o português do Brasil, criaram câmaras de vereadores, assembléias legislativas e uma câmara de deputados, mas com os nomes de soviet municipal, regionais e nacionais e de toda a União. A mudança da forma, nesse caso, muda todo o conteúdo, pois não havia mais representantes de cada empresa, cada escola, cada quartel, cada navio, cada fazenda, nem revogabilidade dos mandatos, mas políticos eleitos em grandes eleições diretas, portanto mercantilizadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa Constituição de 1936, embora tenha sido jogada às costas de Stálin e de seu grupo, foi uma derrota dessa facção bolchevique e de todos os comunistas. Para quem observa de longe, parece uma derrota previsível. Ainda em 1934, enquanto nos soviets urbanos a proporção de comunistas atingiu a média 45,3% em toda a URSS, nos soviets rurais, representantes da maioria absoluta do povo da URSS, chegou somente a 18,9%! Sete anos antes dessa Constituinte, os comunistas tinham iniciado a socialização das terras, atropelando a aliança com os camponeses e as decisões do último congresso dos soviets. Pagaram esse preço porque previam uma guerra para breve, e se deram outro passo tão perigoso para um Estado quanto convocar uma Constituinte, foi pelo mesmo motivo – a guerra prevista com a Alemanha nazista – e a necessidade de reunificar o povo soviético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao invés de renovar e melhorar, a Constituinte de 1936 colocou fim ao período propriamente soviético. Os comunistas, cientes da derrota que sofreram, apelaram para ditadura. Entre os fuzilados, que foram sobretudo membros do alto escalão do Partido e do Estado, estavam todos os principais responsáveis pela Constituição de 1936, inclusive o favorito para o posto de primeiro ministro em caso de acontecerem as eleições diretas previstas pela nova carta – Bukharin!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa ditadura não teve campos de concentração, nem fuzilamentos sem julgamento, nem atingiu milhões, nem muitos milhares, ao contrário do que afirmam a maioria dos livros didáticos. Mas foi sim uma ditadura, pois o principal canal de participação popular, os soviets, estavam extintos e a Constituinte de 1936 foi engavetada. Também o Partido, o outro grande canal de participação, deixou de reunir seus fóruns, provando que a derrota de 1936 fora de grande envergadura, tendo os bolcheviques perdido o controle do seu próprio Partido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não foi o inferno que pinta a propaganda capitalista, também não foi vitoriosa essa ditadura cujo porta-voz era Stálin. Sob ela a URSS riscou a Alemanha nazista do mapa, tornou-se uma grande potência econômica e científica. Teve progressos sociais imensos. Mas a ditadura não conseguiu manter o poder nas mãos do povo trabalhador! Em 1953, quando morreu Stálin, os contra-revolucionários já tinham o controle quase completo do Estado e do Partido. Houve uma resistência de velhos bolcheviques até 1959, quando foram presos e expulsos do Comitê Central pelo Golpe de Moscou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, à ditadura comunista seguiu-se uma ditadura contra-revolucionária. Foi essa ditadura contra-revolucionária que criou o Muro de Berlin, que invadiu a Hungria, a Theco-Eslováquia e o Afeganistão. Essa ditadura, sim, matava sem julgamento, e internava opositores nos hospícios pois não tinha como julga-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se afirmar que se tratava da contra-revolução quando se analisa diversas de suas características. Comprometeu o planejamento econômico com diversas reformas burocráticas, dispensáveis e até absurdas, como dividir a URSS em 50 regiões com autonomia de planejamento. Entrou na corrida armanentista provocada pelos capitalistas, o que dentro da URSS significava verbas secretas, portanto corrupção. Aumentou o poder dos administradores constantemente, reduzindo tanto o controle dos trabalhadores quanto da própria administração central, também estimulando a corrupção. Privatizou as máquinas e tratores do campo. Esses fatores somados a outras reformas econômicas de cunho liberal fizeram com que a economia soviética, até a década de 1950 a mais dinâmica do mundo, passasse a ter índices de crescimento cada ano menores. Embora ainda se afirmando comunistas, as declarações dos líderes “soviéticos” de então manifestam enorme ignorância a respeito do marxismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1989, o que aconteceu não foi uma grande ruptura na história russa, mas a conclusão lógica dos trinta anos precedentes. Oficialmente caída, a União Soviética se torna a grande escola para o socialismo científico, como não poderia ser de pé, quando a derrota ainda não era aceita pela grande maioria dos que a estudavam. Mas as versões dominantes entre os marxistas para explicar essa derrota não têm levado em conta os Soviets.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mais difundida versão sobre a história soviética a reduz à luta entre as lideranças bolcheviques, com destaque para a dualidade Stálin e Trotski, e com um pouco menos fama (embora tenha sido uma luta mais difícil, demorada e fatal), entre Stálin e Bukharin. A história da Revolução Soviética é assim reduzida à ação dos figurões, como se fosse escrita não por marxistas, mas pelos historiadores tradicionais ou por positivistas, ainda apegados aos governantes. É como se não tivesse existido o poder dos Soviets, só a ditadura. Essa é a versão mais difundida pelos meios capitalistas, pois ideal para amedrontar os ignorantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como nem todo mundo é parvo ao ponto de acreditar em maniqueísmos, existe uma outra versão compartilhada por “marxistas” e capitalistas. Dizem os capitalistas que a URSS caiu porque economicamente era ineficiente, sendo prova portanto da superioridade da economia de mercado sobre a economia planejada. Os “marxistas” que aceitam essa versão explicam que o URSS teve sucesso durante um período de crescimento extensivo, ou seja, em quantidade, aproveitando os exuberantes recursos naturais herdados do império Romanov, e crescimentos da indústria pesada. Não teria conseguido, porém, avançar para uma fase de crescimento intensivo, ou seja, aproveitando melhor os mesmos recursos, e de crescimento da indústria leve. Em outras palavras essa versão dita marxista não é mais que um detalhamento da versão capitalista. Nota-se a despreocupação com os Soviets, mesmo entre os autores que se atentam para o caráter nada revolucionário da organização fordista da indústria soviética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa versão economicista é desmentida pelos estudos da economia da URSS em comparação com sua história política. Até a década de 1950, o crescimento dessa economia foi o maior do mundo, não superado sequer pelos índices recentes de crescimento chinês. Vimos que no final da década de 1950 a contra-revolução inicia reformas econômicas de destruição do socialismo. Ora, somente depois dessas reformas os índices de crescimento da URSS começaram a declinar, mesmo assim demorando para cair abaixo dos índices de crescimento normais das economias de mercado, o que só aconteceu nos anos 1980, chegando a zero em 1989. Sendo assim, o que fracassou na economia da URSS não foi o planejamento, nem a socialização, mas sim as reformas capitalistas, tanto que na década de 1990, na continuidade dessas reformas capitalistas, a economia russa chegou a cair até a metade do que fora! O que é necessário explicar é a origem dessas reformas, ou seja, a origem da contra-revolução, e não tentar explicar a contra-revolução pela decadência econômica que ela mesma gerou. E claro, essa versão não leva em conta que a contra-revolução se iniciou exatamente em um período de enorme sucesso econômico, assim como em outros casos, como a naturalmente pobre ilha de Cuba, o socialismo é capaz de avançar sobre a pobreza!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, exclusivamente marxista, existe uma explicação culturalista. O socialismo teria sido derrotado na URSS porque os comunistas deixaram de lado a luta de ideias para se dedicarem à administração dos negócios públicos. Existe um pouco de verdade nesse quadro, uma vez que realmente caíram sobre os ombros dos comunistas uma infinidade de tarefas cotidianas, que se eram indispensáveis, por outro lado não tinham nada de ação política e menos ainda de luta de ideias. Além disso, a formação política e teórica dos trabalhadores foi prejudicada por dois erros bem naturais. Primeiro, porque acreditavam os soviéticos que o poder dos operários e camponeses era inclusive ocupar os postos de administração e do Estado com pessoas oriundas dos meios operários e camponeses. Embora pareça óbvio, isso significou a constante extração das pessoas mais politizadas e preparadas dos meios operários e camponeses, ou seja, o verdadeiro empobrecimento políticos de ambos! Segundo, como até hoje dizemos de brincadeira que os burgueses tem que ser postos a trabalhar, os soviéticos colocaram em prática, criando a figura dos ZEKs, que podiam ser criminosos ou contra-revolucionários. Ou seja, os operários foram privados constantemente de suas lideranças mais preparadas e receberam em troca os ZEKs! Porém, apesar desses e diversos outros problemas, os contra-revolucionários demoraram trinta anos no poder para poderem deixar de se dizerem marxistas. Ainda em 1968, para abafar a Primavera de Praga, tiveram que forjar documentos para convencer o povo da URSS de que eram os operários thecos que imploravam pela intervenção militar. Ainda em 1989, a opinião pública da URSS não era majoritariamente contrária ao socialismo, e hoje os capitalistas são uma parcela menor ainda da população. Essa versão culturalista também não leva em conta os Soviets, como se sua extinção não fosse o fim de uma escola de poder para o povo russo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos concluir que o debate sobre o Estado tem sido sistematicamente abafado e abandonado, embora tanto a vitória quanto a derrota da URSS, a nosso ver, tenham se decidido nesse terreno. Não só na URSS, mas em todo canto e época – na Inglaterra o auge do movimento operário foi o Cartismo, um movimento por reformas políticas; Na França, foi a Comuna de Paris, o primeiro Estado dos trabalhadores, a governo mais democrático que já teve Paris; Na China a vitória da Revolução esteve ligada às Comunas Populares e a um exército democrático, assim como no Vietnã, e agora que não se ouve falar mais das Comunas, também não se fala mais de socialismo; Em Cuba é óbvio que só a participação popular sustenta o socialismo, e as revoluções que se iniciam nos países bolivarianos se fortalecem com plebiscitos revogatórios e constituições que ampliam o poder popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um bibliografia sucinta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LUSTOSA, Rogério. Soviets: um milhão de vezes mais democráticos. Princípios.&lt;br /&gt;BAMBIRRA, Vania. A teoria marxista da transição e a prática socialista.&lt;br /&gt;STÁLIN. Problemas econômicos do socialismo na URSS.&lt;br /&gt;RAMOS, Graciliano. Viagens: Theco-Eslováquia - URSS.&lt;br /&gt;REED, John. Os dez dias que abalaram o mundo.&lt;br /&gt;LÊNIN. Esquerdismo, doença infantil do comunismo.&lt;br /&gt;FERNANDES, Luís. URSS: Ascensão e queda.&lt;br /&gt;BRANCO, Frederico. Zhukov (1896-1974).&lt;br /&gt;BETTELHEM, Charles. Luta de Classes na URSS.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504901766285172189-4037210392089110682?l=estudosvermelhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudosvermelhos.blogspot.com/feeds/4037210392089110682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504901766285172189&amp;postID=4037210392089110682' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504901766285172189/posts/default/4037210392089110682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504901766285172189/posts/default/4037210392089110682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosvermelhos.blogspot.com/2009/08/queda-dos-soviets-e-o-fim-da-urss.html' title='A queda dos Soviets e o fim da URSS'/><author><name>alex</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03143917102494571291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDLSM00BVco/TDZEXRMITJI/AAAAAAAAAUQ/dg9tov74MT0/S220/Alex.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_LDLSM00BVco/SpkXTlGy3EI/AAAAAAAAAQE/pLZAS3v-kMs/s72-c/bandeira+sovietica.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504901766285172189.post-4498215283041042416</id><published>2009-03-16T07:09:00.000-07:00</published><updated>2009-03-24T05:25:26.547-07:00</updated><title type='text'>Rússia: a possibilidade da Segunda Revolução Soviética</title><content type='html'>58 % dos russos defendem uma economia planejada em oposição à economia de mercado. Era de se esperar esse quadro, pois o estudo de qualquer sociedade atual, ou seja, o estudo da história do século XX, demonstra que a economia de mercado está superada, pois já funciona muito mal, mesmo para seus próprios critérios tortos, cujo principal exemplo são os índices de crescimento. Como o povo russo experimentou nas décadas de 30, 40 e 50 socializar (mesmo que somente a nível macro econômico) a economia, só pode estar apavorado com as mazelas de uma economia de mercado – insegurança constante; desemprego; miséria crescente; mendigos; crianças de rua; criminalidade crescente; corrupção generalizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo em comparação com a economia planificada sabotada e parasitada das décadas de 60, 70 e 80, quando foram dados grandes passos em direção ao capitalismo (maiores até que os dados por Yeltsin a partir de 1990), a economia de mercado é um pesadelo. Eles tinham filas enormes (parte da sabotagem governamental para abrir caminho ao capitalismo), mas isso significa que consumiam, pois se não, não estariam nas filas. E claro, abriu-se a cortina do mundo ocidental, e ficou claro que toda ostentação era um canto de sereia. A crise econômica mundial também não deixará os russos mais felizes com o capitalismo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O exemplo chinês é também influente sobre os russos, assim como a experiência russa é hoje influente sobre os chineses. Ambos os exemplos são de fato anti-capitalistas, uma vez que são vizinhos e se conhecem melhor do que a imprensa ocidental nos deixa conhecer a ambos. O exemplo russo para os chineses ensina a não rumar para o capitalismo, que no caso chinês seria um inferno na Terra. O exemplo chinês, ao contrário do que se pensa por aqui, é de que convém planejar sim a economia, e de que é conveniente liberal algumas atividades de mercado, contanto que não sejam em setores estratégicos. Na verdade, esses dois países vizinhos estão mergulhados em uma grande luta interna entre o socialismo e o capitalismo, embora oficialmente um seja socialista e o outro capitalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os defensores da propriedade privada e da economia de mercado estão reduzidos a 29% da população, metade dos seus opositores! Assim como a transição para o socialismo é um período longo e enfrenta obstáculos, a transição da Rússia de volta ao domínio imperial está enfrentando problemas. Depois da crise econômica russa de 1998, o governo Putin já foi obrigado a de fato reestatizar os 14 setores considerados mais estratégicos da economia, o que torna o capitalismo russo bem incompleto. Essa medida teve grande sucesso, pois conseguiu que a economia da Rússia, pela primeira vez desde o fim da URSS, crescesse. É fora de dúvidas que a opinião pública russa está sendo muito influenciada por essa experiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, pelo aspecto político, continua a reinar entre os russos uma tendência claramente autoritária. Em 1996, 43% dos russos defendiam o regime “soviético” terminado em 1990, e 32% defendiam uma democracia de tipo ocidental, ou seja, a porcaria que temos por aqui no Brasil. Hoje, esses números caíram para 24% e 15% respectivamente. O problema o que cresceu – a defesa do regime atual, que de 6% pularam para 36% e agora estão em 25%. Ora, o “modelo atual” é um presidencialismo autoritário e centralista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da grande esperança na volta do poder dos Soviets, extinto na URSS desde 1936, que atinge 38% dos russos, o apoio à atual forma de governo é muito grande, e remete à cultura russa. Trata-se de um povo que viveu 300 anos sob um regime absolutista, o tzarismo, depois teve uma curta experiência de 20 anos de poder realmente soviético, entrou em uma ditadura comunista entre 1936 e 1959, que cedeu espaço a uma ditadura anti-comunista entre 1959 e 1990, para entrar no “modelo atual”, que também é uma ditadura descarada. Essa tradição autoritária foi um obstáculo à primeira revolução soviética e pode vir a dar problemas à segunda, que apesar de toda a propaganda capitalista se aproxima. Basta dizer que as forças armadas voltaram a usar a bandeira vermelha com a foice e o martelo. A música do hino voltou a ser a soviética, e a letra soviética é cantada pelas multidões de jovens em shows de rock. (Exatamente, a segunda revolução soviética acontecerá ao som do rock in roll!!?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hino Soviético:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/WsZL-OcPKgM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/WsZL-OcPKgM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504901766285172189-4498215283041042416?l=estudosvermelhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudosvermelhos.blogspot.com/feeds/4498215283041042416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504901766285172189&amp;postID=4498215283041042416' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504901766285172189/posts/default/4498215283041042416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504901766285172189/posts/default/4498215283041042416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosvermelhos.blogspot.com/2009/03/russia-possibilidade-da-segunda.html' title='Rússia: a possibilidade da Segunda Revolução Soviética'/><author><name>alex</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03143917102494571291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDLSM00BVco/TDZEXRMITJI/AAAAAAAAAUQ/dg9tov74MT0/S220/Alex.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504901766285172189.post-8473912693837962839</id><published>2009-02-14T08:29:00.000-08:00</published><updated>2009-02-14T08:31:07.498-08:00</updated><title type='text'>O que separa a Venezuela do socialismo ?</title><content type='html'>&lt;strong&gt;A ) A polêmica com os trotskistas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afirmam os trotskistas que o socialismo é impossível em um país só, ou seja, que a Venezuela só poderá ser socialista no dia em que todo o mundo o for. Discordamos por razões teóricas e práticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista teórico, devemos concordar em que a sociedade completamente sem classes e sem Estado, ou seja, livre, só poderá existir quando já não houver nenhum Estado no planeta. Isso é óbvio, pois havendo um Estado nas vizinhanças nenhuma sociedade pode abrir mão de também ter um Estado, sob pena de ser militarmente destroçada. Mas a esse estágio, nós marxistas chamamos de sociedade comunista avançada, algo que ainda não podemos alcançar com a atual tecnologia, nem a partir das atuais relações sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que chamamos de socialismo é outra coisa! N'O Estado e a Revolução, escrito em 1917, Lênin diferencia bem uma coisa da outra, pois era necessário explicar ao povo que a revolução que propunham os bolcheviques não conseguiria extinguir as classes e o Estado, a não ser depois de toda uma época de transição. Esse período de transição precisa incluir a queda do capitalismo no resto do mundo. O que almejavam praticamente os bolcheviques era o poder de uma classe, o proletariado, em aliança com outra, o campesinato, contra o capital e os restos da nobreza. Isso significa não só que as classes não estavam extintas, mas também que os operários e camponeses aliados estariam organizados em um Estado, ou seja, de forma a vencer as classes adversárias e mantê-las vencidas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, isso já não é o capitalismo, embora não seja também o comunismo avançado. É uma primeira fase de transição, que nós marxistas passamos a denominar como socialismo, para diferenciar do comunismo e do capitalismo. É isso o que pode existir em um país só, e aqui entramos na questão prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As revoluções proletárias têm acontecido isoladas nesse ou naquele país, pois a velocidade de amadurecimento político dos povos é diferente. Diante dessa realidade falar de impossibilidade do socialismo em um país só é fazer o jogo do capital, desanimar os lutadores do povo, ajudar o capitalismo a superar suas crises políticas – é traição!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;B ) A polêmica com os economicistas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revolução socialista é um processo de profunda transformação social, intrinsecamente ligado à transformação da economia, a socialização dos meios de produção, conforme dizemos em termos marxistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Venezuela está em curso uma reforma agrária, mas isso ainda não é a socialização. Os operários têm tomado o controle de umas poucas industrias importantes, mas passando por cima do governo. Em resumo, o processo de socialização econômica está lento e tímido. É um fato, enquanto a economia não for socializada a Venezuela ainda não será socialista. Note-se porém, isso não significa que não esteja passando por uma Revolução, nem que essa Revolução não mereça nosso apoio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas essa análise é ainda incompleta, pois se nos apegarmos a ela concluiremos que se Hugo Chavéz iniciar um amplo processo de socialização da economia a Venezuela terá se tornado socialista. Ora, apoiaríamos essa socialização, que seria favorável à construção do socialismo nesse país, mas ainda algo separando a Venezuela do socialismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;C ) A questão do Estado&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em país nenhum do mundo o povo consegue ter poder por meio das grandes eleições diretas. A chamada “democracia liberal”, ou “ocidental”, ou com mais correção “capitalista” só faz legitimar o poder do capital, assim como o Direito Divino dos Reis legitimava o poder da nobreza. Nem povos altamente educados, como o francês, o italiano, o sueco e o suíço, conseguem exercer poder por meio das eleições capitalistas, movidas a dinheiro e publicidade, além de altamente controladas pelos meios de comunicação capitalistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, sem o poder da maioria do povo não existe socialismo! Com o poder nas mãos um povo pode socializar a economia ou fazer as reformas econômicas e sociais que bem entender. Mas sem o poder um povo não consegue nem mesmo manter as conquistas do passado. A manter o atual Estado, o povo venezuelano está condenado a perder tudo o que vem conquistando com Hugo Chavéz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No geral, o Estado venezuelano continua tendo um formato capitalista. Aliás, essa é uma característica das revoluções andinas do início do século XXI. Tanto na Venezuela quanto na Bolívia e no Equador, os povos estão fazendo a Revolução nas ruas, como toda Revolução, mas as legitimaram em eleições burguesas. Isso pode até se provar de alguma utilidade, ou ao menos interessante para os estudos, mas somente se for possível superar essa fase e construir o poder popular de verdade. Infelizmente, nos três casos, as Revoluções parecem agarradas ao Estado burguês, principalmente no caso venezuelano, onde o cordão umbilical é Hugo Chavéz!&lt;br /&gt;Na Bolívia e no Equador, as eleições presidenciais foram mais claramente um resultado dos levantes populares, com destaque para o último país, onde o povo tem derrubado diversos governantes que elegeu, e só está permitindo Rafael Corrêa governar por que este adotou o caminho revolucionário. Note-se mais essa prova de que as eleições diretas não servem para o povo ter nenhum poder – um mesmo povo, em poucos anos, elege e depõe diversos governantes! Ora, então essas eleições significaram o que? O povo conseguiu o que queria nas urnas ou nas ruas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o formato burguês de Estado não serve ao proletariado o confessam os chavistas, quando se apegam à reeleição de seu Coronel. De fato, a se manter a Constituição “democrática” liberal – o modelo político defendido para todo o mundo pelos EUA – é praticamente impossível eleger outro presidente revolucionário, menos ainda com forças para continuar a revolução! Se Hugo Chavéz não puder ser reeleito, aos revolucionários só sobrará a opção da luta armada, com todos os riscos ai envolvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentar criar um Estado proletário com formato burguês é como se os senhores de escravos de Roma e Atenas tentassem se organizar como as tribos neolíticas, ou como se a burguesia tentasse fazer avançar a revolução industrial mantendo as instituições feudais. É vestir em um adulto a roupa de uma criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até agora, poucos passos foram dados pelas revoluções de nossos vizinhos bolivarianos em direção a um Estado proletário – a revogabilidade dos mandatos é o principal, mas foi adotada de forma tímida, ocasional, quase como exceção, quando devia ser a regra. E pior, foi adotada no modelo burguês de um grande plebiscito movido a milhões de dólares. E outra coisa, não é para todos os cargos públicos, mas só para os mais visíveis. Ou seja, trata-se de uma revogabilidade limitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos esperança de que esteja sendo dado um outro importante passo no caminho de novos Estados -  que os povos estejam se armando. Mas disso temos poucas evidências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De resto, as escolas e universidades ainda não estão nas mãos dos estudantes. O povo ainda não controla todas as armas, nem os soldados têm os oficiais nas suas mãos. A economia ainda é controlada pelo mercado, não pelo povo. E coisa nojenta, continuam existindo fortes poderes executivos, e estes estão se fortalecendo!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, nesse exato momento os revolucionários venezuelanos estão precisando defender a reeleição de Hugo Chavéz, em um processo desgastante e que não resulta em avança nenhum, mas somente na manutenção do atual status. Se a República Bolivariana já não tivesse a monárquica figura do presidente, os revolucionários poderiam estar cuidando de coisas mais importantes!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504901766285172189-8473912693837962839?l=estudosvermelhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudosvermelhos.blogspot.com/feeds/8473912693837962839/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504901766285172189&amp;postID=8473912693837962839' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504901766285172189/posts/default/8473912693837962839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504901766285172189/posts/default/8473912693837962839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosvermelhos.blogspot.com/2009/02/o-que-separa-venezuela-do-socialismo.html' title='O que separa a Venezuela do socialismo ?'/><author><name>alex</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03143917102494571291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDLSM00BVco/TDZEXRMITJI/AAAAAAAAAUQ/dg9tov74MT0/S220/Alex.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504901766285172189.post-5331235085018283047</id><published>2009-01-29T08:14:00.001-08:00</published><updated>2009-01-29T11:24:11.881-08:00</updated><title type='text'>Permita-nos discordar</title><content type='html'>O blog do &lt;a href="http://pcb-campinas.blogspot.com/"&gt;PCB de Campinas &lt;/a&gt;publicou no dia 28 de Janeiro de 2009 um texto do líder da revolução norte coreana, Kim il Sung, sobre a queda da URSS. As conclusões de Kim il Sung não são diferentes das que podemos encontrar em João Amazonas e em diversos outros pensadores comunistas, inclusive russos, como o “camarada” citado pelo dirigente coreano – teríamos sido derrotados na luta ideológica, e por displicência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respondemos a essa interessante análise aqui por que o blog do PCB de Campinas não aceita comentários:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, não é possível negar que depois da morte de Stálin, em 1953, o PCUS deixou a desejar no campo na luta ideológica. Também não é possível negar que Krushov iniciou na URSS a contra-revolução que acabaria restaurando o capitalismo. Mas exatamente por isso somos obrigados a discordar do saudoso João Amazonas, de Kim il Sung e de quantos mais se deixem enganar por essa análise simplista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que existe de simplista nessa análise é o mesmo que torna simplista a análise segundo a qual a URSS teria caído por razões econômicas: ambas essas interpretações, uma culturalista e outra economicista deixam de lado a questão do Estado! Aliás, o movimento comunista, durante todo o século XX, enveredou no erro que Lênin já apontava em 1917 n’O Estado e a Revolução, “esquecendo-se” dos ensinamentos marxistas sobre a questão do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, em 1953 um brasileiro reconhecidamente comprometido com a verdade, Graciliano Ramos, visitou a URSS, deixando-nos a respeito o livro Viagem. Nessa obra uma coisa fica bem clara – o grande apoio popular ao socialismo! Quinze anos depois, em 1968, quando a URSS invadiu a Thecoeslováquia, para justificar a agressão os contra-revolucionários no poder tiveram que fraudar notícias e documentos para convencer seu próprio povo e os soldados de que a ação militar era necessária para salvar o socialismo. De fato, para ficarem no poder os contra-revolucionários tinham que se esconder sob a bandeira vermelha. O sentimento socialista do povo era tamanho que atrapalhava a contra-revolução, obrigando, por exemplo, Brejnev, substituto de Krushov, a se fingir de stalinista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto ainda não havia um quadro de derrota ideológica do socialismo na URSS, mas a contra-revolução já estava no poder!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo aspecto econômico o quadro é muito semelhante. Somente mais de uma década depois da tomada do poder pelos contra-revolucionários, que podemos datar do Golpe de Moscou, de 1959, a economia soviética começou a crescer mais lentamente. E somente em 1989, um ano antes da queda oficial (que na verdade foi só uma troca de bandeiras e o escancaramento da volta ao capitalismo), os índices de crescimento soviéticos chegaram a zero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclui-se que tanto a explicação culturalista quanto a economicista colocam os efeitos antes da causa! O poder do proletariado soviético já tinha caído, antes que a ideologia liberal tomasse espaço e que a economia sentisse qualquer efeito da contra-revolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que muito deve nos admirar é que por um século os comunistas tenham desprezado a tal ponto a questão do Estado, pois essas análises simplesmente não levam em conta os Soviets. A Constituinte de 1936, que apesar de manter o nome Soviets os reduziu a parlamentos burgueses, é esquecida. Noventa e nove em cada cem comunistas nem sabem que a URSS viveu um processo constituinte em 1936, e os que sabem normalmente desprezam o fato. É como se a Revolução Soviética não precisasse de Soviets!!??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal “esquecimento”, mais um dos diversos que atingem o marxismo e todas as teorias revolucionárias, explica-se tanto pela falta de estudos, que resulta em simplificações economicistas do marxismo (as superestruturas não teriam importância nenhuma, pois seriam determinadas pela infraestrutura), quanto pelo oportunismo e o carreirismo, sempre adversos à espinhosa questão do Estado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504901766285172189-5331235085018283047?l=estudosvermelhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudosvermelhos.blogspot.com/feeds/5331235085018283047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504901766285172189&amp;postID=5331235085018283047' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504901766285172189/posts/default/5331235085018283047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504901766285172189/posts/default/5331235085018283047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosvermelhos.blogspot.com/2009/01/permita-nos-discordar.html' title='Permita-nos discordar'/><author><name>alex</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03143917102494571291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDLSM00BVco/TDZEXRMITJI/AAAAAAAAAUQ/dg9tov74MT0/S220/Alex.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504901766285172189.post-2944331562513238700</id><published>2008-10-27T17:48:00.000-07:00</published><updated>2008-11-06T05:49:04.196-08:00</updated><title type='text'>Raízes da Contra Revolução Soviética</title><content type='html'>Escrevi esse texto sobre a URSS como material didático para o Pré-Vestibular da Escola Operária. Acho necessário ampliar seu recorte cronológico ao menos até 1990, assim como inserir notas de roda-pé com citações. Mas como ainda não tive tempo de fazer isso, ofereço-o como está para o estudo dos camaradas:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://rapidshare.com/files/161187601/revolu__o_sovietica_1905_1940.pdf.html"&gt;http://rapidshare.com/files/161187601/revolu__o_sovietica_1905_1940.pdf.html&lt;/a&gt; .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504901766285172189-2944331562513238700?l=estudosvermelhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudosvermelhos.blogspot.com/feeds/2944331562513238700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504901766285172189&amp;postID=2944331562513238700' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504901766285172189/posts/default/2944331562513238700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504901766285172189/posts/default/2944331562513238700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosvermelhos.blogspot.com/2008/10/razes-da-contra-revoluo-sovitica.html' title='Raízes da Contra Revolução Soviética'/><author><name>alex</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03143917102494571291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDLSM00BVco/TDZEXRMITJI/AAAAAAAAAUQ/dg9tov74MT0/S220/Alex.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504901766285172189.post-8131907780699467861</id><published>2008-10-24T09:29:00.000-07:00</published><updated>2008-10-24T09:43:46.469-07:00</updated><title type='text'>Reflexões sobre cinco anos de política estudantil</title><content type='html'>Produzi esse texto logo que saí da UFMG, e é por isso que resolvi não revisá-lo. As experiências dos últimos anos poderiam ofuscar ou apagar as experiências que então estavam mais vivas em minha memória. Também a linguagem seria alterada com essa revisão, afastando o texto dos estudantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se nota na introdução, eu era então militante do PCdoB (hoje sou do PCB). Mais exatamente, eu fui da direção estadual da UJS mineira entre 1994 e 1998, o que me permitia ter uma visão geral do movimento estudantil no país, o suficiênte para perceber seus problemas comuns. Foi essa experiência também que me permitiu observar de perto os processos de degeneração de uma organização de esquerda, e as ligações desse processo com o aparelhamento das organizações estudantis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse texto tem agradado aos militantes do movimento estudantil:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://rapidshare.com/files/157152105/Reflexoes_sobre_cinco_anos_de_politica_estudantil.pdf.html"&gt;http://rapidshare.com/files/157152105/Reflexoes_sobre_cinco_anos_de_politica_estudantil.pdf.html&lt;/a&gt; .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504901766285172189-8131907780699467861?l=estudosvermelhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudosvermelhos.blogspot.com/feeds/8131907780699467861/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504901766285172189&amp;postID=8131907780699467861' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504901766285172189/posts/default/8131907780699467861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504901766285172189/posts/default/8131907780699467861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosvermelhos.blogspot.com/2008/10/reflexes-sobre-cinco-anos-de-poltica.html' title='Reflexões sobre cinco anos de política estudantil'/><author><name>alex</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03143917102494571291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDLSM00BVco/TDZEXRMITJI/AAAAAAAAAUQ/dg9tov74MT0/S220/Alex.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504901766285172189.post-7959136386835388832</id><published>2008-10-21T18:44:00.001-07:00</published><updated>2008-12-09T12:57:10.302-08:00</updated><title type='text'>Por onde começar ?</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;div style="BORDER-TOP-WIDTH: 0px; PADDING-RIGHT: 3px; PADDING-LEFT: 3px; BORDER-LEFT-WIDTH: 0px; BORDER-BOTTOM-WIDTH: 0px; PADDING-BOTTOM: 3px; MARGIN: 0px; FONT: 100% Georgia, serif; WIDTH: auto; PADDING-TOP: 3px; TEXT-ALIGN: left; BORDER-RIGHT-WIDTH: 0px"&gt;Em 1902, Vladmir Ilich Ulianov (Lênin) levantou e respondeu essa pergunta, que obviamente se refere à revolução. Até hoje é um texto indispensável, e que dispensado pela esquerda brasileira e mundial (como a maioria do que Lênin escreveu) está fazendo enorme falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda metade das 7 páginas desse artigo tratam da importância das comunicações para uma organização revolucionária. Nas primeiras páginas, Ilich tratou da própria importância da existência de uma organização revolucionária e de um assunto que agora voltou à moda - o terrorismo. Donwload em :&lt;a href="http://rapidshare.com/files/156320943/Por_onde_come_ar_em_portugues.pdf.html"&gt;http://rapidshare.com/files/156320943/Por_onde_come_ar_em_portugues.pdf.html&lt;/a&gt; .&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504901766285172189-7959136386835388832?l=estudosvermelhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudosvermelhos.blogspot.com/feeds/7959136386835388832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504901766285172189&amp;postID=7959136386835388832' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504901766285172189/posts/default/7959136386835388832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504901766285172189/posts/default/7959136386835388832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosvermelhos.blogspot.com/2008/10/por-onde-comear.html' title='Por onde começar ?'/><author><name>alex</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03143917102494571291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDLSM00BVco/TDZEXRMITJI/AAAAAAAAAUQ/dg9tov74MT0/S220/Alex.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
